Exagerou no Carnaval? Entenda os riscos da automedicação pós-festa Ouvir 3 de março de 2025 Para algumas pessoas, o Carnaval é uma verdadeira maratona, com festas durante todo o feriado. Por fim, os foliões acabam recorrendo a medicamentos para aliviar o cansaço, a ressaca e o mal-estar. Mas esse hábito pode se tornar uma cilada para a saúde. O uso indiscriminado de analgésicos, antiácidos e anti-inflamatórios pode mascarar sintomas de condições mais graves, além de sobrecarregar órgãos como o fígado e os rins, aumentando o risco de toxicidade e reações adversas. “O consumo excessivo de medicamentos sem orientação adequada pode ter efeitos sérios para o organismo. Além disso, a associação de certos fármacos com bebidas alcoólicas pode potencializar efeitos adversos e comprometer a segurança do indivíduo”, alerta o mestre em farmacologia Cauê Santos Lima, professor de Farmácia Hospitalar e Clínica da Universidade Cruzeiro do Sul. Leia também Saúde Confira 3 receitas de chás para ter mais disposição no Carnaval Saúde Carnaval cheio de energia e sem ressaca! Veja dicas de alimentação Saúde Saiba como diminuir o risco de ISTs no Carnaval além da camisinha Saúde Carnaval: excesso de cafeína e energéticos pode causar fadiga extrema Lima aponta que, nos dias pós-Carnaval, os prontos-socorros registram um aumento expressivo de atendimentos relacionados a esses tipos de interações medicamentosas. O uso de alguns medicamentos combinado com bebidas alcoólicas pode trazer consequências graves ao organismo. Combinações mais perigosas Álcool e paracetamol: pode causar hepatotoxicidade grave. Álcool e anti-inflamatórios: aumenta o risco de hemorragias gastrointestinais. Álcool e sedativos (diazepam, clonazepam): potencializa a depressão do sistema nervoso central, podendo levar à sedação excessiva e até o coma. Álcool e antibióticos: os medicamentos podem ter a eficácia reduzida, comprometendo o tratamento de infecções. 3 imagens Fechar modal. 1 de 3 Uma pesquisa de 2023 apontou que sete em cada 10 brasileiros que abusam da bebida acham que bebem moderadamente Reprodução/Internet 2 de 3 Álcool pode levar a sérias doenças do fígado e alta dependência química Getty Images 3 de 3 Além do fígado, bebidas alcoólicas prejudicam a saúde do coração e do cérebro Yellow Dog Productions/Getty Images Como evitar os efeitos da bebedeira de forma natural O consumo de grandes quantidades de bebidas alcóolicas, sem tomar os devidos cuidados, contribui para a retenção de líquidos e a desidratação. “A melhor forma de reverter esse quadro é aumentar o consumo de água e investir em alimentos naturais, como frutas, verduras e legumes, que ajudam na eliminação de toxinas”, explica o nutricionista clínico e esportivo Dereck Oak, que atua em São Paulo. Além da hidratação adequada e a inclusão de alimentos mais saudáveis, é interessante incluir na rotina chás diuréticos — como cavalinha e hibisco —, e água de coco, que repõe eletrólitos perdidos pelo consumo de álcool. Também é importante reduzir o consumo de açúcares refinados e carboidratos simples. “Evite refrigerantes, fast food e doces industrializados. Prefira fontes de carboidratos complexos, como batata-doce, arroz integral e quinoa, que fornecem energia de forma equilibrada”, sugere Dereck. Caso as medidas não surtam efeito, é fundamental procurar um profissional de saúde antes de ingerir medicamentos sem prescrição. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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