Mounjaro (tirzepatida): o que é, quem pode tomar e efeitos colaterais Ouvir 26 de setembro de 2023 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (25/9), a comercialização do Mounjaro no Brasil. Criado pela farmacêutica Eli Lily, a medicação foi apelidada pelo Wall Street Journal de “king kong” dos remédios para emagrecimento. O Mounjaro é um medicamento injetável que deve ser aplicado semanalmente. Ele tem como princípio ativo a tirzepatida e é indicado para o tratamento da diabetes tipo 2. O uso do remédio para a perda de peso, portanto, é “off label”, ou seja, não é uma indicação escrita na bula. Leia também Saúde Mounjaro x Ozempic: entenda diferenças entre os remédios Saúde Usuária de Ozempic e Mounjaro processa empresas por problema estomacal Brasil Injeção similar ao Ozempic é liberada pela Anvisa Saúde Ozempic pode ser menos eficaz em pessoas negras, diz estudo O Mounjaro melhora os níveis de açúcar no sangue e reduz o apetite. Durante os ensaios clínicos, o remédio levou voluntários ao emagrecimento de até 20% do peso corporal. A endocrinologista Elaine Dias, de São Paulo, aponta, porém, que “a caneta não é milagrosa”. O uso da medicação deve estar acompanhado de adequações na dieta e de uma rotina de exercícios físicos. Ela também alerta para a importância de um profissional de saúde orientar o tratamento do paciente. Como o Mounjaro funciona? O Mounjaro (tirzepatida) imita dois hormônios do corpo humano relacionados à fome e ao metabolismo. O Ozempic (semaglutida) atua copiando as funções do GLP1, já o novo medicamento mimetiza o GLP1 e o GIP. Os dois hormônios têm funções parecidas e complementares, esclarece o endocrinologista André Camara de Oliveira, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM). “O GLP1 diminui o apetite, leva a um esvaziamento gástrico mais lento, ou seja, coloca o corpo para atuar em outro ritmo. Já o GIP leva à secreção de insulina e de glucagon, também diminuindo o apetite e acelerando o equilíbrio dos níveis de açúcar no sangue”, detalha. Segundo o médico, a outra vantagem da nova medicação seria a ação sobre o tecido adiposo, facilitando a quebra de moléculas de gordura acumulada. O Mounjaro foi apelidado pelo Wall Street Journal de “king kong” dos remédios para emagrecimento Quem pode tomar? A indicação aprovada pela Anvisa é para pessoas com diabetes tipo 2, que tenham entre 20 e 79 anos. “O foco principal será nas pessoas que possuem diabetes conjugada com problemas de sobrepeso”, aponta André Camara. Para os endocrinologistas, não há problema que pessoas com obesidade usem a medicação. Isso porque houve bons resultados em estudos com esse público. Elaine aponta que todas as canetas emagrecedoras são aliadas no tratamento do sobrepeso, mas elas não devem ser usadas sem a orientação médica. “Só a avaliação médica pode pensar o tratamento mais adequado a alguém, identificar riscos à saúde e permitir que se pense um tratamento eficaz a longo prazo”, afirma a médica. As canetas foram criadas para atuar contra a diabetes, mas uso “off label” para perda de peso se popularizou Quais são os efeitos colaterais? O Mounjaro tem efeitos colaterais semelhantes ao Ozempic, especialmente náuseas, vômitos e alterações intestinais, como constipação e diarreia. “Há casos raros de hipoglicemia e algumas investigações que buscam entender se há o risco aumentado de pancreatite e de câncer de tireoide no uso do remédio, mas eles não foram conclusivos”, finaliza Camara. Siga a editoria de Saúde do Metrópoles no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Exercício físico ajuda na fabricação de novos neurônios, sugere estudo 5 de março de 2024 Você sente que o raciocínio fica mais claro depois de fazer atividades físicas? Isso pode ter uma explicação: um estudo argentino sugere que a quantidade de neurônios cresce quando nos exercitamos. Mesmo pessoas que são sedentárias conseguem ter uma memória espacial melhor se fizerem um pouco de exercício físico entre… Read More
Lados do cérebro entendem a linguagem de forma diferente 3 de julho de 2025 *O artigo foi escrito por Hysell V. Oviedo, professor assistente de pesquisa biomédica, da Universidade Washington em St. Louis, e publicado na plataforma The Conversation Brasil. Algumas das funções cognitivas mais complexas são possíveis porque são controladas por diferentes lados de nosso cérebro. A principal delas é a percepção da… Read More
Estudo identifica “portão inteligente” de proteção ao sistema nervoso 13 de fevereiro de 2026 Barreira de proteção no cérebro reforça o “escudo” do sistema nervoso central, bloqueando a entrada de células nocivas ao tecido cerebral Read More