4 hábitos que podem proteger contra a demência, segundo a ciência Ouvir 6 de dezembro de 2024 A demência é uma das principais causas de incapacidade e dependência para idosos do mundo todo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A condição tem impactos físicos, psicológicos, sociais e econômicos tanto para os pacientes quanto para os cuidadores. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, mostra que quatro hábitos de vida têm grande importância na proteção contra a demência. As novas evidências foram publicadas na revista científica JAMA Neurology, em novembro. Leia também Saúde Saiba medicamentos que podem aumentar o risco de demência Saúde Demência: conheça sinais que podem ser percebidos ao caminhar Saúde Estudo sugere traço no rosto que pode indicar maior risco de demência Claudia Meireles Consumir azeite de oliva pode reduzir o risco de demência, diz estudo Pessoas que seguem uma dieta saudável, rica em proteínas, praticam exercícios físicos regularmente, seguem o tratamento adequado de doenças crônicas — como diabetes e hipertensão — e preservam laços sociais têm menor risco de desenvolver demência conforme envelhecem. Seguir esses hábitos ao longo da vida permite que as pessoas envelheçam com condições de saúde melhores, e consigam superar bem problemas como resfriados fortes ou lesões. Segundo os pesquisadores, a fragilidade física é um marcador importante no diagnóstico de demência. Demência e estilo de vida O novo estudo foi feito a partir da análise de dados de quatro pesquisas com 30 mil britânicos e americanos. O trabalho mostrou que pessoas com diagnóstico de demência apresentam sinais de fragilidade de quatro a nove anos antes de apresentarem os primeiros sintomas de declínio cognitivo. A fragilidade aumentou entre 18% e 73% o risco de diagnóstico subsequente de demência. “Descobrimos que a cada quatro ou cinco problemas de saúde adicionais, há, em média, um risco 40% maior de desenvolver demência”, afirma o pesquisador e autor do estudo, David Ward, em comunicado à imprensa. 8 imagens Fechar modal. 1 de 8 Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas PM Images/ Getty Images 2 de 8 Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista Andrew Brookes/ Getty Images 3 de 8 Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce Westend61/ Getty Images 4 de 8 Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano urbazon/ Getty Images 5 de 8 Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença OsakaWayne Studios/ Getty Images 6 de 8 Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns Kobus Louw/ Getty Images 7 de 8 Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença Rossella De Berti/ Getty Images 8 de 8 O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida Towfiqu Barbhuiya / EyeEm/ Getty Images A boa notícia é que a fragilidade pode ser evitada ou retardada com bons hábitos, que poderia, inclusive, prevenir a demência. Entre os hábitos, os pesquisadores destacam: Dieta rica em proteínas As proteínas são fundamentais para a construção muscular. Elas podem ser incluídas na alimentação com o consumo de carnes magras, peixes, ovos e leguminosos, por exemplo. Atividade física Pessoas que se exercitam têm melhores respostas no controle e prevenção de doenças como diabetes, hipertensão e colesterol alto. A atividade física também contribui para o fortalecimento dos músculos e para a socialização. Tratamento de doenças crônicas Os cientistas destacam a importância de garantir que doenças crônicas, como diabetes, artrite e problemas cardíacos, sejam tratadas adequadamente com medicamentos para que a saúde se mantenha estável. Manter laços de amizade Por fim, os pesquisadores apontam a importância de se manter vínculos sociais com amigos, familiares e comunidade em geral. Estudos anteriores mostram que o isolamento social e a depressão estão entre os principais fatores que aumentam o risco de desenvolver demência. O estudo tem algumas limitações, como não levar em consideração fatores de risco conhecidos para a demência, como predisposição genética. A relação entre fragilidade e demência também ainda não está comprovada. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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