Anvisa aprova 1ª insulina semanal no Brasil. Saiba como funciona Ouvir 7 de março de 2025 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta sexta-feira (7/3), o lançamento da primeira insulina semanal para o tratamento de adultos com diabetes tipo 1 e 2. O uso do medicamento reduz as aplicações diárias para semanais com base em uma nova tecnologia, a insulina basal icodeca, que tem ação de longo prazo. Ela será comercializada com o nome de Awiqli. Desenvolvida pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, mesma produtora do Ozempic, a insulina semanal já havia sido aprovada no Japão, na China e no bloco europeu. Leia também Saúde Consumir ultraprocessados por apenas 5 dias altera resposta à insulina Brasil Tributária: insulina, vacinas e 354 remédios ficam isentos de imposto Saúde Estudo: Ozempic pode evitar necessidade de insulina na diabetes tipo 1 Saúde Insulina semanal: como funciona novo medicamento para diabetes Redução de aplicações e maior adesão ao tratamento Em testes comparativos, a injeção semanal conseguiu levar a um nível de controle glicêmico comparável às insulinas basais diárias, mas com a vantagem de exigir apenas uma aplicação por semana. Pacientes com diabetes tipo 1 e 2 mantiveram níveis estáveis de glicose ao longo do período, sem aumento significativo de eventos adversos, como hipoglicemia. Para especialistas, essa mudança pode aumentar a adesão ao tratamento, já que muitos pacientes enfrentam dificuldades para seguir o regime diário de injeções. “A necessidade de aplicar insulina todos os dias pode levar a esquecimentos e, consequentemente, a descontroles nos níveis de açúcar no sangue. A versão semanal tende a minimizar esses problemas”, explicou o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, consultor da Novo Nordisk. 14 imagens Fechar modal. 1 de 14 A diabetes é uma doença que tem como principal característica o aumento dos níveis de açúcar no sangue. Grave e, durante boa parte do tempo, silenciosa, ela pode afetar vários órgãos do corpo, tais como: olhos, rins, nervos e coração, quando não tratada Oscar Wong/ Getty Images 2 de 14 A diabetes surge devido ao aumento da glicose no sangue, que é chamado de hiperglicemia. Isso ocorre como consequência de defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas moodboard/ Getty Images 3 de 14 A função principal da insulina é promover a entrada de glicose nas células, de forma que elas aproveitem o açúcar para as atividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua ação ocasiona o acúmulo de glicose no sangue, que em circulação no organismo vai danificando os outros órgãos do corpo Peter Dazeley/ Getty Images 4 de 14 Uma das principais causas da doença é a má alimentação. Dietas ruins baseadas em alimentos industrializados e açucarados, por exemplo, podem desencadear diabetes. Além disso, a falta de exercícios físicos também contribui para o mal Peter Cade/ Getty Images 5 de 14 A diabetes pode ser dividida em três principais tipos. A tipo 1, em que o pâncreas para de produzir insulina, é a tipagem menos comum e surge desde o nascimento. Os portadores do tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores normais Maskot/ Getty Images 6 de 14 Já a diabetes tipo 2 é considerada a mais comum da doença. Ocorre quando o paciente desenvolve resistência à insulina ou produz quantidade insuficiente do hormônio. O tratamento inclui atividades físicas regulares e controle da dieta Artur Debat/ Getty Images 7 de 14 A diabetes gestacional acomete grávidas que, em geral, apresentam histórico familiar da doença. A resistência à insulina ocorre especialmente a partir do segundo trimestre e pode causar complicações para o bebê, como má formação, prematuridade, problemas respiratórios, entre outros Chris Beavon/ Getty Images 8 de 14 Além dessas, existem ainda outras formas de desenvolver a doença, apesar de raras. Algumas delas são: devido a doenças no pâncreas, defeito genético, por doenças endócrinas ou por uso de medicamento Guido Mieth/ Getty Images 9 de 14 É comum também a utilização do termo pré-diabetes, que indica o aumento considerável de açúcar no sangue, mas não o suficiente para diagnosticar a doença GSO Images/ Getty Images 10 de 14 Os sintomas da diabetes podem variar dependendo do tipo. No entanto, de forma geral, são: sede intensa, urina em excesso e coceira no corpo. Histórico familiar e obesidade são fatores de risco Thanasis Zovoilis/ Getty Images 11 de 14 Alguns outros sinais também podem indicar a presença da doença, como saliências ósseas nos pés e insensibilidade na região, visão embaçada, presença frequente de micoses e infecções Peter Dazeley/ Getty Images 12 de 14 O diagnóstico é feito após exames de rotina, como o teste de glicemia em jejum, que mede a quantidade de glicose no sangue. Os valores de referência são: inferior a 99 mg/dL (normal), entre 100 a 125 mg/dL (pré-diabetes), acima de 126 mg/dL (Diabetes) Panyawat Boontanom / EyeEm/ Getty Images 13 de 14 Qualquer que seja o tipo da doença, o principal tratamento é controlar os níveis de glicose. Manter uma alimentação saudável e a prática regular de exercícios ajudam a manter o peso saudável e os índices glicêmicos e de colesterol sob controle Oscar Wong/ Getty Images 14 de 14 Quando a diabetes não é tratada devidamente, os níveis de açúcar no sangue podem ficar elevados por muito tempo e causar sérios problemas ao paciente. Algumas das complicações geradas são surdez, neuropatia, doenças cardiovasculares, retinoplastia e até mesmo depressão Image Source/ Getty Images Como funciona a aplicação semanal? A icodeca foi desenvolvida a partir de uma modificação química nas moléculas da insulina basal, permitindo que a substância permaneça ativa no organismo por sete dias. A expectativa é que a nova medicação chegue às prateleiras em breve. Estudos clínicos publicados no The New England Journal of Medicine em 2023 mostraram que a medicação é tão ou mais eficaz que as versões diárias. Em uma pesquisa com 1.510 pacientes, aqueles que usaram a insulina semanal mantiveram níveis ideais de glicose durante 71,9% do tempo, contra 66,9% no grupo que recebeu injeções diárias. As incidências de eventos adversos foram semelhantes nos dois grupos. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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