Soro fisiológico com erro de fabricação mata 4 e interna 13 no Peru Ouvir 4 de abril de 2025 Um defeito na produção de soros fisiológicos levou quatro pacientes à morte e mais 13 a complicações neurológicas graves no Peru. Os produtos foram fabricados com excesso de sal na solução e causaram complicações ao serem usados por pacientes em ao menos quatro cidades do país. O primeiro caso foi reportado em 21 de março, na Clínica Sanna, localizada em Lima. Neste local, ocorreram duas das mortes até o momento. A solução salina, fabricada pela Medifarma, uma empresa peruana, foi associada a inchaços cerebrais e alterações nos níveis de sódio sanguíneo dos pacientes. Leia também Mundo Assassinato de cantor expõe epidemia de extorsão no Peru São Paulo Peruano vende livros pelas ruas de SP e conscientiza sobre imigrantes Fábia Oliveira Após ser internada e cancelar show no Peru, Shakira recebe alta médica Brasil Avião do Peru com 500 kg de droga invade Brasil e FAB intercepta No dia a dia, o soro fisiológico é usado para lavagens de mucosas, como limpeza do nariz, assim como diluir medicamentos. Quatro mortes suspeitas por uso do soro fisiológico Foram registradas quatro mortes: duas em Lima, uma em Cusco e uma em Trujillo. As vítimas tinham idades variadas e apresentavam condições de saúde distintas, como câncer de mama e complicações pós-cirúrgicas. Entre os mortos, estavam uma mulher de 46 anos, uma jovem de 24 anos, uma idosa de 71 anos e um bebê de um ano de idade. Níveis de sódio acima de 165 mEq/L podem causar danos cerebrais severos. Uma das vítimas chegou a ter 200 mEq/L de sódio no sangue após o uso do medicamento. A situação levou o Ministério da Saúde local a suspender os usos do soro fisiológico até uma análise mais completa de todos os lotes. O Ministério Público peruano também abriu uma investigação criminal para apurar lesões culposas agravadas e homicídio culposo. Diligências para a obtenção de documentos e imagens de câmeras de segurança da clínica Sanna foram realizadas para apurar as responsabilidades. Em comunicado oficial, a Medifarma afirmou que as análises realizadas nos lotes suspeitos, no dia 29 de março, mostraram que os produtos estavam conforme as medidas anunciadas na embalagem. “Reafirmamos nosso compromisso com a saúde de nossos pacientes”, disse a empresa, embora a investigação do caso siga em andamento. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e no Canal do Whatsapp e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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