ELA: entenda doença do ator Eric Dane, de Grey’s Anatomy e Euphoria Ouvir 11 de abril de 2025 O ator norte-americano Eric Dane, conhecido por interpretar Mark Sloan em Grey’s Anatomy e Cal Jacobs em Euphoria, anunciou que foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA). Aos 52 anos, Dane é casado com a atriz Rebecca Gayheart, com quem tem duas filhas. Em entrevista à revista People, ele declarou estar grato por contar com o apoio da família enquanto enfrenta essa nova fase da vida. “Sinto-me privilegiado por poder continuar trabalhando e estou ansioso para retornar ao set de Euphoria na próxima semana. Peço gentilmente que deem privacidade à minha família e a mim durante este período”, afirmou o ator. Apesar do diagnóstico, Dane afirmou que a doença não tem impactado sua rotina profissional e confirmou que voltará às gravações da terceira temporada da série nos próximos dias. 3 imagens Fechar modal. 1 de 3 Eric Dane, 52 anos, revelou que foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA) Getty Images 2 de 3 Eric Dane e Patrick Dempsey durante Greys Anatomy Reprodução 3 de 3 Eric Dane será o vilão de Bad Boys: Até o Fim Foto: Divulgação O que é esclerose lateral amiotrófica (ELA)? A esclerose lateral amiotrófica é uma das principais doenças neurodegenerativas, ao lado do Parkinson e do Alzheimer. A doença afeta o sistema nervoso de forma progressiva e acarreta em paralisia motora irreversível. Com o tempo, a doença, leva à paralisia muscular e pode comprometer funções vitais, como a fala, a deglutição e a respiração. “À medida que a doença avança, os pacientes também perdem a capacidade de se mover e, eventualmente, respirar de forma independente. A ELA é bastante desafiadora e ainda esbarramos na desinformação, que desencadeia um diagnóstico tardio”, explica Tatiana Branco, diretora médica da Biogen Brasil. Leia também Celebridades Astro de Grey’s Anatomy é diagnosticado com esclerose amiotrófica Saúde Esclerose lateral amiotrófica: apenas 10% dos casos são genéticos Saúde Homem com ELA volta a se comunicar após implante com 97% de precisão Saúde ELA: paciente usa computador com pensamento após colocar chip cerebral De acordo com o neurologista Carlos Wagner Pereira Júnior, do Hospital Anchieta de Brasília (grupo Kora Saúde), a ELA é mais comum entre homens — com uma proporção de 1,5 casos masculinos para cada diagnóstico em mulheres. No Brasil, a incidência é considerada rara: cerca de um caso por ano a cada 50 mil pessoas. “Apesar da baixa incidência, a manifestação da condição impacta muito a vida do doente e a dos familiares, porque a ELA causa uma incapacidade física aguda”, explicou o neurologista em entrevista anterior ao Metrópoles. A sobrevida dos pacientes varia bastante, dependendo da forma da doença. A ELA pode ser classificada em esporádica — a mais comum — e familiar, que tem origem genética. Estima-se que de 5% a 10% dos casos estejam ligados a mutações genéticas. A maioria, no entanto, ocorre de forma esporádica e pode estar associada ao estilo de vida. Sintomas da esclerose lateral amiotrófica Além da perda progressiva dos movimentos, a ELA também pode afetar as funções cognitivas, causando dificuldades de memória e raciocínio. Entre os sintomas mais comuns estão: Engasgos frequentes. Gagueira (disfemia). Cabeça caída. Cãibras musculares. Contrações involuntárias dos músculos (fasciculações). Perda de peso. Alterações na voz. Rouquidão. Dificuldade de dicção, com fala lenta ou anormal. Como é feito o tratamento? O tratamento busca desacelerar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente. Não há cura, mas os cuidados são multidisciplinares e envolvem acompanhamento médico, fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Em alguns casos, medicamentos específicos também são indicados para aliviar os sintomas e prolongar a autonomia do paciente pelo maior tempo possível. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e no Canal do Whatsapp e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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