EUA aprova primeiro exame de sangue para diagnóstico de Alzheimer Ouvir 20 de maio de 2025 Os Estados Unidos aprovaram o primeiro exame de sangue destinado ao diagnóstico do Alzheimer. O teste mede a proporção de duas proteínas relacionadas à doença e deve contribuir para que os pacientes iniciem o tratamento mais cedo, obtendo melhores resultados. O teste desenvolvido pela empresa japonesa Fujirebio Diagnostics é destinado a pacientes adultos, com 55 anos ou mais, que apresentem sinais e sintomas da doença. A aprovação da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos EUA, para a comercialização do exame foi dada na última sexta-feira (16/5). “O Alzheimer afeta muitas pessoas, mais do que o câncer de mama e o câncer de próstata juntos. Sabendo que 10% das pessoas com 65 anos ou mais têm Alzheimer, e que até 2050 esse número deve dobrar, tenho esperança de que novos produtos médicos como esse ajudem os pacientes”, disse o comissário da FDA, Martin A. Makary, em comunicado à imprensa. Leia também Saúde Alzheimer: SUS amplia tratamento para pacientes com quadro grave Saúde Passar muito tempo sentado aumenta risco de Alzheimer, mostra estudo Saúde Estudo consegue prever quando sintomas do Alzheimer genético surgirão Saúde Anvisa aprova medicamento inédito para Alzheimer em estágio inicial Teste para detecção precoce do Alzheimer O Alzheimer é uma doença progressiva, que piora com o tempo e destrói lentamente a memória, as habilidades de pensamento e a capacidade de os pacientes realizarem tarefas do dia a dia. A presença de placas amiloides no cérebro é um sinal característico da doença. Elas podem ser identificadas anos antes do início dos sintomas clínicos por meio de tomografias por emissão de pósitrons (PET) do cérebro. No entanto, essa é uma opção cara e demorada que expõe os pacientes à radiação. A capacidade de detectar a presença de placas, junto a outras avaliações, ajuda o médico a determinar a causa provável dos sintomas e achados do paciente, segundo a FDA. 8 imagens Fechar modal. 1 de 8 Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas PM Images/ Getty Images 2 de 8 Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista Andrew Brookes/ Getty Images 3 de 8 Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce Westend61/ Getty Images 4 de 8 Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano urbazon/ Getty Images 5 de 8 Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença OsakaWayne Studios/ Getty Images 6 de 8 Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns Kobus Louw/ Getty Images 7 de 8 Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença Rossella De Berti/ Getty Images 8 de 8 O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida Towfiqu Barbhuiya / EyeEm/ Getty Images O novo exame de sangue é a opção menos invasiva disponível. Ele mede as proteínas pTau217 e β-amiloide 1-42, encontradas no plasma humano, e calcula os níveis delas. O resultado revela a presença ou ausência de placas amiloides no cérebro do paciente, reduzindo a necessidade do exame PET. No estudo clínico que avaliou a eficácia do exame, 91,7% dos indivíduos com resultados positivos para a razão das duas proteínas também tiveram as placas amiloides identificadas na tomografia por emissão de pósitrons (PET) ou no exame de punção lombar. Também, 97,3% dos indivíduos com resultados negativos apresentaram um resultado negativo para PET ou teste de punção lombar. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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