Rótulos dos alimentos: 12 pegadinhas que podem comprometer sua dieta Ouvir 1 de agosto de 2025 Você costuma ler os rótulos dos alimentos no supermercado, antes de comprá-los? Além de verificar a quantidade de calorias que os produtos possuem, por exemplo, é preciso ter atenção com outros aspectos. As prateleiras estão repletas de itens que aparentam ser saudáveis, mas, na verdade, podem atrapalhar a sua dieta e até mesmo prejudicar a saúde. Não é novidade que alimentos naturais e simples são sempre a melhor escolha. “Trazer a natureza para a mesa, nos coloca em contato com os alimentos, sabores e nutrientes em sua forma mais pura e o mais perto de sua forma original possível. É a comida de verdade, caseira, que mais faz bem a você”, explica a Dra. Paula Pires, endocrinologista e metabologista pela USP (Universidade de São Paulo). No entanto, é inegável que alguns produtos industrializados oferecem maior praticidade e, às vezes, até prometem coisas que, em muitos casos, não podem cumprir. Para evitar armadilhas, a Dra. Paula separou 12 pegadinhas comuns, que merecem atenção. Confira: Atenção aos rótulos dos alimentos 1 – Produtos lights Oferecem menos gordura que as versões originais, no entanto, podem ser tão ou mais perigosos. “Para manter a consistência e sabor da versão original, precisam que muito açúcar ou aspartame sejam adicionados. Verifique cuidadosamente seus aditivos”, revela a médica. 2 – Alimento multigrão De acordo com a Dra. Paula, um produto multigrão não necessariamente é 100% integral. “Contém mais de um tipo de grão, e um deles pode ser a farinha enriquecida [consultar item 10] com ferro e ácido fólico”, conta. 3 – Indicação de que o produto industrializado é natural “Não significa que seja semelhante a algo natural, mas que, a certa altura, o fabricante trabalhou com uma fonte natural, como maçãs ou arroz”, esclarece a endocrinologista. 4 – Orgânicos “Diz muito pouco sobre ser um produto saudável. Por exemplo, o açúcar orgânico ainda é açúcar (que pode prejudicar o seu pâncreas). E o iogurte orgânico pode ser cheio de açúcares adicionados”, indica. 5 – Sem adição de açúcar “Alguns produtos são naturalmente ricos em açúcar. O fato de não terem adicionado açúcar não significa que sejam saudáveis e substitutos do açúcar não saudáveis também podem ter sido adicionados”, comenta. 6 – Baixa caloria Baixa caloria para quem? Eis a questão. “Os produtos de baixa caloria precisam ter um terço a menos de calorias do que o produto original da marca. E pode ser zero calorias, mas cheio de aditivos e adoçantes em excesso”, afirma a Dra. Paula. 7 – Baixo teor de gordura Tira de um lado, adiciona de outro. “A gordura foi reduzida às custas da adição de mais açúcar. Normalmente, quando tiramos um ingrediente, substituímos por outro que pode ser até pior”, conta. 8 – Baixo teor de carboidratos “Dietas com baixo teor de carboidratos (low carb) foram associadas à melhoria da saúde. Ainda assim, os alimentos processados rotulados com baixo teor de carboidratos, geralmente ainda são junk food, processados, semelhantes aos alimentos processados com baixo teor de gordura”, diz a médica. 9 – Produtos feitos com grãos inteiros Mais uma informação que não quer dizer muita coisa. “Verifique se os grãos inteiros estão entre os três primeiros ingredientes; se não estiverem, a quantidade é insignificante”, alerta a médica. 10 – Fortificado ou enriquecido “Significa que nutrientes foram adicionados ao produto. Por exemplo, a vitamina D é frequentemente adicionada ao leite. No entanto, só porque algo é fortificado, não o torna saudável necessariamente”, explica a Dra. Paula. 11 – Livre de glúten “Sem glúten não significa saudável. O produto simplesmente não contém trigo, centeio ou cevada. Muitos alimentos sem glúten são altamente processados e carregados de gorduras prejudiciais à saúde. Qual o melhor alimento sem glúten? Aquele que nem rótulo tem: vegetais, arroz, feijão, frutas, quinoa…”, revela. 12 – Com sabor de frutas “Muitos alimentos processados têm um nome que se refere a um sabor natural, como iogurte de morango. No entanto, o produto pode nem conter frutas – apenas produtos químicos com gosto de fruta”, alerta a endocrinologista. Recomendação final “Perca nem que seja um minutinho olhando a lista de ingredientes. E quando for abrir uma exceção e comer coisas não tão saudáveis (o que pode e deve ser feito, às vezes, sim), faça com consciência, bom senso e com o que realmente vale a pena! A meta é sempre minimizar esse uso, preferindo os alimentos simples e naturais, aqueles que vêm direto da feira e nem tem rótulo para ler”, finaliza a Dra. Paula. Fonte: Dra. Paula Pires, endocrinologista e metabologista pela USP (Universidade de São Paulo). Dieta
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