Gel inteligente acelera cicatrização de feridas em diabéticos. Entenda Ouvir 8 de agosto de 2025 Um novo tipo de curativo em gel pode mudar o tratamento de feridas diabéticas, conhecidas pela dificuldade de cicatrização. A tecnologia une vesículas extracelulares projetadas com um hidrogel especial, criando um sistema capaz de restaurar o fluxo sanguíneo e fechar as lesões de forma mais rápida. Nos testes, realizados em camundongos diabéticos, o produto fechou 90% da área da ferida em apenas 12 dias. O resultado foi acompanhado de um aumento expressivo na formação de vasos sanguíneos, processo essencial para a regeneração dos tecidos. O estudo, publicado na revista científica Burns & Trauma em 13 de junho, foi conduzido por pesquisadores de instituições chinesas. A técnica ainda está em fase experimental, mas abre novos caminhos para o tratamentos de feridas crônicas. Leia também Saúde Por que a diabetes aumenta o risco de doenças cardiovasculares? Saúde Cientistas criam teste de diagnóstico precoce da diabetes pela saliva Vida & Estilo Três frutas com baixo teor de açúcar ideais para quem tem diabetes Saúde Treinar 2 vezes na semana reduz risco cardíaco em pessoas com diabetes Como o gel atua no organismo O gel reúne dois elementos principais: vesículas extracelulares e um hidrogel chamado GelMA. As vesículas são estruturas microscópicas que funcionam como “pacotes de entrega” dentro do corpo, carregando moléculas que ajudam as células a se comunicar e a reparar tecidos. Dentro dessas vesículas, os cientistas colocaram o microRNA miR-221-3p, um pequeno fragmento de material genético que regula o funcionamento de proteínas nas células. Nesse caso, ele reduz a produção da proteína trombospondina-1 (TSP-1), responsável por dificultar a formação de novos vasos sanguíneos. O hidrogel GelMA atua como uma base que mantém essas vesículas no local da ferida e libera o conteúdo de forma gradual. O controle garante que o efeito de reparo seja sustentado por mais tempo, estimulando a circulação e acelerando a recuperação dos tecidos. Em casos graves, feridas diabéticas podem levar à necessidade de amputações, especialmente se não tratadas adequadamente Resultados dos testes e próximos passos Nos testes realizados em camundongos com diabetes, o curativo em gel apresentou desempenho melhor do que os métodos tradicionais. Em menos de duas semanas, as feridas tratadas estavam quase totalmente fechadas e com mais vasos sanguíneos formados, fator essencial para levar oxigênio e nutrientes à região lesionada. Segundo os pesquisadores, a tecnologia se diferencia por atuar na causa do problema — a dificuldade de formação de novos vasos — e não apenas em seus sintomas. Isso aumenta as chances de cicatrização completa e reduz o risco de a ferida voltar a abrir. Apesar dos resultados promissores, o tratamento ainda está em fase experimental. Antes de ser usado em humanos, será preciso realizar testes clínicos para confirmar sua segurança, eficácia e eventuais efeitos colaterais. Os cientistas também precisarão avaliar se a produção em larga escala é viável e a que custo. Caso funcione em humanos, o método poderá ser adaptado para tratar outras feridas crônicas e até auxiliar na regeneração de ossos e cartilagens. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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