Sol, lua, água e até vento: entenda os riscos das dietas extremas Ouvir 7 de setembro de 2025 Prometer emagrecimento rápido é o truque mais antigo da internet — e, convenhamos, quem nunca foi tentado por um atalho milagroso? O problema é que algumas dessas dietas “da moda” beiram o absurdo. A dieta da água, por exemplo, consiste em excluir completamente alimentos sólidos, mantendo apenas líquidos, principalmente água. A promessa é de perda de peso rápida, mas os riscos incluem desnutrição, fraqueza, tontura e até falência de órgãos em casos prolongados. Leia também Claudia Meireles Saiba qual a melhor forma de utilizar whey em dietas para emagrecer Saúde Noiva fica infértil após dietas e exercícios intensos para emagrecer Saúde Nutricionista indica 3 dietas que auxiliam no tratamento do lipedema Saúde Sarcopenia: dietas milagrosas fazem jovens terem doença da 3ª idade Ou talvez, a dieta da lua, que propõe 24 horas de restrição alimentar a cada mudança de fase lunar, com ingestão apenas de líquidos. A ideia parte da crença de que a lua influencia os líquidos do corpo, assim como afeta as marés — mas não há comprovação científica dessa relação. A dieta que inclui mais polêmica talvez seja a dieta do sol. De um lado, há quem interprete como “só comer de dia”. Do outro, os mais radicais acreditam que dá para substituir comida por luz solar. A nutricionista Edvânia Soares lembra: “Nós não fazemos fotossíntese. Não somos plantas. Sem proteína, carboidrato e gordura, o corpo entra em colapso”. O resultado? Queda de cabelo, pele seca, fraqueza, perda de músculos e até risco de morte. O nutricionista Lucas Alves Deienno reforça que é perigoso acreditar que a luz substitui nutrientes. “Isso não existe e pode ser fatal”, alerta. E, mesmo quando falamos de sol com moderação, vale o alerta: sim, a vitamina D ajuda ossos e imunidade e o betacaroteno faz bem para pele e visão, mas exageros também fazem mal. Pele alaranjada, sobrecarga nos rins e câncer de pele estão na lista dos efeitos indesejados. E, se você achou que não poderia ficar mais estranho, surge a dieta do vento, qeue também é chamada de respiratorianismo. Os adeptos alegam que é possível sobreviver apenas de ar e luz solar. Segundo os especialistas, a prática, sem qualquer comprovação, já foi associada a casos de morte por desnutrição e é condenada por profissionais de saúde em todo o mundo. Dietas da moda prometem milagres, mas podem trazer riscos sérios à saúde. Sol, lua, vento ou água não substituem um prato equilibrado e colorido Segundo os especialistas, o corpo dá sinais quando está sofrendo com restrições: cansaço extremo, irritabilidade, queda de cabelo, baixa imunidade e alterações hormonais costumam aparecer. Tudo isso porque, no fim das contas, milagres não existem quando o assunto é nutrição. Mas então, qual o caminho seguro? Nada de cortes radicais. A chave está no equilíbrio: um prato colorido, proteínas magras, gorduras boas, frutas, legumes e, claro, acompanhamento profissional. O resto é modismo embalado em palavras bonitas como “detox”, “natural” ou “espiritual”, mas sem comprovação científica. “Não existe resultado rápido e mágico”, reforça Edvânia. O que funciona de verdade é um plano alimentar ajustado à rotina, com sono, exercícios e saúde mental em dia. Ou seja: deixe o vento para refrescar, o sol para bronzear, a lua para inspirar poemas e a água para matar a sede. Na hora de se alimentar, a melhor dieta ainda é a que tem comida de verdade no prato. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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