Carcinoma de células escamosas “in situ”: entenda câncer de Bolsonaro Ouvir 17 de setembro de 2025 Após realizar exames para verificar lesões suspeitas no corpo, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi diagnosticado com carcinoma de células escamosas “in situ”, um tipo de câncer de pele superficial e localizado. O boletim foi divulgado na tarde desta quarta-feira (17/9) pelo Hospital DF Star, em Brasília. O câncer acontece na camada mais superficial da pele e dificilmente consegue penetrar o corpo e invadir o organismo. A condição raramente causa metástases, porém, em casos em estágios mais avançados e lesões extensas, o espalhamento para outros órgãos pode ser observado. Leia também Brasil Laudo confirma câncer de pele em lesões retiradas de Bolsonaro Brasil Bolsonaro tem alta de hospital do DF após ser internado às pressas Saúde Pré-síncope: entenda quadro que mantém Bolsonaro internado no DF Saúde Casos de câncer de pele em idosos dispararam nas últimas três décadas Segundo a oncologista Gabrielle Scattolin, a lesão é considerada pré-maligna. “O carcinoma de células escamosas in situ precisa ser tratado com remoção cirúrgica, mas as chances de cura são de 100% se for completamente removido”, explica a profissional membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). Quando as lesões são retiradas precocemente, o prognóstico é considerado bom. Dependendo da extensão da lesão, a condição pode causar sequelas estéticas. O risco maior é sem tratamento: caso não seja retirado, o câncer pode evoluir e invadir tecidos mais profundos. “Nesse momento, a vigilância é pela possibilidade de novos carcinomas. Esse tipo de lesão, no geral, aparece em uma pessoa que se expôs demais ao sol e essa exposição não foi pontual na área onde surgiu o carcinoma”, explica a dermatologista Thaís Bello, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e especializada em Oncologia Cutânea. Um diagnóstico médico rápido eleva as chances de recuperação do câncer de pele Como reduzir o risco de câncer de pele? A cada 10 casos de melanoma, nove estão vinculados à exposição solar. Observar alterações incomuns na pele, como pintas novas ou mudanças em características existentes, também é importante. Sinais e manchas atípicas devem ser avaliados por profissionais de saúde. O Cancer Research UK recomenda três medidas essenciais para reduzir o risco de câncer de pele. Elas incluem: ficar na sombra em horários de maior incidência de raios UV (entre 11h e 15h); cobrir-se com roupas adequadas e usar óculos de sol e chapéus de abas largas; e aplicar protetor solar regularmente, com FPS 30, no mínimo. Câncer de pele superficial O Manual MSD, referência para literatura médica, explica que a lesão causada pelo carcinoma de células escamosas costuma ser vermelho-amarronzada, podendo surgir de forma individual ou múltipla. Os ferimentos se assemelham aos causados por dermatite ou psoríase. Geralmente, a condição ocorre por causa da exposição contínua à radiação ultravioleta (UV) do sol ou a câmaras de bronzeamento. A incidência da lesão é maior em pessoas de pele clara. “Indivíduos de pele clara têm menor quantidade de melanina, o pigmento que ajuda a proteger contra os efeitos da radiação UV. Por isso, apresentam maior vulnerabilidade ao dano solar”, esclarece o médico oncologista Márcio Almeida, que atende em Brasília. Bolsonaro ainda está com os pontos do procedimento cirúrgico e deve retornar ao hospital em duas semanas para retirá-los. Segundo o boletim médico, ele será acompanhado por médicos e reavaliado periodicamente. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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