Chá anti-inflamatório tem efeito cicatrizante e alivia dores no corpo Ouvir 26 de setembro de 2025 Nativa da América do Sul e muito utilizada na medicina popular, a aroeira é tradicionalmente usada como chá para cuidar de pequenas inflamações. A bebida tem ação antioxidante e anti-inflamatória, que contribui para o funcionamento saudável do organismo, o alívio de sintomas gastrointestinais como úlceras, azia, gastrite, e de dores no corpo. O uso do chá de aroeira inclui o alívio de problemas respiratórios como a bronquite. Devido à sua ação anti-inflamatória e expectorante, a bebida reduz a irritação nas vias aéreas e fluidifica o muco, o que facilita a respiração e diminui a tosse. Outro destaque é a atuação sobre o trato urinário e a saúde ginecológica. A ação antimicrobiana contribui para combater bactérias causadoras de infecção urinária, auxiliando na melhora de sintomas como ardência e desconforto ao urinar. Em inflamações e infecções vaginais, como candidíase e vaginose bacteriana, a aroeira é utilizada para reduzir coceira, ardor e desequilíbrios na flora local. Além disso, a planta possui potencial cicatrizante, especialmente em inflamações na boca e na garganta. Essa propriedade se dá pela combinação de taninos, flavonoides e óleos essenciais que reduzem processos inflamatórios através do controle de microrganismos e estímulo à regeneração dos tecidos. Por isso, gargarejos ou bochechos preparados com a infusão são utilizados no alívio de gengivite, aftas, dor de dente e irritações na mucosa bucal. Leia também Vida & Estilo Chá anti-inflamatório pode ajudar a proteger a saúde do fígado É o bicho! Vegetal anti-inflamatório e rico em vitamina C turbina a saúde de cães Vida & Estilo Nutricionista revela 5 chás anti-inflamatórios que ajudam a desinchar Saúde Chá anti-inflamatório ajuda na pressão arterial e melhora o mau hálito Essas propriedades vêm de diferentes substâncias bioativas presentes na planta, como polifenóis, flavonoides, taninos e óleos essenciais. Entre os componentes mais estudados estão a quercetina e o ácido gálico, conhecidos por proteger as células contra o estresse oxidativo e promover equilíbrio nos processos naturais do corpo. “Pessoas com inflamações leves, que buscam alternativas naturais para complementar uma alimentação equilibrada, podem se beneficiar. Mas, o consumo deve ser feito com cautela. É um recurso que pode entrar como apoio, principalmente em pessoas que já têm bons hábitos alimentares, praticam atividade física e cuidam do sono, por exemplo. Vale lembrar que o efeito é suave e complementar”, explica Gabriel Moliterne, nutricionista do Hospital Albert Sabin, em São Paulo. Modo correto de preparo do chá de aroeira A preparação correta é essencial para preservar os compostos ativos presentes na aroeira. O chá pode ser feito com as cascas do tronco da planta. São usadas 1 a 2 colheres de chá (2 a 5 g) da casca seca por xícara de água (250 ml). A água deve ser aquecida até ficar bem quente, mas sem ferver. Com o fogo desligado, inserir as partes da aroeira, para evitar a degradação das substâncias. A infusão deve permanecer de cinco a dez minutos descansando antes de ser coada, e o consumo deve ocorrer logo após o preparo, já que o armazenamento prolongado pode reduzir a eficácia dos compostos. Para aproveitar os benefícios do chá de maneira segura, a recomendação é consumi-lo durante períodos curtos, geralmente de duas a quatro semanas, permitindo pausas e reavaliações sobre a eficácia. A aroeira-mansa, também conhecida como aroeira-pimenteira (Schinus terebinthifolius), é considerada uma espécie invasora em vários países Contraindicações da bebida Embora seja uma opção natural, o chá de aroeira não é indicado para todas as pessoas. Há grupos que precisam evitar o consumo por risco de reações adversas ou pela ausência de estudos que comprovem segurança em longo prazo. “Como a aroeira pertence à mesma família da manga e do caju, pode causar alergia em algumas pessoas que são sensíveis a estes tipos de fruta. Outro ponto é que, por conter taninos, pode reduzir a absorção de ferro se for tomada junto com o suplemento. A recomendação é usar sempre com acompanhamento médico”, detalha Esthela Oliveira, nutróloga e médica do esporte no Hospital Israelita Albert Einstein. Além disso, a interação com alguns medicamentos pode comprometer a eficácia de tratamentos. Os principais casos em que a bebida deve ser evitada são: Gestantes e lactantes: não há estudos que confirmem a segurança do uso nesses períodos; Crianças pequenas: o sistema imunológico ainda em desenvolvimento torna o consumo arriscado; Pessoas com doenças no fígado ou nos rins: maior chance de sobrecarga nesses órgãos; Indivíduos alérgicos a caju ou manga: risco de reação cruzada, já que pertencem à mesma família de plantas; Quem usa suplementos de ferro: os taninos presentes no chá podem reduzir a absorção do mineral; Pessoas em tratamento com medicamentos contínuos: anti-inflamatórios, anticoagulantes e imunossupressores podem ter interação medicamentosa. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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