Sociedade pediátrica aponta sinais de alerta do TDAH. Veja quais são Ouvir 28 de setembro de 2025 Cercado por muitas fake news, o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um assunto em alta nas redes sociais. Baseadas em vídeos muitas vezes com informações imprecisas, pessoas se autodiagnosticam com uma condição que é mais complexa do que parece. Leia também Fábia Oliveira Diagnóstico de TDAH entre famosos acende debate sobre saúde mental Saúde Seus pais têm TDAH? Saiba quais são os sintomas em adultos e idosos Saúde Mulher culpa TDAH por esquecimentos mas descobre Alzheimer aos 48 anos Saúde Especialista aponta 3 impactos do TDAH na rotina de adultos Com o cenário preocupante, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou um documento alertando sobre indicativos de alerta comuns da condição. Ele foi apresentado no 17º Congresso Brasileiro de Adolescência da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), realizado em Porto Alegre (RS) entre os dias 17 e 20 de setembro. O neurologista Matheus Trilico defende que o TDAH não é uma simples moda e deve ser tratado com seriedade. “A condição é uma questão que precisa de tratamento especializado e multidisciplinar, combinando medicamentos, terapias, atividade física e estratégias de organização”, afirma o especialista em TDAH, de Curitiba (PR). O que é o TDAH? O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição neurobiológica caracterizada por desatenção, impulsividade e hiperatividade. Ele pode afetar crianças, adolescentes e adultos, impactando o desempenho escolar, profissional e os relacionamentos interpessoais. Por isso, o diagnóstico precoce e correto é essencial para evitar prejuízos emocionais e sociais a longo prazo. O tratamento pode incluir psicoterapia, medicamentos e mudanças comportamentais para melhorar a qualidade de vida. Sem tratamento adequado, o TDAH pode aumentar o risco de ansiedade, depressão, dificuldades no trabalho e de baixa autoestima. Sinais de alerta comuns do TDAH, segundo a SBP O diagnóstico da condição neurológica é baseado nos critérios e orientações da Associação Americana de Psiquiatria (AAP) ou da Organização Mundial de Saúde (OMS). Não há um exame específico para a detecção. A identificação ocorre através do histórico clínico do indivíduo. O diagnóstico é baseado em uma lista com nove indicativos de desatenção e hiperatividade, sendo que um paciente tem que ter ao menos seis sintomas de desatenção ou/e seis sintomas de hiperatividade e impulsividade, por pelo menos seis meses. O documento da SBP destaca os nove sinais de desatenção e hiperatividade. Entre eles estão: Desatenção: Frequentemente não dá atenção a detalhes ou comete erros por descuido em trabalhos escolares, no trabalho ou durante outras atividades (por exemplo, negligência ou perda de detalhes, deixando o trabalho impreciso); Frequentemente tem dificuldade em manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas (por exemplo, tem dificuldade em manter o foco durante palestras, conversas ou leituras longas); Muitas vezes parece não ouvir quando se fala diretamente (por exemplo, a mente parece estar em outro lugar, mesmo na ausência de qualquer distração óbvia); Frequentemente não segue as instruções e não termina os trabalhos escolares, tarefas domésticas ou deveres no local de trabalho (por exemplo, inicia tarefas, mas rapidamente perde o foco e é facilmente desviado); Frequentemente tem dificuldade em organizar tarefas e atividades (por exemplo, dificuldade em gerenciar tarefas sequenciais; dificuldade em manter materiais e pertences em ordem; trabalho bagunçado e desorganizado; tem má gestão de tempo; não cumpre prazos); Frequentemente evita, não gosta ou reluta em se envolver em tarefas que exijam esforço mental prolongado (por exemplo, trabalhos escolares ou de casa; para adolescentes e adultos mais velhos, preparar relatórios, preencher formulários, revisar trabalhos longos); Frequentemente perde coisas necessárias para tarefas ou atividades (por exemplo, materiais escolares, lápis, livros, ferramentas, carteiras, chaves, papéis, óculos, celular); Muitas vezes é facilmente distraído por estímulos estranhos (para adolescentes mais velhos e adultos, pode incluir pensamentos não relacionados); É frequentemente esquecido nas atividades diárias (por exemplo, fazer tarefas domésticas, fazer recados; para adolescentes e adultos mais velhos, retornar ligações, pagar contas, marcar compromissos). Pacientes com TDAH tem dificuldades de realizar atividades rotineiras Hiperatividade: Muitas vezes remexe ou bate nas mãos ou pés ou se contorce no assento; Frequentemente abandona a cadeira em situações em que se espera que permaneça sentado (por exemplo, abandona seu lugar na sala de aula, no escritório ou em outro local de trabalho, ou em outras situações que exijam permanecer no local); Frequentemente corre ou escala em situações em que não é apropriado. (Nota: Em adolescentes ou adultos, pode limitar-se a sentir-se inquieto.); Muitas vezes incapaz de brincar ou se envolver em atividades de lazer silenciosamente; Está frequentemente “em movimento”, agindo como se estivesse “conduzido por um motor”; Muitas vezes fala excessivamente; Frequentemente deixa escapar uma resposta antes que uma pergunta tenha sido completada (por exemplo, completa as frases das pessoas; não pode esperar pela vez na conversa); Muitas vezes tem dificuldade em esperar sua vez (por exemplo, enquanto espera na fila); Frequentemente interrompe ou se intromete nos outros (por exemplo, se intromete em conversas, jogos ou atividades; pode começar a usar as coisas de outras pessoas sem pedir ou receber permissão; para adolescentes e adultos, pode se intrometer ou assumir o que os outros estão fazendo). Como tratar O tratamento é baseado em uma intervenção multidisciplinar, envolvendo psicólogos e psiquiatras. Educadores físicos também fazem parte do processo, sendo essenciais para a promoção de atividades físicas lúdicas e adaptadas que melhorem a concentração. A terapia medicamentosa é realizada especialmente com ritalina, remédio que pode provocar efeitos colaterais, como diminuição do libido e apetite, além de atrapalhar a qualidade do sono e provocar enjoos e dores estomacais. Segundo Trilico, as dificuldades do tratamento levam cerca de 80% dos pacientes a interrompê-lo antes da hora. “Muitos abandonam o tratamento por efeitos colaterais, custos, estigma ou a falsa sensação de cura após uma melhora inicial. No entanto, isso pode levar a problemas ainda maiores, como depressão e abuso de substâncias”, alerta o especialista. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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