OMS divulga primeira diretriz global para ampliar cuidados da infertilidade Ouvir 29 de novembro de 2025 A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou a primeira diretriz global dedicada à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento da infertilidade. O documento, publicado nessa sexta-feira (28/11), reúne orientações para que países ampliem o acesso aos serviços reprodutivos e reduzam desigualdades que ainda marcam esse tipo de cuidado em diversas regiões do mundo. A infertilidade é considerada uma doença que afeta o sistema reprodutor tanto de mulheres quanto de homens. Ela se caracteriza pela dificuldade de obter uma gestação após um ano de relações sexuais frequentes e sem uso de contraceptivos. Estima-se que a condição afete uma em cada seis pessoas em idade reprodutiva em algum momento da vida. Apesar da demanda crescente, o acesso aos tratamentos segue restrito. Em muitos países, os custos recaem quase integralmente sobre os pacientes, o que pode levar a endividamento significativo. Em alguns contextos, um único ciclo de fertilização in vitro chega a custar o dobro do rendimento médio anual de uma família. Leia também Saúde Cientistas descobrem complexo de DNA ligado à fertilidade e ao câncer Vida & Estilo Aliada da fertilidade: como a dieta pode favorecer a saúde reprodutiva Saúde Infertilidade masculina: veja cinco causas mais incomuns Saúde Filhos após os 30 anos? Veja alternativas para preservar a fertilidade O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a infertilidade continua sendo um problema negligenciado. “Milhões de pessoas enfrentam esta jornada sem condições de arcar com os custos, pressionadas a buscar alternativas mais baratas, mas sem eficácia comprovada”, disse, em comunicado. Para o dirigente, a nova diretriz deve apoiar governos na criação de políticas mais justas e sustentáveis para quem precisa de cuidados reprodutivos. Orientações para serviços mais seguros e acessíveis A diretriz apresenta 40 recomendações destinadas a fortalecer a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da infertilidade. As orientações incentivam práticas custo-efetivas e defendem que a atenção à fertilidade seja integrada às estratégias nacionais de saúde, desde o planejamento de serviços até o financiamento. Segundo a OMS, ampliar o acesso passa por garantir atendimento baseado em evidências, reduzir barreiras financeiras e promover serviços que respeitem as necessidades e a dignidade dos pacientes. A organização afirma que os países que incorporarem essas orientações podem melhorar significativamente a qualidade e a segurança dos cuidados oferecidos a pessoas que enfrentam dificuldades para engravidar. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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