Soluço: saiba causas, quando se preocupar e como acabar com o incômodo Ouvir 11 de dezembro de 2025 O soluço é uma alteração no ritmo respiratório que surge de forma repentina e, na maioria das vezes, desaparece sozinho depois de alguns minutos. Mesmo que seja geralmente inofensivo, o incômodo pode se tornar persistente e sinalizar algumas condições médicas. A alteração ocorre devido a contrações involuntárias do diafragma, o músculo que separa o tórax do abdômen e ajuda na respiração. A cada espasmo, ocorre o fechamento das cordas vocais, o que produz o som característico do soluço. Leia também Vida & Estilo Confira qual alimento é “inimigo nº 1” de quem tem refluxo Saúde Youtuber descobre distúrbio digestivo raro após uma década com refluxo Saúde Covid: distúrbios do cérebro e intestino aumentaram após a pandemia Saúde Refluxo não tratado pode se tornar grave: conheça os sinais de alerta Principais gatilhos O refluxo é uma das causas mais comuns do soluço. Isso ocorre porque o retorno do ácido do estômago para o esôfago irrita o diafragma e causa contrações involuntárias. Situações que aumentam a pressão abdominal, como obesidade, gravidez ou refeições muito grandes, também podem provocar o sintoma. Comer rápido, ingerir bebidas gaseificadas ou consumir alimentos gordurosos aumenta a chance do soluço aparecer. Esses hábitos distendem o estômago e estimulam o diafragma, o que facilita os espasmos. Por isso, o recomendado é mastigar bem, comer devagar e evitar exageros durante as refeições. “O ácido do estômago pode irritar o nervo que comanda o diafragma e qualquer estímulo nessa região — seja digestivo ou respiratório — é capaz de gerar soluço. Por isso, hábitos alimentares inadequados são um dos principais gatilhos do problema”, afirma o gastroenterologista Alexandre Fontoura, da Clínica Selecta Vie. Soluço prolongado pode indicar doenças mais graves O soluço agudo, que dura até 48 horas, é considerado leve e geralmente desaparece sem tratamento. Mas quando ultrapassa esse período ou volta a acontecer com mais frequência, pode indicar riscos mais sérios à saúde. Episódios que duram mais de 72 horas são classificados como crônicos. Nesses casos, é importante investigar refluxo severo, hérnia de hiato, lesões próximas ao diafragma ou até doenças neurológicas. Entre os idosos, o sintoma requer ainda mais atenção, já que o soluço persistente pode estar relacionado a condições como acidente vascular cerebral (AVC), esclerose múltipla ou tumores que afetam o sistema nervoso central. Exames como ressonância magnética ajudam a identificar a causa e direcionar o melhor tratamento. Medicamentos que podem provocar ou agravar o soluço Alguns remédios podem causar ou intensificar o soluço devido à ação que exercem sobre o sistema nervoso ou o trato digestivo. Entre os mais comuns estão os corticóides, principalmente a dexametasona, além de opioides, quimioterápicos, anestésicos e medicamentos dopaminérgicos. Esses medicamentos podem alterar a sensibilidade do diafragma ou interferir nos nervos responsáveis pelo controle da respiração, facilitando os espasmos. Em pacientes que usam esse tipo de medicação e desenvolvem soluço frequente, é importante relatar o sintoma ao médico. Como acabar com o soluço comum Beber água rapidamente, prender a respiração ou levar um susto são hábitos populares para tentar interromper o soluço. Apesar de conhecidas, essas práticas não têm comprovação científica, mesmo que possam funcionar em alguns casos. A explicação por trás desses hábitos é que o aumento do dióxido de carbono no sangue ou a estimulação dos nervos ligados ao diafragma podem ajudar a interromper o reflexo que gera o soluço. Como são práticas seguras e sem custo, os médicos não contraindicam que sejam usadas. Métodos caseiros para interromper o soluço são comuns, mas não têm comprovação científica O gastroenterologista e endoscopista Brunno Gomes Rocha, da clínica Gastrovie, em Brasília, explica que, embora os métodos caseiros possam aliviar o desconforto, os casos prolongados precisam de análise e, em alguns casos, o uso de medicamentos. “Quando o soluço ultrapassa 48 horas, já é classificado como persistente e pode precisar de tratamento. Existem remédios que ajudam a controlar o reflexo do diafragma, mas o ideal é descobrir a causa antes de iniciar qualquer medicação”, afirma. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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