Gastrite aumenta no fim do ano? Gastros explicam o que acontece Ouvir 28 de dezembro de 2025 O fim do ano chega com confraternizações, viagens e refeições mais pesadas. Entre pratos gordurosos, bebidas alcoólicas e mudanças na rotina, cresce a percepção de que o corpo reage pior aos excessos, e sintomas como queimação e azia se tornam mais frequentes. A gastrite, inflamação na parede do estômago que causa dor, queimação, azia e náuseas, costuma aparecer como um dos principais incômodos da temporada. Mas há, de fato, um aumento dos casos nessa época ou é apenas impressão? A gastroenterologista Daniela Carvalho, da clínica Gastrocentro, em Brasília, diz que o movimento nos consultórios confirma a percepção. “Observamos um aumento real de queixas compatíveis com gastrite, especialmente em épocas de festas e férias, pela combinação de álcool e abusos alimentares”, afirma. O gastroenterologista Daniel Machado Baptista, do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, concorda e explica que o problema costuma atingir quem já tem alguma sensibilidade. Leia também Vida & Estilo 3 alimentos que pioram a gastrite e muita gente consome sem saber Saúde Bolsonaro: conheça os sintomas e tratamentos da gastrite e esofagite Saúde Gastrite tem cura? Saiba quais hábitos podem desenvolver a doença Vida & Estilo Gastrite: nutricionista destaca 4 chás que aliviam sintomas da doença “Os alimentos típicos do período funcionam como fatores irritantes, principalmente quando já existe outra causa para a gastrite. Há mais internações e atendimento por sintomas ligados ao excesso de gordura, ultraprocessados, álcool e refeições muito volumosas”, observa. Ele explica que a soma desses fatores irrita a mucosa gástrica e favorece quadros como gastropatia induzida por álcool ou alimentos. “O álcool é um irritante importante. Além disso, estresse e rotina desregulada aumentam a sensibilidade aos sintomas”, completa. Nem todo organismo reage da mesma forma Segundo Daniela, alimentação inadequada, álcool e estresse não afetam todas as pessoas com a mesma intensidade. “O estresse aumenta a produção de ácido. Junto com refeições pesadas e bebidas, o corpo acaba tendo mais dificuldade de manter o equilíbrio”, explica. A gastroenterologista Fernanda Sales, da clínica AMO, acrescenta que é o acúmulo desses estímulos que costuma provocar mais incômodo. “Muita gente tolera esses fatores isoladamente, mas desenvolve sintomas quando eles se acumulam por dias ou semanas”, afirma. A gastrite geralmente causa dor ou queimação na parte superior do abdômen, náuseas e sensação de estômago cheio. Mas sintomas parecidos podem indicar refluxo, úlcera ou problemas na vesícula, o que reforça a importância de avaliação especializada quando as queixas se repetem. Quando procurar ajuda? Nem sempre o incômodo é gastrite, mas algumas situações exigem consulta. Fernanda recomenda procurar um especialista quando os sintomas atrapalham a rotina ou persistem mesmo após retorno à alimentação habitual. “Sinais como dor intensa, vômitos frequentes, perda de peso sem explicação, anemia, sangramento e dificuldade para se alimentar são motivos para uma avaliação urgente”, diz. Exames como a endoscopia podem ser solicitados para esclarecer o diagnóstico e definir o tratamento mais adequado. Segundo os médicos, automedicação e uso contínuo de anti-inflamatórios podem agravar o quadro. Notícias
Gordura no fígado: saiba em quanto tempo é possível reverter o quadro 22 de novembro de 2025 Popularmente conhecida como gordura no fígado, a esteatose hepática é uma das preocupações médicas mais comuns da atualidade. Ela ocorre quando há um acúmulo expressivo de gordura nas células hepáticas. Com o avanço da obesidade, diabetes tipo 2 e consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e pobres em nutrientes, o fígado… Read More
Notícias Grupo de risco: conheça vacinas essenciais para pessoas com diabetes 24 de maio de 2025 Pacientes com diabetes mellitus estão entre os grupos mais suscetíveis a infecções graves. A resistência à insulina e os altos níveis de glicose no sangue acabam reduzindo a resposta imunológica do organismo. Isso ocorre porque as células de defesa do corpo (glóbulos brancos) se tornam menos eficazes quando os níveis… Read More
Brasileira desenvolve nova técnica para tratar bruxismo 17 de junho de 2024 De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% da população mundial sofre de bruxismo. No Brasil o número é ainda mais alarmante, chegando a até 40%. Para uma condição que afeta tanto a qualidade de vida, como o bruxismo, é preciso buscar tratamentos mais eficazes, afirma… Read More