Stanford revela dieta que ajuda no tratamento de doença mental grave Ouvir 3 de abril de 2024 Pessoas diagnosticadas com doenças mentais graves causadas por desequilíbrios químicos, como a esquizofrenia ou transtorno bipolar, precisam conviver com o uso de remédios para controlar os sintomas. Uma pesquisa recente da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, apontou que é possível reduzir a quantidade de medicamentos —controlando seus efeitos colaterais— a partir de mudanças na dieta. Um estudo clínico feito com pacientes mostrou que a adoção de uma dieta cetogênica é capaz de melhorar a adaptação aos remédios, diminundo os efeitos colaterais metabólicos e aumentando o nível de felicidade dos participantes. Leia também Saúde Entenda como dieta cetogênica pode controlar doenças neurológicas Saúde Dieta cetogênica mediterrânea reduz risco de Alzheimer, sugere estudo Saúde Dieta cetogênica pode controlar doenças neurológicas. Entenda Saúde Nutróloga esclarece principais dúvidas sobre dieta cetogênica O que é a dieta cetogênica? A alimentação cetogênica é aquela em que há uma redução de carboidratos processados, como pães, macarrão e chocolate, e um aumento proporcional de alimentos naturais, incluindo vegetais e gorduras boas, como abacate e azeite e proteínas. A dieta cetogênica recomenda dar preferência pelo consumo de carnes e gorduras boas, reduzindo os carboidratos Como a dieta interferiu no tratamento? O tratamento padrão com medicamentos antipsicóticos pode ser uma faca de dois gumes para pessoas com doenças mentais graves. Embora os remédios ajudem a regular a química cerebral, muitas vezes causam efeitos colaterais metabólicos, como resistência à insulina e obesidade, que são reduzidos com a adoção da dieta recomendada na pesquisa. “É muito encorajador que você possa retomar o controle da doença de alguma forma, além do padrão usual de tratamento”, disse a psiquiatra Shebani Sethi, professora de Stanford e primeira autora da pesquisa, em entrevista à universidade americana. Os resultados foram publicados na revista Psychiatry Research em 27 de março. Shebani pesquisa a conexão entre obesidade e psiquiatria e percebeu essa mudança no cotidiano de seus pacientes. Antes do ensaio, 29% dos participantes preenchiam os critérios para síndromes metabólicas. Após quatro meses de dieta cetogênica, nenhum deles continuou com as condições. “A dieta cetogênica provou ser eficaz para manter o controle de crises epilépticas resistentes ao tratamento, reduzindo a excitabilidade dos neurônios no cérebro”, explicou. Como foi feito o estudo? No ensaio piloto de quatro meses, a equipe acompanhou 21 participantes adultos que foram diagnosticados com esquizofrenia ou transtorno bipolar. Eles tomavam medicamentos antipsicóticos e apresentavam pelo menos uma anormalidade metabólica (ganho de peso, resistência à insulina ou tolerância diminuída à glicose). Os participantes foram orientados a seguir uma dieta cetogênica com aproximadamente 10% das calorias provenientes de carboidratos, 30% de proteínas e 60% de gorduras. Eles não foram instruídos a contar calorias. A equipe de pesquisa acompanhou o quão bem os participantes seguiram a dieta por meio de medidas semanais dos níveis de cetonas no sangue. As cetonas são ácidos produzidos quando o corpo decompõe a gordura – em vez do açúcar dos carboidratos – para obter energia. No final do ensaio, 14 pacientes tinham sido considerados totalmente aderentes ao plano alimentar, seis eram semi-aderentes e apenas um não-aderente. Quais foram os resultados do estudo? Em média, os participantes perderam 10% do peso corporal; reduziram a circunferência da cintura em 11% e tiveram também melhor adesão aos medicamentos. Para a médica, essa melhora vem da redução de inflamações do cérebro causadas pelo excesso de carboidratos, mas esta hipótese ainda precisa ser comprovada por estudos futuros. Os participantes relataram recuperação da energia, sono, humor e qualidade de vida. Em média, eles melhoraram 31% em uma avaliação psiquiátrica de doenças mentais conhecida como escala de impressões clínicas globais, com três quartos do grupo apresentando melhorias clinicamente significativas. “Os participantes relataram melhorias na energia, no sono, no humor e na qualidade de vida”, detalhou a psiquiatra. “Eles se sentem mais saudáveis e mais esperançosos. Vimos mais benefícios com o grupo totalmente aderente em comparação com o grupo semi-aderente, indicando uma potencial relação dose-resposta”, concluiu. ***desenho-saúde-mental Reconhecer as dificuldades e buscar ajuda especializada são as melhores maneiras de lidar com momentos nos quais a carga de estresse está alta Getty Images ***foto-mulher-chora-sentada-na-cama Mas como saber quando buscar ajuda? A qualidade da saúde mental é determinada pela forma como lidamos com os sentimentos Getty Images ***foto-casal-abraçado-sorrindo Pessoas mentalmente saudáveis são capazes de lidar de forma equilibrada com conflitos, perturbações, traumas ou transições importantes nos diferentes ciclos da vida. Porém, alguns sinais podem indicar quando a saúde mental não está boa Getty Images ***foto-idosa-com-insônia Insônia, depressão e estresse elevam risco de arritmia cardíaca pós-menopausa Getty Images ***foto-homem-estressado Estresse: se a irritação é recorrente e nos leva a ter reações aumentadas frente a pequenos acontecimentos, o sinal vermelho deve ser acionado. Caso o estresse seja acompanhado de problemas para dormir, é hora de buscar ajuda Getty Images ***foto-idosos-dão-gargalhadas Além de fatores genéticos, a longevidade pode estar associada à quantidade de vezes que a pessoa ficou doente Getty Images ***foto-quebra-cabeça-de-cérebro Lapsos de memória: se a pessoa começa a perceber que a memória está falhando no dia a dia com coisas muito simples é provável que esteja passando por um episódio de esgotamento mental Getty Images ***foto-mulher-quer-comer-doce-de-geladeira Alteração no apetite: na alimentação, a pessoa que come muito mais do que deve usa a comida como válvula de escape para aliviar a ansiedade. Já outras, perdem completamente o apetite Getty Images ***foto-mulher-com-autoestima-admira-sombra Autoestima baixa: outro sinal de alerta é a sensação de incapacidade, impotência e fragilidade. Nesse caso, é comum a pessoa se sentir menos importante e achar que ninguém se importa com ela Getty Images ***foto-homem-com-as-mãos-sujas Desleixo com a higiene: uma das características da depressão é a perda da vontade de cuidar de si mesmo. A pessoa costuma estar com a higiene corporal comprometida e perde a vaidade Getty Images ***foto-mulher-isolada-e-triste Sentimento contínuo de tristeza: ao contrário da tristeza, a depressão é um fenômeno interno, que não precisa de um acontecimento. A pessoa fica apática e não sente vontade de fazer nada Getty Images ***foto-mulher-em-consulta-com-psicóloga Para receber diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, é muito importante consultar um psiquiatra ou psicólogo. Assim que você perceber que não se sente tão bem como antes, procure um profissional para ajudá-lo a encontrar as causas para o seu desconforto Getty Images Voltar Progredir 0 Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Bateu a tontura ou enjoo durante o treino? Saiba qual pode ser a causa 14 de novembro de 2023 Praticar exercícios físicos é fundamental para a saúde, mas também é importante ficar atento aos sinais que o corpo quando está sendo muito exigido. Além de atrapalhar os treinos, episódios de tontura, enjoo ou bocejos repetidos podem estar relacionados a problemas de saúde. “Se você se deparar com esses sintomas… Read More
Conheça 4 opções de chás que auxiliam no processo de emagrecimento 6 de dezembro de 2024 Os chás podem ser grandes aliados daqueles que buscam perder peso. Isso porque algumas de suas opções possuem efeitos que contribuem para o processo de emagrecimento, além de resultar em diversos benefícios para a saúde. Leia também Vida & Estilo Devo evitar? Expert responde se comer pão prejudica o emagrecimento Vida & Estilo… Read More
Exercício ou alimentação? O que é mais importante para hipertrofia 22 de agosto de 2024 A hipertrofia muscular é uma das metas mais buscadas por quem frequenta academias. A pergunta que muitos se fazem é: o que é mais importante para o ganho de massa muscular, o exercício ou a alimentação? Entender a relevância de cada um desses fatores pode ser o diferencial para atingir… Read More