Febre oropouche e dengue têm sintomas parecidos. Saiba diferenciar Ouvir 21 de abril de 2024 Tanto a dengue quanto a febre oropouche estão registrando aumento de casos em 2024. Enquanto a primeira está espalhada por todo o Brasil e já provocou mais de 3,5 milhões de diagnósticos neste ano, a segunda se concentra nos estados do Norte, fez 3,5 mil vítimas e agora começam a surgir os primeiros casos em outras regiões. A febre oropouche e a dengue são arboviroses, doenças provocadas por vírus transmitidos por mosquitos. A dengue é transmitida pelo Aedes aegypti e a oropouche pelo mosquito maruim (Culicoides sonorensis) e, menos frequentemente, pelo pernilongo (Culex quinquefasciatus). Leia também Saúde “Casos de febre oropouche estão subestimados no Brasil”, diz cientista Saúde Salvador registra primeiro caso de febre Oropouche Brasil Cuiabá está em alerta por avanço da febre Oropouche no Mato Grosso Saúde Febre oropouche: saiba o que é, os sintomas e risco de disseminação As duas doenças têm sintomas iniciais comuns, tais como febre, dor de cabeça, dor muscular e articular e mal-estar. Em um cenário no qual ambas estão em ascensão, é possível que diagnósticos iniciais confundam uma com a outra, sendo que o mais provável é confundir infectados pelo vírus da oropouche com pacientes de dengue, pois a segunda é mais conhecida. Em entrevista ao Metrópoles, o pesquisador Felipe Gomes Naveca, chefe do Laboratório de Arbovírus e Vírus Hemorrágicos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), destacou que, provavelmente, os casos de febre oropouche estão subnotificados devido à epidemia de dengue. Sintomas em comum entre a dengue e a febre oropouche febre, dores de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, mal-estar. Como diferenciar a dengue da febre oropouche? O infectologista Leonardo Weissmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, explica que os exames de diagnóstico laboratorial devem sempre ser solicitados para que o paciente e a equipe médica tenham ciência sobre a doença que estão tratando. O médico, que também é professor da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), conta que a as principais diferenças estão a dengue e febre oropouche estão na evolução. “A oropouche pode manifestar sintomas de meningite, como rigidez na nuca e fotofobia, que não são vistos na dengue. A dengue, por sua vez, é mais propensa a causar dor atrás dos olhos, erupções cutâneas e, em casos graves, sangramentos”, compara Weissmann. Segundo o especialista, há diferenças de gravidade também. A dengue evolui para um quadro que ataca o sangue e pode levar a óbito e, no caso da oropouche, a evolução é neuropática, atingindo tecidos que recobrem o cérebro, mas sem mortes registradas. Cabe destacar, porém, que há casos de evolução neurológica da dengue, ainda que sejam mais raros. “A forma mais precisa e confiável é fazer uma análise em laboratórios, especialmente em regiões em que já sabemos que ambas as doenças estão circulando”, recomenda o médico. Imagem de microscópio retrata o mosquito Culicoides paraenses, transmissor da febre oropouche Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Cerveja é a forma mais segura de consumir álcool, diz pesquisador 31 de agosto de 2023 Apesar de o consumo desenfreado de álcool estar relacionado a diversas doenças, como a gordura no fígado, aterosclerose, arritmia e insônia, o pesquisador Edward Slingerland, da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, defende que um porre de vez em quando faz bem. O americano é filósofo e estuda a relação… Read More
Construir e manter hábitos saudáveis pode levar até um ano, diz estudo 20 de março de 2025 A construção de hábitos saudáveis é um desafio constante, especialmente quando se trata de transformá-los em parte duradoura da rotina. Por muitos anos, a crença popular sugeriu que são necessários cerca de 21 dias para que alguém comece, de fato, a sentir os efeitos da mudança no comportamento para consolidar… Read More
Notícias “Café fake”: Anvisa proíbe 3 marcas com toxinas e lixo de lavoura 2 de junho de 2025 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a produção e venda de três marcas de bebidas sabor café após análises constatarem a presença de substâncias tóxicas e de ingredientes que não permitiam que as marcas fossem comercializadas como café. A medida afeta os cafés Melissa, do Paraná, Pingo Preto,… Read More