Estudo brasileiro traz avanço inédito no tratamento de câncer de pênis Ouvir 3 de junho de 2024 Uma pesquisa brasileira inédita foi apresentada na tarde desta segunda (3/6) na ASCO, o congresso de oncologia mais importante do mundo. Os cientistas estudaram a eficácia da imunoterapia associada à quimioterapia tradicional como primeira linha no tratamento de câncer de pênis avançado. O Brasil é considerado um dos países com maior incidência de câncer de pênis do mundo — a doença representa 2% de todos os tipos da condição diagnosticados no Brasil. Foram acompanhados 33 pacientes com a doença. Todos fizeram imunoterapia e quimioterapia por seis sessões e, depois, o tratamento seguiu com imunoterapia por mais 34 aplicações. Entre os participantes, 75% tiveram algum grau de redução do volume tumoral e 39,4% apresentaram diminuição significativa do câncer. Leia também Saúde Câncer de pênis: conheça os principais sinais e como se prevenir Saúde “Teria amputado para viver mais”, diz homem que teve câncer de pênis Saúde Câncer de pênis: Brasil teve 651 amputações de órgão em 2023 Saúde Personal perde parte do pênis após tratar câncer como infecção sexual Os pesquisadores também identificaram dois marcadores que podem prever uma melhor resposta ao tratamento. Os pacientes com P16 positivo e TMB alto tiveram uma taxa de resposta de 55,6% e 75%, respectivamente. “Os resultados não são apenas uma vitória para a ciência brasileira, mas também uma prova de que a pesquisa clínica pode e deve olhar para as populações mais vulneráveis. O sucesso deste estudo demonstra que investir em inovação para todos gera resultados significativos, beneficiando não apenas os pacientes envolvidos diretamente, mas também a comunidade global, já que vamos mudar o tratamento desta doença em todo mundo”, explica o oncologista Fernando Maluf, que conduziu o estudo. Importância do estudo clínico A pesquisa foi feita em parceria com o Latin American Cooperative Oncology Group (LACOG), um grupo sem fins lucrativos criado em 2009 para desenvolver o estudo do câncer na América Latina e melhorar os resultados dos tratamentos do câncer na região. Atualmente, médicos de 16 países e 11 especialidades participam da equipe. É crucial entender que os ensaios clínicos são os alicerces do desenvolvimento de futuros medicamentos e terapias. Para o HERCULES – LACOG 0218, abrimos centros de pesquisa em hospitais do norte ao sul do Brasil. Hoje o LACOG tem ampla capacidade de capilaridade no Brasil e na América Latina, realizando estudos com diferentes complexidades”, explica o diretor executivo do LACOG, Gustavo Werutsky. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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