Cerca de 3 em cada 10 crianças e adolescentes sofrem com dores no corpo Ouvir 2 de abril de 2024 Aproximadamente 30% das crianças e adolescentes brasileiros relatam sentir dores nos ossos, ligamentos e músculos tão fortes que impedem de realizar algumas tarefas diárias. Os dados são de uma pesquisa realizada com estudantes do Ceará e de São Paulo e publicada no Brazilian Journal of Physical Therapy. Esse tipo de dor pode ser frequentemente negligenciado por pais e profissionais de saúde. As novas descobertas ajudam a desmistificar a condição e a evitar o desenvolvimento de dores crônicas na idade adulta. Dores musculoesqueléticas em crianças e adolescentes O estudo foi realizado com 2.688 crianças e adolescentes com idade média de 12 anos de 28 escolas públicas e privadas. Do total, 728 (27,1%) relatam sentir dor musculoesquelética intensa nos últimos 30 dias antes da aplicação do questionário. Esse questionário considera dores que afetam o cotidiano das crianças, impedindo, por exemplo, que frequentem a escola e/ou realizem atividades esportivas. A dor nas costas foi a mais citada (51,8%), seguida pelas pernas (41,9%) e pelo pescoço (20,7%). Os jovens que mais sentem as dores são mais velhos, têm um relacionamento difícil com a família, apresentam mais sintomas agravados pelo psicológico e parecem passar mais tempo assistindo televisão e jogando videogame. Esse estudo é observacional e não investigou possíveis causas. Leia mais: Por que sentimos dor e por que ela é importante? Dor na coluna: o sofá pode ser o maior inimigo Maconha medicinal pode ser alternativa para tratar artrite e dor nas costas Dor de crescimento: mito ou verdade? Os pais das crianças e adolescentes que participaram da pesquisa também preencheram um questionário sobre as condições de saúde dos filhos. Em 17% dos casos, eles minimizaram as queixas dos pequenos e consideraram um problema menos grave. Esse tipo de visão não é incomum. A maioria das pessoas acredita que as dores citadas por crianças e adolescentes estão relacionadas ao crescimento delas. No entanto, a ciência atualmente não tem evidências suficientes para comprovar que essa ligação existe de fato. A equipe de pesquisa destaca que é preciso estar atento aos relatos de dores das crianças, pois isso pode prevenir um problema maior durante a vida adulta. O tratamento inclui atividade física. Não há motivo para preocupação excessiva, mas é importante conhecer a condição, validar o sintoma e possivelmente buscar ajuda para aqueles que têm suas vidas impactadas pela condição. Lembrando sempre que se trata de um problema comum. Tiê Parma Yamato, coordenadora do estudo, para a Agência FAPESP. O estudo também acompanhou os pacientes com dores musculoesqueléticas durante um ano e meio para compreender sua duração e impactos financeiros no sistema de saúde. Os resultados devem ser divulgados em breve. O post Cerca de 3 em cada 10 crianças e adolescentes sofrem com dores no corpo apareceu primeiro em Olhar Digital. Notícias
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