Chá anti-inflamatório ajuda a reduzir sintomas da menopausa Ouvir 12 de março de 2025 A menopausa marca uma fase de mudanças na vida da mulher. Geralmente entre os 45 e 55 anos, começam as alterações hormonais do climatério, que podem desencadear sintomas como as ondas de calor (fogachos) e suores noturnos. A sálvia, uma planta comum na medicina tradicional, é estudada como uma opção natural para aliviar esses desconfortos. A planta Salvia officinalis tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que auxiliam no bem-estar geral durante essa fase. Estudos indicam que compostos bioativos dela, como flavonoidesm fitoestrógenos, polifenóis e óleos essenciais, podem contribuir para a regulação hormonal. “Os fitoestrógenos são substâncias naturais com estrutura semelhante ao estrogênio, podendo ajudar a equilibrar os níveis hormonais e reduzir sintomas como os fogachos”, explica a nutricionista Ana Lúcia Hoefel, professora dos cursos de Nutrição e Gastronomia da FSG Centro Universitário. Leia também Saúde Chá de folha de laranja: conheça os benefícios e contraindicações Saúde Mina de ouro nutricional: conheça benefícios do chá de casca de cebola Saúde Chá de cavalinha emagrece? Saiba como a bebida ajuda a reduzir medidas Saúde Conheça os benefícios do chá de ora-pro-nóbis com limão e hortelã Segundo Ana Lúcia, os fitoestrógenos da sálvia também podem exercer um efeito antidopaminérgico, reduzindo a atividade da dopamina em certas vias neurais. “Isso pode explicar sua ação no alívio da ansiedade e das oscilações emocionais comuns nesse período”, comenta. “Atualmente, fala-se muito sobre os impactos do excesso de dopamina, relacionado a comportamentos compulsivos, dependência de estímulos digitais, ansiedade e irritabilidade. Como a sálvia parece atuar reduzindo a atividade dopaminérgica, alguns pesquisadores levantam a hipótese de que seu uso pode ser benéfico não apenas para mulheres na menopausa, mas também para indivíduos que enfrentam os efeitos negativos desse excesso de estímulo”, aponta a especialista. 7 imagens Fechar modal. 1 de 7 A menopausa é caracteizada pelo desquilíbrio hormonal no organismo das mulheres Getty Images 2 de 7 Média de idade da mulher entrar na menopausa no Brasil é 48 anos; mas somente metade delas faz tratamento BSIP/UIG/Getty Images 3 de 7 O fogacho é um dos principais sintomas da menopausa Getty Images 4 de 7 As doenças cardiovasculares, mais comuns após a menopausa, são a principal causa de morte em mulheres Saúde em Dia/ Reprodução 5 de 7 O fogacho é um dos principais sintomas da menopausa Getty Images 6 de 7 As ondas de calor da menopausa precoce podem ocorrer, inclusive, durante o sono Getty Images 7 de 7 A menopausa traz diversos impactos na vida da mulher Getty Images A nutricionista Natália Garcia, que atende em São Paulo, acrescenta que a sálvia pode ajudar também na regulação da glicemia e da pressão arterial, fatores importantes na saúde da mulher na pós-menopausa. Natália indica o consumo diário de uma a três xícaras do chá, dependendo do objetivo desejado. “Para aliviar os sintomas da menopausa (fogachos e sudorese noturna), beba uma xícara à noite antes de dormir”, aconselha. Como preparar chá de sálvia Ingredientes: 1 colher de chá (2g) de folhas secas ou 5 g de folhas frescas; 200 ml de água. Modo de preparo: Despeje a água quente sobre as folhas e deixe em infusão por três a cinco minutos. Coe e beba em seguida. Contraindicações Apesar dos benefícios à saúde, o consumo de chá de sálvia deve ser feito com cautela. Segundo a nutricionista Ana Lúcia Hoefel, em altas quantidades, a bebida pode causar efeitos adversos como tontura e irritação gastrointestinal. Mulheres grávidas e lactantes devem evitar o chá, assim como pessoas com histórico de convulsões ou doenças renais. “Sempre é indicado buscar orientação profissional antes de introduzir qualquer fitoterápico na rotina”, orienta. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
O que comer para evitar lesões musculares a partir dos 50 anos 31 de maio de 2025 *O artigo foi escrito pela professora de medicina geral Patricia Yárnoz Esquíroz, da Universidade de Navarra, na Espanha, e publicado na plataforma The Conversation Brasil. Antes tarde do que nunca. Cada vez mais pessoas estão pensando em praticar exercícios físicos após os 50 anos de idade. É uma boa ideia?… Read More
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