Comer rápido faz mal para a saúde? Saiba mitos e verdades Ouvir 14 de fevereiro de 2025 Comer rápido, seja por causa de uma rotina agitada ou por simples hábito, é algo comum para muitas pessoas. Mas será que essa prática pode trazer prejuízos à saúde? Especialistas ouvidos pelo Metrópoles esclarecem o que é mito e o que é verdade quando o assunto é a velocidade com que fazemos as refeições. Confira: Comer rápido dilata o estômago e aumenta a fome? Mito. Algumas pessoas acreditam que o hábito de comer rápido pode dilatar o estômago e, consequentemente, aumentar a fome. No entanto, o nutricionista Guilherme Rodrigues Miranda Lopes, do Grupo Mantevida, esclarece que ao ingerir alimentos de forma acelerada, a tendência é consumir uma quantidade maior de comida porque o cérebro não tem tempo de registrar a saciedade, mas isso não quer dizer que a pessoa tenha mais fome. Posteriormente, ela acaba ficando com a sensação temporária de estômago cheio. “A comunicação do estômago com o cérebro sobre a saciedade demora cerca de 20 minutos, portanto, comer rápido pode resultar em uma ingestão calórica maior do que a necessária”, esclarece. Leia também Saúde Comer rápido e sem mastigar pode levar a diabetes, alerta especialista Vida & Estilo Saiba como o tempo de digestão do alimento favorece o emagrecimento Saúde Conheça chá popular que traz benefícios para digestão e imunidade Vida & Estilo Planta com efeito diurético reduz o colesterol e melhora a digestão Quem come rápido corre mais risco de ter refluxo e azia? Verdade. De acordo com o gastroenterologista Decio Chinzon, do laboratório do Delboni, quem come rápido tem mais chances de ter azia ou refluxo porque o alimento chega em pedaços maiores ao estômago e demora mais para ser digerido. No final das contas, ele passa mais tempo no órgão, levando ao mal-estar. “O maior tempo no estômago pode realmente favorecer eventuais refluxos que esse indivíduo venha a ter. Então, o ideal é que mastigue bem os alimentos e coma com calma. Acho que o momento da alimentação é um momento importante que deve ser feito em ambientes tranquilos”, aconselha o especialista. 3 imagens Fechar modal. 1 de 3 A azia é caracterizada pela sensação de queimação, dor (que pode ser leve ou muito forte) na garganta e nas regiões superior e média do peito, além de um gosto ácido na boca GettyImages 2 de 3 Refluxo gastroesofágico é o retorno involuntário e repetitivo do conteúdo do estômago para o esôfago Tharakorn/Getty Images 3 de 3 Os sintomas mais comuns são a sensação de queimação no peito e regurgitação, ou seja, o retorno de alimentos na boca Getty Images Mastigar pouco os alimentos prejudica a absorção de nutrientes? Verdade. A mastigação é a primeira etapa do processo digestivo e desempenha um papel fundamental na eficiência da digestão e absorção de nutrientes. Quando ela não é feita da maneira adequada, o corpo acaba enfrentando dificuldades na quebra desses alimentos e, consequentemente, na absorção de nutrientes essenciais. Segundo Guilherme, a mastigação inadequada envia pedaços maiores de alimento ao sistema digestivo, dificultando a ação das enzimas responsáveis pela digestão química. “Isso pode reduzir a disponibilidade de nutrientes para o organismo”, alerta o especialista. Chinzon também ressalta a importância de mastigar bem nas refeições para facilitar a digestão. “A comida precisa ser reduzida a cerca de um milímetro para passar do estômago para o intestino. Se você não mastiga direito, o órgão precisa trabalhar mais para quebrar os alimentos e isso vai tomar mais tempo”, esclarece. Come rápido engorda? Depende. A velocidade com que fazemos as refeições não aumenta o ganho de peso. O problema está quantidade de calorias ingeridas antes que o cérebro e estômago sinalizem que estamos saciados. Quando comemos muito rápido, tendemos a exagerar. “O cérebro leva cerca de 20 minutos para registrar os sinais de saciedade. Quando comemos rápido, é possível consumir mais calorias antes de percebermos que estamos satisfeitos”, explica Guilherme. “Não é a velocidade que você come que faz ganhar peso, mas sim o que come e a quantidade de calorias que ingere em comparação com o que gasta. A equação é sobre calorias consumidas versus calorias gastas”, afirma o gastroenterologista Decio Chinzon. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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