Controle da hipertensão e outros 4 fatores prolonga a vida em 14 anos Ouvir 11 de novembro de 2025 Uma pesquisa feita pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, revelou que o controle da pressão arterial elevada, quando combinado a mudanças nos hábitos, pode prolongar a vida em até 14 anos — ou ao menos eliminar o excesso de risco de morte prematura associado à hipertensão. O estudo, que acompanhou cerca de 71 mil pessoas com hipertensão ao longo de 13 anos e 7 meses, demonstrou que, quanto maior o número de fatores de risco controlados, menor é o risco de óbito precoce — inclusive comparável a pessoas sem hipertensão. Leia também Saúde Hipertensão: médico ensina 9 segredos para prevenir a pressão alta Saúde Diretriz brasileira passa a considerar 12 por 8 como pré-hipertensão Claudia Meireles Cardiologista aponta 7 alimentos perigosos para quem tem hipertensão Saúde Mulheres morrem mais por hipertensão associada ao álcool, diz estudo No início da investigação, os pesquisadores definiram “morte prematura” como falecimento antes dos 80 anos — faixa em que o risco pode ser modificado. Entre os participantes hipertensos, cada fator adicional controlado (como índice de massa corporal, circunferência da cintura, colesterol LDL, hemoglobina glicada, albuminúria, tabagismo ou atividade física) reduziu o risco de morte prematura em 13% para óbito por qualquer causa, 12% para câncer e 21% para doenças cardiovasculares. Ao longo da trajetória, os autores constataram que aqueles hipertensos que controlaram ao menos quatro desses fatores atingiram risco de mortalidade semelhante ao de pessoas sem hipertensão. Já o controle ideal — com seis ou mais fatores estáveis — esteve associado à redução de até 55% no risco de morte prematura por todas as causas. 9 imagensFechar modal.1 de 9 A pressão alta, também conhecida como hipertensão, é uma doença que ataca o coração, os vasos sanguíneos, os olhos, o cérebro e pode afetar drasticamente os rins. É causada quando a pressão fica frequentemente acima de 140 por 90 mmHg Gizmo/ Getty Images2 de 9 Fora a questão genética, fatores como consumo de álcool, cigarro, sal em grande quantidade, obesidade, colesterol alto, diabetes, idade avançada, estresse e sedentarismo também podem influenciar nos níveis de pressão arterial Peter Dazeley/ Getty Images3 de 9 Tontura, visão embaçada, dor de cabeça ou dor no pescoço são os principais sintomas relacionados à doença. Geralmente, esses incômodos aparecem quando a pressão aumenta rapidamente Colin Hawkins/ Getty Images4 de 9 Outros sintomas comuns em quem tem pressão alta são: zumbido no ouvido, visão dupla ou embaçada, dor na nuca e na cabeça, sonolência, palpitações, enjoo e pequenos pontos de sangue nos olhos Grace Cary/ Getty Images5 de 9 A pressão alta é responsável por problemas graves de saúde como AVC, insuficiência cardíaca e perda da visão. Ao desconfiar que se tem a doença, o indicado é aferir a pressão sanguínea com um aparelho próprio, em casa ou na farmácia Peter M. Fisher/ Getty Images6 de 9 Apesar da gravidade, a pressão alta pode ser controlada. Hábitos saudáveis como a prática de exercícios físicos, alimentação saudável, evitar situações que possam causar estresse, diminuir o consumo de bebidas alcoólicas, manter o peso e o colesterol sob controle e evitar drogas que aumentem a pressão arterial (como cafeína, antidepressivos e corticoides) podem ajudar no controle da pressão Getty Images7 de 9 Ao apresentar quaisquer sintomas, um cardiologista deve ser procurado. Por ser uma doença que não tem cura e que pode causar problemas cardiovasculares, o diagnóstico precoce diminui consideravelmente quadro mais graves e irreversíveis bluecinema/ Getty Images8 de 9 Somente um especialista é capaz de diagnosticar casos de hipertensão e indicar o tratamento necessário para diminuir sintomas e consequências da doença. Geralmente, a utilização de remédios e repouso são indicados A. Martin UW Photography/ Getty Images9 de 9 Contudo, caso a pressão se mantenha superior ao indicado, ou seja, 140/90 mmHg após uma hora, o paciente deve procurar imediatamente um hospital para tomar anti-hipertensivos intravenosos Luis Alvarez/ Getty Images Para além dos números, o que o estudo aponta de modo mais amplo é que o tratamento da hipertensão não deve se limitar apenas à medicação ou à pressão arterial. Ele sugere uma abordagem multidimensional, na qual a combinação de pressão controlada com peso adequado, cintura em medida normal, colesterol sob controle, atividade física regular e não tabagismo possibilita neutralizar o impacto da hipertensão sobre a expectativa de vida. Em outras palavras: a hipertensão deixa de ser “sentença” se esses fatores forem bem gerenciados. Embora o estudo seja observacional e inclua majoritariamente adultos de origem europeia, o tamanho da amostra e o longo período de acompanhamento conferem robustez aos achados. Ainda assim, os autores apontam que não consideraram mudanças desses fatores ao longo do tempo — ou seja, o quadro de risco pode ter evoluído após o registro inicial. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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