Desligar gene impede ganho de peso mesmo comendo gordura, diz estudo Ouvir 30 de janeiro de 2024 Já imaginou poder comer o tanto de fritura que quiser sem que isso altere o seu peso? Pois a ciência pode estar próxima de encontrar um meio de tornar o sonho em realidade ao desativar apenas um gene do DNA. O estudo foi publicado na revista científica Nature Metabolism nessa segunda-feira (29/1). Comandada por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, a investigação mostrou que apenas um gene é responsável pela perda da capacidade das células de gordura de queimar energia, fazendo com que elas se acumulem no corpo. Leia também Saúde CRISPR: edição genética para tratar anemia falciforme avança Saúde Onde surgiu a sífilis? DNA achado no Brasil pode ajudar na resposta Mundo Hackers roubam DNA de clientes de empresa que vendia testes genéticos Saúde Efeito sanfona: hormônios podem te impedir de vencer a obesidade A pesquisa foi feita com camundongos, mas os pesquisadores explicam que o mesmo código está presente no DNA humano e é relacionado a uma inatividade do tecido adiposo que leva tanto à obesidade quanto à resistência à insulina (causa da diabetes). Gene desligado e gordura queimando O gene RaIA é responsável pela ativação do tecido adiposo para processar as células de gordura e transformá-las em estoque. O problema é que quanto maior o acúmulo de gordura, mais ativado é o gene — consequentemente, há menos queima e aumentam as reservas. Por isso, quanto maior o nível de obesidade, mais difícil é acelerar o metabolismo naturalmente. Porém, os pesquisadores descobriram que é possível manter o comando desligado permanentemente, levando a um maior gasto energético mesmo em indivíduos com excesso de peso. Técnica de edição genética altera apenas as células somáticas, aquelas que não compõem a informação genética do corpo humano Como foi feita a pesquisa Para testar o impacto desta edição, os pesquisadores alteraram a informação no DNA de alguns ratinhos e eles não tiveram ganho de peso mesmo comendo uma dieta gorda, com mais de 60% da ração correspondendo a gordura, ao longo de 12 semanas (um período de quase oito anos se comparado à vida média de um humano). “Ao compreender este mecanismo, estamos um passo mais perto de desenvolver terapias específicas que possam conter o ganho de peso e as disfunções metabólicas associadas, aumentando a queima de gordura”, concluem os pesquisadores. Tratamentos futuros podem envolver terapias genéticas ou CRISPR – uma tecnologia usada por cientistas para modificar o DNA em seres vivos – para desligar RaIA e controlar seus efeitos no corpo. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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