DF: HUB realiza 1º transplante de medula óssea do sistema público Ouvir 12 de dezembro de 2023 Com diagnóstico de mieloma múltiplo e amiloidose, Gilmar Moreira Bomfim, de 48 anos, foi o primeiro paciente a realizar transplante de medula óssea pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal. O mieloma múltiplo é um câncer da medula óssea considerado incurável, que acomete o plasmócito, célula responsável por sintetizar os anticorpos. Em cerca de 15% dos pacientes o mieloma múltiplo e a amiloidose são diagnosticados juntos, pois as células do mieloma produzem cadeias leves anormais que se depositam nos tecidos, causando disfunções ou falência nos órgãos. Leia também Saúde Mieloma: remédio em teste mostra bom resultado contra câncer de medula Saúde Mieloma múltiplo: “Descobri um câncer no sangue pela dor nas costas” Saúde Mulher “se despede” de sentença de morte após transplante de medula Saúde Linfoma não Hodgkin: saiba os sintomas de câncer no sistema linfático Trabalhador da construção civil, Gilmar fazia acompanhamento no Hospital Universitário de Brasília da Universidade de Brasília (HUB-UnB) desde 2019, quando procurou um otorrinolaringologista por conta de um incômodo no ouvido e acabou descobrindo um nódulo na garganta. “Foi feita a biópsia desse nódulo e, no primeiro momento, os médicos da hematologia e da otorrino constataram que era uma amiloidose. Retiraram esse nódulo maior, porém ainda permaneceram alguns nódulos pequenos e a hematologia indicou o transplante de medula”, relatou o pedreiro. Gilmar Moreira 3 tamanho ajustado Gilmar Moreira Bomfim, de 48 anos, é o primeiro paciente a realizar o transplante de medula óssea pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal Divulgação Gilmar Moreira 2 tamanho ajustado Gilmar é trabalhador da construção civil Divulgação Gilmar Moreira tamanho ajustado Ele faz acompanhamento no Hospital Universitário de Brasília da Universidade de Brasília (HUB-UnB) Divulgação Voltar Progredir 0 Medula óssea A médica Flávia Xavier, chefe da unidade de hematologia e supervisora da residência médica de hematologia do HUB, explica que a alta quantidade de quimioterapia recebida por Gilmar iria prejudicar o funcionamento da medula dele por muitos meses. “Ao salvar a célula-tronco da medula antes da quimioterapia, é possível que apenas as células doentes sejam atingidas pelo tratamento. Ao invés do paciente passar meses sem o sangue ser produzido, ele vai ficar mais ou menos uma semana, no máximo 10 dias. É uma forma de você diminuir os efeitos colaterais e dar o tratamento para o paciente,” detalha a médica. 100% SUS Gilmar passou por um transplante autólogo, assim chamado pois as células vêm do próprio paciente a ser transplantado. Atualmente, o HUB acompanha 100 casos de mieloma múltiplo e esse é o primeiro transplante de medula realizado no hospital, também é o primeiro realizado no DF feito por um hospital vinculado ao SUS. “O transplante de medula autólogo permite que você salve a célula-tronco do paciente, que chamamos de célula-mãe, capaz de produzir todo o sangue antes da quimioterapia para tentar eliminar o resto da doença, melhorando a resposta ao tratamento e sobrevida global do paciente. Esta é uma arma importante no tratamento de mieloma múltiplo, que agora temos no HUB”, disse Flávia Xavier. “Este é um grande marco para nossa instituição e para o SUS do Distrito Federal. Com o apoio e parceria da UnB e Ebserh consolidaremos o nosso centro de transplantes, ofertando cada vez mais tratamentos de ponta para a população”, aponto a superintendente do HUB, Elza Noronha. Como é o procedimento O paciente recebeu uma medicação para “soltar” a célula-tronco da medula óssea que está dentro do osso para o sangue periférico. Na quinta-feira (30/11), a célula tronco do Gilmar começou a ser mobilizada. No dia 4 de dezembro, foi feito um acesso central no paciente (cateter) e a coleta da célula-tronco em uma máquina, que a separou do resto do sangue por gradiente/densidade. A célula-tronco foi, então, guardada em uma bolsa de sangue separada. Na terça-feira (05/12), iniciou-se a etapa de condicionamento, em que o Gilmar recebeu uma quimioterapia em altas doses para tentar atingir as células residuais do mieloma. Após 24 horas, período para passar o efeito dessa quimioterapia, a célula-tronco que estava guardada foi colocada de volta na circulação do paciente em uma infusão pelo cateter. A célula-tronco será atraída de volta para o nicho dela e por volta de 11 a 12 dias, ao se fixar, produz o sangue novamente. Durante esse período Gilmar se mantém internado esperando a “pega da medula”, que deve ocorrer por volta do dia 17 ou 18 de dezembro. Voltando a produzir sangue, Gilmar deve recuperar sua imunidade e recebe alta, iniciando a fase do pós-transplante, momento em que ele deve ser revacinado. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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