Uma alemã de 30 anos, diagnosticada com uma doença rara, desenvolveu um tumor tão grande no pescoço que precisou usar uma tipoia por anos para carregá-lo.
Ao participar do programa Take My Tumor (Tire Meu Tumor, na tradução), do canal TLC, Alexandra contou que o tumor benigno cresceu gradualmente ao longo de duas décadas, chegando a ter quase metade da sua altura.
“O peso é como ter uma mochila que você não consegue carregar nos ombros”, afirma. O crescimento do tumor tirou a independência da jovem, que não consegue se sentar, trabalhar, dormir ou vestir as roupas que gostaria de usar, e, por precisar de ajuda, ainda vive com os pais.
Alexandra sofre de neurofibromatose 1, conhecida como doença de von Recklinghausen. É uma doença genética rara e sem cura caracterizada principalmente pelo crescimento de tumores geralmente benignos que podem surgir em qualquer parte do organismo.
A condição ocorre devido a uma mutação no gene NF-1, que regula a produção de uma proteína envolvida no crescimento celular. Acredita-se que o macronutriente atue como um freio no crescimento de tumores.
O problema começou como uma protuberância do tamanho de uma avelã que surgiu no pescoço de Alexandra quando ela estava nos primeiros anos da escola. Com 15 anos de idade, o tumor já tinha o tamanho de uma laranja. Quando a jovem completou 30 anos, ele pesava cerca de 9 kg e tinha crescido tanto que chegava nas coxas da alemã.
O tumor era tão pesado que fazia pressão na garganta da jovem, dificultando a respiração, além de fazer com que ela perdesse o equilíbrio para andar. A pele de Alexandra se tornou sensível ao toque que ela passou a evitar lugares lotados. Sempre que possível, o pai de Alexandra anda atrás dela para proteger as costas da filha.

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Cenas fortes

Alexandra – paciente com tumor nas costas
O cirurgião Ryan Osborne foi o responsável por remover o tumor de Alexandra
Take My Tumor/ Reprodução

Alexandra – tumor no pescoço
Imagem mostra o antes e depois de Alexandra
Take My Tumor/ Reprodução
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Remoção do tumor
Por anos, Alexandra evitou remover o tumor por medo que ele estivesse ligado à medula espinhal e prejudicasse seus movimentos.
Seis médicos se recusaram a fazer a cirurgia, até que a alemã foi apresentada ao oncologista e cirurgião de cabeça e pescoço Ryan Osborne, diretor do Osborne Head and Neck Institute, de Los Angeles (EUA).
Embora nunca tivesse visto um tumor crescer dessa maneira, o médico aceitou o desafio e removeu o tumor do pescoço de Alexandra. O médico informou que o procedimento seria arriscado devido à quantidade de sangue que alimenta o tumor: removê-lo seria como tirar um braço.
Foram seis horas de cirurgia, que envolveram a interrupção do fluxo sanguíneo com um torniquete e a remoção total do tumor e da pele que o abrigava. A jovem ficou apenas com uma pequena cicatriz no local.
“Sinto muita alegria agora. Imaginei como seria viver sem o meu tumor e é muito melhor do que nos meus sonhos. Estou tão feliz por ter um pescoço normal”, disse.
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