Dormir menos do que o necessário afeta o humor e piora a ansiedade Ouvir 4 de novembro de 2024 Dormir menos horas do que o necessário não nos deixa apenas cansados no dia seguinte: a privação de sono pode aumentar a ansiedade, piorar o humor e alterar todo o funcionamento emocional. A conclusão é de um estudo publicado no periódico Psychological Bulletin, da American Psychological Association. Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram mais de 50 anos de pesquisa sobre privação de sono e humor. Ao todo, a revisão sistemática incluiu 154 estudos, envolvendo 5.715 participantes. Em todos esses trabalhos, os autores interromperam o sono dos participantes por uma ou mais noites para avaliar o impacto da privação do sono no afeto positivo ou negativo, nos distúrbios gerais de humor, na reatividade emocional e nos sintomas de ansiedade e depressão. Em alguns experimentos, os participantes foram mantidos acordados por um longo período (privação total de sono). Outros tiveram uma quantidade de sono menor do que o normal (restrição parcial) e outro grupo foi acordado periodicamente durante a noite (fragmentação constante). Cada estudo também avaliou pelo menos uma variável relacionada à emoção após essas manipulações do período do sono — entre elas, o humor autorrelatado e a resposta dos participantes aos sintomas de depressão e ansiedade. A nova revisão aponta evidências de que períodos de vigília prolongada, duração reduzida do sono e despertares noturnos influenciam negativamente o funcionamento emocional. Isso significa que todos os três tipos de perda de sono (privação total, parcial ou sono fragmentado) resultam em menos emoções positivas — como alegria, felicidade e contentamento — e mais sintomas de ansiedade, elevação da frequência cardíaca e preocupação. Leia também Saúde Dormir mal entre os 40 e 60 anos pode estar envelhecendo o seu cérebro Saúde Dormir pouco ou dormir muito? Pesquisa revela que ambos fazem mal Saúde Hábitos que aumentam a produção de melatonina e te fazem dormir melhor Saúde Cientistas revelam a melhor hora de jantar para emagrecer e dormir bem Dormir o suficiente A pesquisa aponta que cerca de 30% dos adultos e 90% dos adolescentes não dormem o suficiente – e isso pode afetar o emocional no dia seguinte. Mas como saber a quantidade adequada de sono? De acordo com a neurologista Letícia Soster, do Grupo Médico Assistencial do Sono do Hospital Israelita Albert Einstein, não existe uma quantidade específica de horas a serem dormidas, já que isso pode variar entre as pessoas. “Dormir suficiente é a quantidade de tempo que a pessoa dorme e se sente bem no dia seguinte. Geralmente, é uma média entre 7h e 8h, mas varia bastante”, explica Soster, que acrescenta: “E a pessoa não pode se basear em uma única noite.” A primeira coisa a ser afetada com a perda de sono é o humor: alguém que dorme mal acorda mais mal-humorado, irritado e com tendência a ter emoções negativas. “Uma alteração de humor constante pode ser vista e percebida, assim como questões de memória. As pessoas estão se esquecendo de coisas com mais facilidade porque a atenção é mais um item que fica comprometido quando estamos em privação de sono, seja ela total ou parcial”, observa Soster. A orientação, segundo ela, é reconhecer a necessidade de dormir e respeitar a quantidade ideal para cada um. “O sono não é algo que pode ser deixado para depois”, afirma. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Sociedade médica pede que Wegovy tenha lançamento suspenso no Brasil 25 de junho de 2024 A Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade (SBEMO) publicou no último sábado (22/6) um comunicado oficial se posicionando contra a venda de medicamentos para emagrecimento da Novo Nordisk no Brasil. O comunicado informa que a entidade entrará com uma ação civil pública pedindo que o Wegovy, que deve começar a… Read More
Notícias Austrália: clínica de fertilização troca embriões pela segunda vez 11 de junho de 2025 No centro de um escândalo, a Monash IVF, uma das principais redes de clínicas de fertilização da Austrália, anunciou que trocou inavertidamente os embriões de mais uma paciente. É o segundo caso descoberto na instituição nos últimos três meses. A mulher afetada recebeu um embrião diferente do previsto em seu… Read More
Notícias Casos de câncer vão aumentar 77% em 2050, aponta OMS 1 de fevereiro de 2024 Aproximadamente 20 milhões de pessoas receberam diagnósticos de câncer em 2022 e 9,7 milhões morreram pela doença, de acordo com a Agência Internacional de Investigação sobre o Câncer (Iarc, na sigla em inglês), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em relatório divulgado nesta quinta-feira (1º/2), a agência estima que… Read More