Entenda o que levou homem a ter pernas amputadas após queimar dedo Ouvir 13 de fevereiro de 2025 O escalador Max Armstrong, de 40 anos, acampava com amigos no Colorado (EUA) em dezembro de 2024 quando queimou o polegar ao manusear uma frigideira quente. O ferimento, aparentemente simples, resultou em uma infecção generalizada, levando-o a amputar as duas pernas. De acordo com os médicos, Max sofreu uma infecção pela bactéria Streptococcus do grupo A. Acredita-se que o microrganismo tenha entrado no corpo pela queimadura no polegar, levando à infecção generalizada e, posteriormente, à síndrome do choque séptico. Leia também Saúde Homem tem as duas pernas amputadas após queimar mão em frigideira Saúde Modelo tem as duas pernas amputadas após uso de absorvente interno Brasil Criança de 7 anos tem pernas amputadas após ser atropelada por trem Saúde Amazona tem a perna amputada após ignorar sinal de câncer ósseo raro Dois dias após a queimadura, Max percebeu inchaço no tornozelo esquerdo e mudança na coloração das unhas dos pés, que ficaram roxas. Além disso, teve episódios de febre e confusão mental. Diante dos sintomas, os amigos interromperam o acampamento e o levaram ao hospital, onde permaneceu por seis dias em coma induzido. Ao despertar, em 13 de dezembro, Max notou os pés escurecidos e inchados, com necrose. O quadro irreversível, aliado a fortes dores, culminou na cirurgia de amputação das duas pernas, abaixo dos joelhos, em 23 de dezembro. 3 imagens Fechar modal. 1 de 3 Max Armstrong não imaginava que uma queimadura no dedo seria tão grave Reprodução/GoFoundMe 2 de 3 Max esteve seis dias em coma Reprodução/GoFoundMe 3 de 3 Infecção levou à necrose dos membros inferiores Reprodução/GoFoundMe Síndrome do choque séptico A síndrome do choque séptico ocorre quando bactérias liberam toxinas que desencadeiam uma reação inflamatória sistêmica no corpo, levando ao comprometimento de diversos órgãos. Segundo o manual MSD, o quadro pode ser causado por duas bactérias principais: a Staphylococcus aureus e a Streptococcus do grupo A. O segundo microrganismo, responsável pelo caso de Max, geralmente está associado a infecções de pele, tecidos profundos e até fasciite necrosante, uma infecção grave que destrói o tecido muscular. Os sintomas aparecem de forma súbita e incluem febre alta, queda acentuada da pressão arterial, dor muscular intensa, vômitos, diarreia, além de alterações na pele, como vermelhidão e inchaço. À medida que o quadro se agrava, órgãos como rins, fígado, pulmões e coração podem parar de funcionar. A amputação de membros, como ocorreu com Max, é necessária quando a falta de circulação sanguínea causa necrose tecidual. Sem a retirada das partes afetadas, o risco de disseminação da infecção aumenta, comprometendo a sobrevivência do paciente. O diagnóstico é feito com base na avaliação dos sintomas, exames físicos e laboratoriais, que identificam a presença das bactérias no sangue e em tecidos infectados. Como é feito o tratamento? O tratamento deve ser imediato para evitar o agravamento, com internação em unidade de terapia intensiva (UTI), administração intravenosa de antibióticos e controle da pressão arterial. Em casos graves, pode ser necessário o uso de ventilação mecânica e intervenções cirúrgicas, como a amputação, para conter o avanço da infecção. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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