Estamos inflamados? Saiba o que é o quadro e como controlar os efeitos Ouvir 1 de outubro de 2025 A palavra “inflamação” é um termo comum em redes sociais, embalagens de produtos e em muitas dietas populares. No entanto, seu significado vai além do que o marketing sugere. No organismo, a inflamação é uma resposta natural do corpo a agressões, como infecções, traumas ou toxinas. É um mecanismo de defesa que mobiliza células e moléculas para reparar tecidos e combater invasores. Apesar de ser frequentemente associada à doença, ela é fundamental para a manutenção da saúde. O problema surge quando a inflamação deixa de ser pontual e se torna persistente. Nesses casos, o corpo permanece em estado de alerta. Leia também Vida & Estilo Tomar leite causa inflamação no organismo? Tire a dúvida Vida & Estilo 5 temperos que combatem a inflamação; saiba quais são e como usá-los Saúde Envelhecimento: inflamação do corpo está ligada à vida industrializada Claudia Meireles Chá com ação detox ajuda a proteger o fígado e reduz inflamação Existem dois tipos principais de inflamação, cada um com características e efeitos distintos sobre o organismo. A inflamação aguda é pontual e limitada, surge rapidamente em resposta a uma agressão e, quando o estímulo é eliminado e o problema resolvido, desaparece. É possível observar vermelhidão, calor, dor e inchaço na área afetada. Já a inflamação crônica persiste sem um gatilho evidente por semanas, meses ou anos — assim, o organismo fica em estado de alerta constante, desgastando os tecidos. Nesses casos, nem sempre há sinais visíveis, mas o quadro provoca alterações metabólicas e imunológicas que contribuem para o desenvolvimento de doenças como aterosclerose, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer. A diferença essencial entre os dois tipos está na duração, na intensidade da resposta e nos efeitos que cada um causa no corpo. Enquanto a inflamação aguda protege e recupera, a crônica pode prejudicar a saúde se não for controlada. Banalizar o termo “inflamação” gera riscos, já que não é possível determinar facilmente se alguém está realmente inflamado. Exames laboratoriais, como proteína C reativa ou VHS, podem indicar processos inflamatórios, mas precisam ser interpretados dentro do contexto clínico de cada paciente. “Grande parte do problema é que tudo passa a ser chamado de inflamatório, correndo o risco de banalizar algo que exige precisão diagnóstica”, alerta Brianna Nicoletti, médica especialista em alergia e imunologia do Hospital Israelita Albert Einstein. Principais sintomas da inflamação no corpo Dor ou sensibilidade localizada. Vermelhidão ou calor em regiões específicas. Inchaço, edema ou distúrbios digestivos. Fadiga constante. Dificuldade de cicatrização e mudanças no apetite. A vermelhidão (eritema) causada pela inflamação é devido à dilatação dos vasos sanguíneos e ao aumento do fluxo de sangue Como tratar processos inflamatórios de forma correta A inflamação pode ser modulada através de hábitos saudáveis. Um padrão alimentar equilibrado é fundamental: priorizar frutas, verduras, legumes e grãos integrais; incluir fontes de proteínas magras; usar gorduras boas, como azeite de oliva e castanhas; e reduzir ultraprocessados, excesso de açúcar e álcool são as principais dicas. “O mais importante é o conjunto da dieta. Claro que alimentos como peixes ricos em ômega-3, azeite de oliva, cúrcuma e frutas vermelhas têm compostos que ajudam a modular a inflamação. Mas, isoladamente, eles não funcionam”, destaca a nutróloga Camila Ribeiro, do Rio de Janeiro. Além da alimentação, fatores do estilo de vida influenciam a inflamação. Dormir bem, praticar atividade física regularmente, controlar o estresse e evitar tabagismo ou poluição são medidas que ajudam a manter o corpo em equilíbrio. A combinação de hábitos saudáveis e acompanhamento médico é a maneira mais segura de prevenir que a inflamação pontual evolua para a crônica e comprometa a saúde. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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