Estimulação cerebral revela sinal que prevê melhora da depressão Ouvir 18 de novembro de 2025 *Aviso: esta matéria aborda temas como depressão e suicídio. Se você enfrenta problemas ou conhece alguém que está nessa situação, veja ao final do texto onde buscar apoio. A estimulação cerebral profunda — técnica que usa eletrodos implantados em áreas específicas do cérebro — pode funcionar para parte das pessoas com depressão grave que não melhoram com medicamentos ou terapia. Em um estudo publicado nesta terça-feira (18/11) na revista Nature Communications, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Jiao Tong de Xangai, na China, analisaram 26 pacientes e mostraram que metade deles teve resposta significativa ao tratamento com estimulação cerebral profunda . O mais importante, porém, foi a descoberta de um “sinal elétrico” que ajuda a prever quem tem mais chance de melhorar. Os pesquisadores explicam que a depressão resistente é um dos maiores desafios da psiquiatria. Muitas pessoas passam por vários tipos de antidepressivos, psicoterapia e outros tratamentos sem conseguir alívio suficiente. Leia também São Paulo Centro financiado pela Fapesp cria calculadora que detecta depressão Saúde Remédio contra calvície é ligado a maior risco de depressão e suicídio Ponto de vista “Eu amo esse infeliz”: o sintoma da depressão conjugal Saúde Psicoterapia altera o cérebro e traz benefícios contra a depressão A equipe investigou se estimular regiões profundas do cérebro — especialmente o chamado núcleo do leito da estria terminal (BNST, na sigla em inglês), envolvido em estresse e ansiedade, e o nucleus accumbens, ligado à motivação — poderia reorganizar circuitos cerebrais desregulados. Durante o acompanhamento, que durou até um ano, 13 dos 26 participantes tiveram redução consistente dos sintomas, e nove chegaram a uma remissão quase completa. Mas o ponto central da pesquisa foi a identificação de um biomarcador: pacientes que apresentavam menor atividade elétrica na faixa teta (4 a 8 Hz) no BNST antes da cirurgia tinham maior probabilidade de responder bem à estimulação. Segundo o artigo, esse padrão elétrico não só estava presente antes do tratamento, como também mudava durante a estimulação. Quando a atividade teta diminuía, os sintomas também melhoravam, o que reforça a ideia de que esse sinal pode guiar intervenções mais precisas. Para chegar a essas conclusões, a equipe combinou gravações intracranianas, exames de imagem, avaliações psicológicas e modelos computacionais. Eles também identificaram que a comunicação entre o córtex pré-frontal e o BNST é fundamental para esse processo, formando um circuito que parece estar diretamente ligado à melhora dos pacientes. Os cientistas sugerem que, no futuro, o próprio dispositivo de estimulação poderá funcionar de forma adaptativa, ajustando a intensidade do impulso elétrico conforme o cérebro responde. Os autores destacam que os resultados são promissores, mas ainda iniciais e que será necessário um ensaio clínico mais rigoroso para confirmar as descobertas. *Se você está passando por depressão, tendo pensamentos de suicídio ou conhece alguém nessa situação, procure apoio. Você pode ligar ou conversar pelo chat dos seguintes serviços: Centro de Valorização da Vida (CVV): 188 (24h, ligação gratuita e sigilosa) ou pelo site cvv.org.br; Samu: 192 em situações de emergência médica; CRAS/CRAS locais e serviços de saúde mental do SUS também oferecem suporte psicológico. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Mulheres com mais de 65 anos podem fazer reposição hormonal? Entenda 8 de junho de 2024 Não é nenhuma novidade que a reposição hormonal devidamente prescrita é um dos melhores tratamentos para a menopausa – ou pelo menos não deveria ser. Especialmente agora que um recente estudo publicado na revista Menopause concluiu que é seguro continuar a terapia de reposição hormonal (TRH) mesmo após os 65… Read More
Gastrite: o que excluir da dieta ou incluir para evitar crises 7 de julho de 2025 Você tem gastrite? Essa inflamação na mucosa do estômago causa sintomas que vão desde desconforto persistente na parte superior do abdômen, queimação, dor na “boca do estômago”, enjoo e perda de apetite, até casos mais graves, com vômito com sangue ou fezes escurecidas. E, apesar de não ser causada diretamente… Read More
Covid: máscaras voltam a ser obrigatórias em alguns hospitais dos EUA 4 de janeiro de 2024 O aumento de casos de Covid-19, gripe e outras doenças respiratórias levou autoridades de saúde de ao menos quatro estados dos Estados Unidos a reestabelecerem a obrigatoriedade do uso de máscaras entre pacientes e profissionais de saúde. Foram registradas mais de 29 mil hospitalizações de pacientes infectados pelo coronavírus nos… Read More