Estudo: bactérias da boca podem triplicar risco de câncer de pâncreas Ouvir 23 de setembro de 2025 Um estudo publicado na revista JAMA Oncology em 18 de setembro identificou que alguns microrganismos presentes na boca — tanto bactérias quanto fungos — podem triplicar o risco de câncer de pâncreas. A pesquisa, liderada por cientistas da NYU Langone Health e do Perlmutter Cancer Center, acompanhou cerca de 122 mil pessoas durante quase nove anos a partir da análise de amostras de saliva coletadas no início do estudo. Leia também Saúde Vacina dobra expectativa de vida após câncer de intestino e pâncreas Saúde Mulher morre após ignorar sintoma de câncer no pâncreas. Saiba qual Saúde Saiba qual é o sintoma presente em 75% dos casos de câncer de pâncreas Saúde Influencer sente dor ao comer salada e descobre câncer de pâncreas Nesse período, foram identificados 445 casos de câncer pancreático. Os pesquisadores observaram que pelo menos 27 espécies de bactérias e fungos estavam associadas ao aumento expressivo no risco do tumor. Três bactérias relacionadas à periodontite chamaram atenção: Porphyromonas gingivalis, Eubacterium nodatum e Parvimonas micra. Além delas, o fungo do gênero Candida também apareceu como fator de risco, sendo inclusive encontrado em amostras de tumores pancreáticos. Para avaliar a influência dos microrganismos, os cientistas criaram uma pontuação de risco microbiano (Microbial Risk Score, MRS). O resultado mostrou que a cada aumento de um desvio padrão nesse índice, o risco de câncer pancreático subia em até 3,44 vezes. Câncer de pâncreas O câncer de pâncreas é uma condição considerada relativamente rara, representando cerca de 2% dos casos de todos os tipos da doença diagnosticados no Brasil. Ele costuma ser agressivo e evoluir rapidamente, se espalhando para outros órgãos. O diagnóstico tardio faz com que a mortalidade seja alta. Principais sintomas Desconfortos abdominais. Cansaço excessivo. Pele e olhos amarelados (icterícia). Emagrecimento. Náuseas. Dores nas costas. Urina escura. Apesar dos achados, os autores destacam que não é possível afirmar uma relação de causa e efeito. Os microrganismos podem atuar como marcadores da doença, estar relacionados a processos inflamatórios ou ainda migrar da boca para o pâncreas. Mesmo assim, os dados reforçam a hipótese de que o microbioma oral pode se tornar um biomarcador não invasivo e auxiliar na identificação precoce de pessoas com maior risco para o tumor. Os cientistas defendem que pesquisas futuras aprofundem a relação entre saúde bucal, composição do microbioma e desenvolvimento do câncer de pâncreas. Também sugerem avaliar se a modificação da flora oral, por meio de tratamentos odontológicos ou de medidas preventivas, poderia reduzir a incidência da doença. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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