Falha em células cerebrais pode favorecer demência, diz estudo Ouvir 6 de novembro de 2025 As mitocôndrias são estruturas que funcionam como “fábricas” dentro das células, responsáveis por gerar energia para o órgão. Mas, em excesso, elas também podem liberar radicais livres — moléculas instáveis que causam inflamação e danos celulares. Um estudo publicado na terça-feira (4/11), na revista Nature Metabolism, mostra que esse desequilíbrio ocorre em um tipo de célula cerebral chamada astrócito, que dá suporte aos neurônios. A pesquisa foi liderada por cientistas do Feil Family Brain and Mind Research Institute. Leia também Saúde 8 hábitos simples podem reduzir risco de demência em diabéticos tipo 2 Saúde Esquecimento frequente é sinal de demência? Saiba quando se preocupar Saúde Duas vacinas comuns podem reduzir o risco de demência, sugere estudo Saúde Estudo cria dieta personalizada com IA que reduz risco de demência Em situações de estresse ou estímulos ligados a doenças neurodegenerativas, essas células passam a produzir grandes quantidades de radicais livres. Segundo os pesquisadores, essa liberação de radicais livres desencadeia uma série de reações químicas e inflamatórias que acabam afetando o funcionamento normal do cérebro. O processo leva à ativação de genes ligados à inflamação e à morte neuronal, o que contribui para o avanço de doenças como Alzheimer e demência frontotemporal. Nos experimentos realizados com camundongos, a equipe conseguiu reduzir os efeitos da inflamação ao bloquear, de forma específica, a produção desses radicais livres nas mitocôndrias dos astrócitos. Os animais tratados apresentaram menos sinais de inflamação cerebral, redução dos danos neuronais e viveram por mais tempo do que os que não receberam a intervenção. De acordo com os autores, o achado amplia a compreensão sobre o papel das células gliais — células não neuronais do sistema nervoso que dão suporte, nutrição e proteção aos neurônios — que, até pouco tempo, eram vistas apenas como coadjuvantes no cérebro. Agora, elas aparecem como agentes ativos em doenças neurodegenerativas, ajudando a explicar como a inflamação e o estresse oxidativo se espalham pelo tecido nervoso. Apesar do avanço, os cientistas destacam que os testes ainda estão em fase experimental. Mais pesquisas serão necessárias para entender se o mesmo mecanismo ocorre em humanos e se o bloqueio dessa produção de radicais pode se tornar uma estratégia segura e eficaz de tratamento. O trabalho, liderado por pesquisadores do Feil Family Brain and Mind Research Institute e outros grupos internacionais, aponta um novo caminho para investigar terapias que ajudem a proteger o cérebro contra a degeneração. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Estudo: medicamentos de uso frequente podem oferecer riscos a idosos 29 de novembro de 2024 *O artigo foi escrito pelo médico Pedro Curiati, doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo e professor da Especialização em geriatria, Núcleo Avançado de Geriatria (NAGe), do Hospital Sírio Libanês, e publicado na plataforma The Conversation Brasil. Você já parou para pensar que aquele remedinho que sempre ajudou a… Read More
Notícias Caso raro: bebê nasce com dois fetos dentro da barriga 20 de fevereiro de 2025 Uma mulher indiana, de 32 anos, foi surpreendida na 35ª semana de gestação ao descobrir que o bebê dela tinha outros dois fetos crescendo dentro do abdômen. O caso, extremamente raro na medicina, foi relatado por médicos do Buldhana Women’s Hospital. A condição, chamada de “feto dentro de feto”, ocorre… Read More
Notícias Jovem fica intoxicada após uso de remédio para diabetes sem indicação 18 de abril de 2024 Uma mulher de 21 anos do Kuwait sofreu um quadro grave de acidez do sangue (cetoacidose) por conta do uso do remédio Mounjaro. Após três aplicações, ela sentiu um desconforto gástrico incontrolável e uma diarreia forte que, posteriormente, foram atribuídos à intoxicação do sangue. O caso foi relatado no European… Read More