Formato do bumbum pode indicar diabetes tipo 2, diz estudo Ouvir 25 de novembro de 2025 Um estudo recente revelou uma relação inusitada entre o bumbum e o controle de glicose do organismo. A pesquisa de radiologistas inglesas demonstrou que mudanças no formato do glúteo podem indicar diabetes tipo 2 e que seus sinais metabólicos são distintos em homens e mulheres. As pesquisadoras apresentaram a análise nessa segunda-feira (24/11), na reunião anual da Sociedade de Radiologistas da América do Norte (RSNA), em Chicago. O estudo descreveu padrões inéditos no glúteo máximo (musculatura da parte superior do bumbum) em relação ao controle do açúcar no organismo. Leia também Saúde Pesquisa trata diabetes matando células “zumbis” de vasos sanguíneos Vida & Estilo Diabetes: 5 alimentos que ajudam a controlar o açúcar no sangue Fábia Oliveira Dona do maior bumbum do país enfrenta desafio na motovelocidade Vida & Estilo Bumbum na lua! Veja os melhores exercícios para aumentar os glúteos Relação entre bumbum e diabetes Para entender a relação, a equipe não focou no tamanho, mas no formato do glúteo revelado em um 3D por ressonância magnética. Foram utilizados os 61 mil exames do UK Biokbank para comparar as imagens e formar modelos tridimensionais detalhados, observando só o músculo. De modo geral, quanto mais músculo na região, menor a chance de ter diabetes. “Pessoas com melhor condicionamento físico, apresentaram um formato de glúteo máximo mais pronunciado, enquanto envelhecimento, fragilidade e longos períodos sentados foram associados à perda de massa muscular na região”, afirma a médica Marjola Thanaj, uma das coautoras do estudo. Ela faz, no entanto, um alerta: muito músculo está longe de significar um bumbum avantajado. “Ao contrário de estudos anteriores que analisavam principalmente o tamanho dos músculos ou a gordura, usamos o mapeamento de forma 3D para identificar exatamente onde o músculo muda, fornecendo uma imagem muito mais detalhada”, disse. Diferenças entre glúteos de homens e mulheres O glúteo máximo é um dos maiores músculos do corpo humano e responsável em boa parte pela movimentação das pernas. As pesquisadoras analisaram 86 variáveis ligadas a mudanças no músculo. O cruzamento das informações mostra que a forma muscular reage a fatores biológicos de maneira diferente entre os sexos. Em participantes com diabetes tipo 2, os pesquisadores encontraram padrões opostos entre homens e mulheres. Os homens mostraram atrofia focal no glúteo máximo quando não tinham bom controle de sua glicose. Mulheres, porém, apresentaram expansão do músculo, provavelmente por infiltração de gordura na massa muscular. A diferença sugere respostas biológicas distintas para a mesma doença, mas a equipe afirma que os dados revelam padrões que ainda pedem maior aprofundamento científico. 14 imagensFechar modal.1 de 14 O diabetes é uma doença que tem como principal característica o aumento dos níveis de açúcar no sangue. Grave e, durante boa parte do tempo, silenciosa, pode afetar vários órgãos do corpo, tais como: olhos, rins, nervos e coração, quando não tratada Oscar Wong/ Getty Images2 de 14 O diabetes surge devido ao aumento da glicose no sangue, que é chamado de hiperglicemia. Isso ocorre como consequência de defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas moodboard/ Getty Images3 de 14 A função principal da insulina é promover a entrada de glicose nas células, de forma que elas aproveitem o açúcar para as atividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua ação ocasiona o acúmulo de glicose no sangue, que em circulação no organismo vai danificando os outros órgãos do corpo Peter Dazeley/ Getty Images4 de 14 Uma das principais causas da doença é a má alimentação. Dietas ruins baseadas em alimentos industrializados e açucarados, por exemplo, podem desencadear diabetes. Além disso, a falta de exercícios físicos também contribui para o mal Peter Cade/ Getty Images5 de 14 O diabetes pode ser dividido em três principais tipos. O tipo 1, em que o pâncreas para de produzir insulina, é a tipagem menos comum e surge desde o nascimento. Os portadores do tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores normais Maskot/ Getty Images6 de 14 Já o diabetes tipo 2 é considerada a mais comum da doença. Ocorre quando o paciente desenvolve resistência à insulina ou produz quantidade insuficiente do hormônio. O tratamento inclui atividades físicas regulares e controle da dieta Artur Debat/ Getty Images7 de 14 O diabetes gestacional acomete grávidas que, em geral, apresentam histórico familiar da doença. A resistência à insulina ocorre especialmente a partir do segundo trimestre e pode causar complicações para o bebê, como má-formação, prematuridade, problemas respiratórios, entre outros Chris Beavon/ Getty Images8 de 14 Além dessas, existem ainda outras formas de desenvolver a doença, apesar de raras. Algumas delas são: devido a doenças no pâncreas, defeito genético, por doenças endócrinas ou por uso de medicamento Guido Mieth/ Getty Images9 de 14 É comum também a utilização do termo pré-diabetes, que indica o aumento considerável de açúcar no sangue, mas não o suficiente para diagnosticar a doença GSO Images/ Getty Images10 de 14 Os sintomas do diabetes podem variar dependendo do tipo. No entanto, de forma geral, são: sede intensa, urina em excesso e coceira no corpo. Histórico familiar e obesidade são fatores de risco Thanasis Zovoilis/ Getty Images11 de 14 Alguns outros sinais também podem indicar a presença da doença, como saliências ósseas nos pés e insensibilidade na região, visão embaçada, presença frequente de micoses e infecções Peter Dazeley/ Getty Images12 de 14 O diagnóstico é feito após exames de rotina, como o teste de glicemia em jejum, que mede a quantidade de glicose no sangue. Os valores de referência são: inferior a 99 mg/dL (normal), entre 100 a 125 mg/dL (pré-diabetes), acima de 126 mg/dL (diabetes) Panyawat Boontanom / EyeEm/ Getty Images13 de 14 Qualquer que seja o tipo da doença, o principal tratamento é controlar os níveis de glicose. Manter uma alimentação saudável e a prática regular de exercícios ajudam a manter o peso saudável e os índices glicêmicos e de colesterol sob controle Oscar Wong/ Getty Images14 de 14 Quando o diabetes não é tratado devidamente, os níveis de açúcar no sangue podem ficar elevados por muito tempo e causar sérios problemas ao paciente. Algumas das complicações geradas são surdez, neuropatia, doenças cardiovasculares, retinoplastia e até mesmo depressão Image Source/ Getty Images Estilo de vida impacta no bumbum A diabetes tipo 2 apresentou assinaturas estruturais específicas. Em homens, a presença da doença foi ligada à retração de cerca de 0,4 mm em áreas focais. Em mulheres, a alteração mostrou expansão de até 0,49 mm. Não é só a doença, porém, que atinge o formato do glúteo. A equipe relata que o baixo consumo de álcool e muita atividade física foram associados à expansão do músculo. Idade, osteoporose e tempo sentado, porém, apareceram ligados à retração. A associação indica que a forma muscular reage a influências metabólicas e comportamentais. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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