Gordura no fígado: entenda riscos e saiba como tratar a condição Ouvir 7 de fevereiro de 2025 A gordura no fígado, conhecida como esteatose hepática, ocorre quando há o acúmulo excessivo de gordura nas células hepáticas, levando à inflamação do órgão. A condição pode ser desencadeada pelo consumo excessivo de álcool, hepatite viral, diabetes, obesidade, colesterol alto ou uso prolongado de certos medicamentos. Estima-se que 30% da população tenha esteatose hepática, com metade dos casos evoluindo para quadros mais graves, segundo o Ministério da Saúde. “Acredito que 70% das pessoas que têm esteatose hepática não sabem que estão doentes. Ficar muito tempo com a inflamação pode se tornar algo crônico e causar cicatrizes no fígado e outros problemas”, explicou o clínico Marcos Pontes, da Clínica Evoluccy, em Brasília, em entrevista anterior ao Metrópoles. Leia também Saúde Gordura no fígado: entenda o que é e os sintomas da condição Saúde Ora-pro-nóbis tira gordura do fígado? Especialistas esclarecem Vida & Estilo Fruta comum ajuda a tratar gordura no fígado e reduzir a pressão alta Claudia Meireles Veja o que incluir no café da manhã para reduzir a gordura no fígado Embora seja normal haver um pequeno percentual de gordura no fígado, o índice não deve ultrapassar 5%. Sem tratamento, a esteatose hepática pode levar a hepatite gordurosa, cirrose e até câncer de fígado. “Mesmo sem consumir álcool, o paciente com esteatose pode desenvolver cirrose, que é um fator de risco para o hepatocarcinoma, um tipo de câncer hepático. Por isso, é essencial tratar a condição precocemente”, alertou Pontes. Nos casos mais avançados, o fígado pode aumentar de tamanho e adquirir uma coloração amarelada. Em situações extremas, o paciente pode precisar de um transplante. 8 imagens Fechar modal. 1 de 8 Câncer no fígado é uma espécie de tumor maligno e, muitas vezes, bastante agressivo, que se origina nas células que formam o fígado, como hepatócitos, canais biliares ou vasos sanguíneos SEBASTIAN KAULITZKI/SCIENCE PHOTO LIBRARY / Getty Images 2 de 8 Entre os fatores que podem aumentar o risco do câncer de fígado estão: cirrose hepática, gordura no fígado ou uso de anabolizantes Peter Dazeley/ Getty Images 3 de 8 Os sintomas costumam surgir nos estágios mais avançados da doença, e incluem dor no abdômen, inchaço da barriga, enjoo, perda do apetite e de peso, sem causa aparente, cansaço excessivo e olhos amarelados MediaProduction/ Getty Images 4 de 8 Segundo levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de fígado foi o sexto tipo da doença que mais matou homens no Brasil, em 2020. Entre as mulheres, foi o sétimo boonchai wedmakawand/ Getty Images 5 de 8 O câncer de fígado costuma ser identificado através de exames como o ultrassom ou tomografia, capazes de detectar um ou mais nódulos na região bojanstory / Getty Images 6 de 8 O tratamento é feito com cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, a depender do tamanho e da gravidade de cada caso, e as chances de cura são maiores quando o tumor é identificado precocemente, assim como em qualquer outro tipo de câncer Witthaya Prasongsin/ Getty Images 7 de 8 Segundo o Inca, “quando o tumor está restrito a uma parte do fígado (tumor primário), a remoção cirúrgica é o tratamento mais indicado. Assim como no caso dos tumores hepáticos metastáticos, em que a lesão primária foi ressecada ou é passível de ser ressecada de maneira curativa” SEBASTIAN KAULITZKI/SCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images 8 de 8 Quando já não é possível alcançar a cura do câncer no fígado, no entanto, o tempo de sobrevida é de aproximadamente 5 anos, mas esse valor pode variar de acordo com o grau de desenvolvimento da doença e outras doenças do paciente Peter Dazeley/ Getty Images Gordura no fígado tem tratamento? De acordo com o Ministério da Saúde, não existe um tratamento específico para esteatose hepática — as abordagens variam conforme a gravidade do quadro e das causas. A melhor forma de evitar e tratar a condição é por meio de hábitos saudáveis. Em entrevista ao Metrópoles, a endocrinologista Marília Bortolotto, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), destacou que a perda de pelo menos 7% do excesso de peso já traz benefícios significativos para o fígado. “Não existe um medicamento específico para tratar a gordura no fígado. O mais importante é a mudança no estilo de vida”, enfatizou a médica. A nutróloga Renata Domingues de Nóbrega, de São Paulo, reforçou a importância da prática regular de exercícios aeróbicos e de resistência, que ajudam a melhorar a sensibilidade à insulina e a saúde hepática. “Pessoas com diabetes tipo 2, hipertensão e dislipidemia têm maior risco de desenvolver esteatose hepática. Controlar essas condições com medicamentos e mudanças no estilo de vida é essencial para evitar a progressão da doença”, alertou a nutróloga em entrevista ao Metrópoles. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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