Hidrolipo: o que é procedimento que causou morte de mulher em SP Ouvir 27 de novembro de 2024 Uma mulher de 31 anos morreu durante um procedimento de hidrolipo realizado na clínica Maná Day, localizada no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência obtido pelo Metrópoles, Paloma teve seu primeiro contato com o médico que a atendeu na terça-feira (26/11), dia em que realizou o procedimento mal sucedido. A contratação dos serviços foi realizada por meio das redes sociais e não envolveu contatos prévios. A jovem sofreu uma parada cardiorrespiratória logo após realizar o procedimento de retirada de gordura das regiões das costas e do abdômen. 4 imagens Fechar modal. 1 de 4 Paloma tinha 31 anos Reprodução/Redes Sociais 2 de 4 Paloma e o marido, Everton da Silveira Reprodução/Redes Sociais 3 de 4 Ela realizou uma hidrolipo, uma lipoaspiração Reprodução/Redes Sociais 4 de 4 Paloma contratou cirurgia pelas redes sociais Reprodução/Redes Sociais Leia também São Paulo Mulher que morreu após hidrolipo contratou médico pelas redes sociais São Paulo Mulher de 31 anos morre após fazer hidrolipo em clínica na zona leste Brasil Hospital diz que seguiu protocolos e lamenta morte de mulher após lipo Brasil Médica é presa pela morte de cozinheira durante lipoaspiração no RJ O que é a hidrolipo? A hidrolipo é um procedimento cirúrgico utilizado para a retirada de gordura corporal. A técnica é mais rápida e mais simples do que a lipoaspiração convencional, pois dispensa a anestesia geral. Segundo o cirurgião plástico André Maranhão, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP-RJ), apesar de popularmente chamada de “hidrolipo”, o termo não é reconhecido oficialmente pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). “Na prática, se trata de uma lipoaspiração que, muitas vezes, é realizada em consultórios, mas que deve seguir os mesmos protocolos de segurança de um ambiente hospitalar”, explica. O médico afirma que o termo é usado por profissionais para facilitar o entendimento dos pacientes. O cirurgião plástico alerta que, independentemente da nomenclatura ou do local de realização, o procedimento deve ser feito em ambientes devidamente equipados, higienizados e seguros, para minimizar riscos como infecções, perfurações e óbitos. Riscos do procedimento O cirurgião plástico Fausto Bermeo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, explica que a hidrolipo é feita com anestesia local e inclui a aplicação de soluções no tecido adiposo do paciente antes da retirada da gordura. Ele destaca que o procedimento é aceito pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, mas reforça que, como qualquer cirurgia, a hidrolipo apresenta riscos. “Os itens de segurança, como o ambiente adequado, devem ser respeitados. Isso inclui seguir os parâmetros exigidos pela vigilância sanitária e o Conselho Regional de Medicina. É essencial que a técnica seja realizada por profissionais qualificados e em locais que atendam às normas de segurança, pois complicações podem ocorrer, desde infecções até danos graves aos tecidos”, aponta Bermeo. De acordo com o cirurgião plástico Daniel Regazzini, que atua em São Paulo, a parada cardiorrespiratória, embora não seja a complicação mais comum, é um risco presente em qualquer cirurgia, incluindo a hidrolipo. Para minimizar os riscos, é fundamental que exames pré-operatórios sejam realizados e que o local do procedimento esteja devidamente equipado para atender à emergência. “Uma lipoaspiração, seja hidrolipo ou não, é considerada um procedimento de porte médio. Por isso, o ambiente precisa ter equipamentos básicos para monitorar a paciente e prevenir complicações maiores”, explica Regazzini. Entre as possíveis causas de uma parada cardiorrespiratória durante o procedimento estão intoxicação anestésica, embolias e condições clínicas prévias não resolvidas. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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