Jovem diagnosticada erroneamente com Covid longa descobre ter leucemia Ouvir 7 de abril de 2025 A triatleta britânica Olivia Knowles, 33 anos, vinha se sentindo muito cansada no final de 2023 e, após procurar um médico, foi diagnosticada com Covid longa. Foi só por causa de uma dor de dente que ela recebeu o laudo correto: leucemia mieloide aguda. Olivia foi na emergência do hospital por conta da dor de dente que, dois dias depois, evoluiu para sepse. Durante os exames para avaliar a extensão do quadro, a jovem foi diagnosticada com leucemia mieloide aguda, um tipo agressivo de câncer no sangue. “Foi um choque total. Não estou dizendo que era a pessoa mais saudável do mundo, mas eu estava em forma”, lembra, em entrevista ao The Sun. Leia também Saúde Pesquisa indica taxas muito altas de Covid longa no Brasil Saúde Mulheres correm maior risco de desenvolver Covid longa, mostra estudo Saúde Leucemia: transplante de medula aproxima irmãos que não se conheciam Saúde De febre a leucemia: os diagnósticos errados dados a pessoas com lúpus A britânica ficou quase dois meses internada passando por uma quimioterapia agressiva — seu sistema imunológico ficou tão abalado, que ela não podia sair do hospital por risco de infecção. Depois da alta, Olivia ainda seguiu fazendo radioterapia que, a princípio, funcionou: em abril de 2024, os médicos acreditavam que o câncer tinha sido erradicado e ela estaria pronta para um transplante de medula óssea. Porém, durante os exames pré-cirurgicos, foi descoberta uma recidiva da doença. O médico responsável pelo caso de Olivia deu três opções: fazer o transplante mesmo com a volta do câncer, procurar um estudo clínico, ou deixar a doença seguir seu curso. Uma segunda opinião sugeriu que ela pensasse em eutanásia. Mas Olivia está decidida a lutar por sua vida e voltar a participar de provas de triatlo. Em novembro do ano passado, ela fez um tratamento com células CAR-T, que modifica geneticamente as células de defesa do corpo para ensiná-las a atacar o câncer, e conseguiu fazer o transplante de medula óssea. “Os resultados iniciais foram excelentes. Eu não tinha mais sinais da doença, e estava me sentindo melhor do que tinha me sentido em algum tempo”, lembra. Porém, em março de 2025, Olivia voltou ao hospital com problemas gastrointestinais comuns em pacientes que fizeram transplante de medula óssea. Os exames de rotina mostraram que o câncer tinha voltado. Maratona com leucemia Olivia decidiu, de última hora, participar de uma maratona para arrecadar fundos para pesquisa contra a leucemia. Ela caminhou por 32 quilômetros, acompanhada pelos pais. “Foi exatamente como eu achei que seria, minhas pernas atrofiaram com o tempo no hospital. Mas fiz isso pelo próximo jovem de 33 anos, a próxima criança, que tiver leucemia”, afirma. Ela espera que o dinheiro arrecadado contribua para avanços sólidos no tratamento da leucemia. Após a maratona, Olivia começou mais uma rodada de quimioterapia com a intenção de passar por outro ensaio clínico que esteja testando medicamentos contra a doença. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e no Canal do Whatsapp e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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