Menino de 3 anos com prisão de ventre é diagnosticado com câncer raro Ouvir 14 de outubro de 2025 Não é raro que crianças tenham dificuldades para ir ao banheiro. Se acostumar com a fralda e com o penico na primeira infância pode ser difícil, mas a família de Gaspard Ronsseray, de 3 anos, começou a desconfiar que a prisão de ventre dolorosa que o menino sentia não era comum. Na realidade, a constipação intestinal foi sintoma de um câncer raro e grave. A família, que mora em Hammersmith, Londres, percebeu os sintomas de Gaspard em 2018. Além da prisão de ventre, o garoto começou a reclamar de dores em uma das pernas. O médico clínico prescreveu medicamentos para constipação, mas o tratamento não surtiu efeito. Com o passar dos dias, Gaspard ficou pálido, perdeu o apetite, deixou de brincar e demonstrava cansaço constante. Enquanto aguardavam o resultado de um exame, os pais notaram que o abdômen do filho estava muito inchado e o levaram às pressas ao hospital. Foi quando veio o diagnóstico foi de rabdomiossarcoma, um câncer considerado raro. Leia também Fábia Oliveira Após relato de Leifert, médicos alertam sobre câncer ocular infantil Saúde Câncer infantil: pesquisa com minitumores aumenta esperança de cura Saúde 10 crianças concebidas com esperma do mesmo doador desenvolvem câncer Mundo EUA deporta mães e filhos para Honduras, incluindo criança com câncer Tamanho do tumor As varreduras revelaram um tumor de 12 centímetros entre a próstata e a bexiga e uma biópsia confirmou o diagnóstico de rabdomiossarcoma em estágio três, um tipo raro de câncer que pode atingir qualquer tecido mole no corpo, sendo mais comum em crianças. Iniciou-se uma rotina pesada de tratamento para a família. “Eram cinco dias seguidos de quimioterapia forte, duas semanas de pausa e outro ciclo. Meu filho ficou internado por meses. Ele perdeu 25% do peso porque não comia. Também não andava, fazia fisioterapia diária e o tumor pressionava o nervo ciático”, conta Caroline à página do hospital. De março a maio de 2019, Gaspard passou três meses na Flórida, nos Estados Unidos, onde recebeu radioterapia por feixe de prótons, uma terapia avançada para diminuir o tamanho do tumor. Em março, o câncer havia reduzido para cerca de sete centímetros e, em julho, estava entre dois e três, até que desapareceu. Em maio de 2024, Gaspard comemorou cinco anos sem sinais de câncer em seu organismo. O risco desse tipo de câncer voltar é mínimo. Cânceres infantis são raros Embora o rabdomiossarcoma seja o terceiro mais comum entre os sarcomas, cânceres generalistas dos tecidos moles, o Manual MSD estima que nos EUA o número de casos anuais da doença seja inferior a 400. Casos de câncer em crianças são muito mais raros que em adultos, mas também podem ser especialmente agressivos pela velocidade de produção de céulas do organismo. Os sintomas variam conforme a localização do tumor, mas no caso de câncer geniturinário, como o do menino, há dor abdominal, massa abdominal palpável, dificuldades para urinar, constipação, diarreia, sangue nas fezes e perda de peso sem explicação. Segundo a oncologista Mariana Michalowski, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope), a agilidade no diagnóstico pode ser decisiva: “Quanto antes conseguimos identificar a doença, maiores são as chances de que a criança ou o jovem esteja menos adoecido, com uma doença mais localizada, o que significa um tratamento menos intensivo. O câncer da infância e da juventude é uma doença curável”, pontua a médica. O tratamento é conduzido por uma equipe multidisciplinar e pode incluir cirurgia para remoção do tumor, quimioterapia e radioterapia. A maioria das crianças maiores de 1 ano e menores de 10 tem boas chances de recuperação sem sequelas e com baixo risco de reicidivas. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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