Mulher tem sintomas de câncer descartados por ser “muito jovem” Ouvir 4 de fevereiro de 2025 A britânica Vikki Ellis tinha apenas 23 anos quando começou a sentir dores intensas na parte inferior das costas e notou um corrimento vaginal anormal. Os médicos, inicialmente, presumiram que se tratava de uma infecção sexualmente transmissível (IST), mas dois anos depois ela foi diagnosticada com um tumor no colo de útero. “Como eu não apresentava sangramento, que é um dos principais sinais do câncer de colo de útero, os médicos acreditavam que o problema era causado por uma IST, mesmo após todos os testes darem negativo”, contou a jovem em entrevista ao jornal britânico The Sun. Vikki chegou a pedir um exame adicional, mas os sintomas foram ignorados. Além disso, foi considerada “muito jovem” para fazer a citopatologia do colo do útero. No Reino Unido o exame só é oferecido a mulheres a partir dos 25 anos. Enquanto isso, os sinais da doença persistiam e se tornavam cada vez mais incômodos. “Eu sentia dor durante o sexo, tinha corrimento irregular e uma dor lombar intensa”, relembra. Ainda assim, os médicos não suspeitavam de algo mais grave. Leia também Saúde Jovem tem câncer do colo do útero confundido com estresse: “Faça yoga” Saúde Vacina contra HPV diminui 62% das mortes por câncer de colo de útero Saúde Jovem descobre câncer avançado após confundir sintomas com estresse Saúde Jovem descobre câncer após médicos descartarem sintomas como ansiedade Em novembro de 2014, ao completar 25 anos, a britânica realizou o primeiro exame, mas os resultados foram inconclusivos. Um novo teste, feito pouco antes do Natal, revelou células anormais. Em março de 2015, após uma colposcopia — procedimento que analisa com mais detalhes o colo do útero —, ela foi encaminhada para um hospital especializado. “Tudo o que me lembro da conversa é que estavam me encaminhando para o Royal Marsden Hospital, em Londres. Como já suspeitava, fui diagnosticada com câncer do colo do útero em estágio 1A2, indicando que o tumor havia crescido até 5 mm nos tecidos cervicais. O câncer provavelmente já estava lá por cerca de 18 meses antes de ser identificado”, relatou. Câncer de colo do útero Entre os tumores malignos, o câncer de colo do útero é o terceiro mais comum entre as mulheres no Brasil, atrás apenas do de mama e do colorretal. O principal causador da doença é o papilomavírus humano (HPV). Esse tipo de câncer é frequentemente chamado de “assassino silencioso” porque os sintomas podem ser confundidos com condições menos graves, como menstruações intensas e fadiga. Se detectado precocemente, a taxa de sobrevivência em cinco anos é de aproximadamente 95%. Porém, esse número cai para 15% quando a doença é identificada em estágios avançados, com metástase. 9 imagens Fechar modal. 1 de 9 Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação boonchai wedmakawand 2 de 9 Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença Phynart Studio/ Getty Images 3 de 9 A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc. Flashpop/ Getty Images 4 de 9 Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago FG Trade/ Getty Images 5 de 9 A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão South_agency/ Getty Images 6 de 9 Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido Peter Dazeley/ Getty Images 7 de 9 A presença de sangue nas fezes ou na urina pode ser sinal de câncer nos rins, bexiga ou intestino. Além disso, dor e dificuldades na hora de urinar também devem ser investigados RealPeopleGroup/ Getty Images 8 de 9 Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos ljubaphoto/ Getty Images 9 de 9 Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago DjelicS/ Getty Images Após o diagnóstico, a britânica foi informada de que precisaria passar por cirurgia e que isso poderia comprometer a fertilidade. Apesar das dificuldades, em 2017 ela deu à luz Florence, hoje com 7 anos. “O mais surpreendente para mim foi conseguir engravidar. Além disso, a data da minha cirurgia contra o câncer foi 12 de junho de 2015, e a previsão do parto da minha filha era 12 de junho de 2017. Quando ouvi a data, tive certeza de que era um sinal positivo — ela era meu bebê milagroso”, desabafou. Nova massa suspeita Em 2020, exames de acompanhamento detectaram uma “massa suspeita” no colo do útero de Vikki. Os médicos optaram pelo monitoramento trimestral, mas, quando uma segunda massa apareceu, a britânica foi indicada a passar por uma nova cirurgia, realizada em março de 2021. Para o alívio dela, os tumores eram benignos. Ainda assim, Vikki decidiu fazer uma histerectomia como medida preventiva. “Tenho muita sorte de estar aqui. Faço exames regulares e sou monitorada constantemente. Mas nem todas as mulheres têm a mesma sorte que eu. Meu maior arrependimento foi não ter insistido mais quando senti que algo estava errado”, afirmou. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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