Nutrólogo conta como o estresse influencia no diagnóstico de diabetes Ouvir 31 de dezembro de 2025 Durante muito tempo, a diabetes tipo 2 foi associada a pessoas mais velhas e ao acúmulo de hábitos não saudáveis ao longo da vida. Entretanto, esse cenário deixou de ser regra. Cada vez mais adultos com idades entre 30 e 45 anos recebem o diagnóstico, muitas vezes sem histórico clássico da doença ou fatores de risco como obesidade. O que chama a atenção é que, nesses casos, o problema costuma surgir de forma silenciosa e avançar com mais rapidez. Estresse contínuo, noites mal dormidas, alimentação desequilibrada e períodos longos em frente às telas criam um contexto que favorece alterações hormonais e metabólicas, o que pode antecipar o aparecimento da diabetes. “Mesmo sem obesidade, dormir pouco, passar muitas horas em frente às telas e ter uma alimentação desregulada já coloca adultos na casa dos 30 anos em situação de risco. O perfil da diabetes mudou, e agir mais cedo pode garantir mais anos de saúde”, ressalta o nutrólogo Ronan Araújo, membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso). Leia também Saúde Endocrinologistas apontam os sintomas silenciosos da diabetes Vida & Estilo Ciência revela por que não faltar ao treino, mesmo em dias de estresse Saúde Endocrinologista diz principais causas de diabetes e hábitos de risco Saúde Sem estresse: confira 5 hábitos para manter o cortisol equilibrado Estresse crônico muda o funcionamento do organismo Viver estressado com frequência faz o corpo funcionar como se estivesse sempre em situação de emergência. Nesses momentos, a produção de cortisol — hormônio liberado quando é preciso reagir rápido a algum problema — aumenta, fazendo com que o corpo tenha mais dificuldade para usar a insulina, responsável por controlar o nível de açúcar no sangue. Esse processo pode ser o resultado de uma rotina com muitas cobranças no trabalho, falta de descanso, excesso de tarefas e pouco tempo para se recuperar física e mentalmente. Com o passar do tempo, o organismo deixa de equilibrar bem a glicose, o que abre caminho para o desenvolvimento da diabetes tipo 2. Sono insuficiente dificulta controle do açúcar no sangue Dormir menos do que o necessário ou acordar várias vezes durante a noite também atrapalha o funcionamento do organismo. A falta de descanso desregula hormônios que controlam a fome, a saciedade e o nível de açúcar no sangue. O uso de celular, computador e televisão à noite piora ainda mais esse cenário, já que a luz das telas confunde o relógio biológico e impede um descanso de qualidade. Sem uma rotina de sono adequada, o corpo gasta energia de forma menos eficiente e o controle da glicose fica prejudicado, mesmo em pessoas jovens e aparentemente saudáveis. Como os primeiros sinais costumam ser leves, muitas só descobrem a alteração com exames. Principais sintomas da diabetes Sede excessiva. Fome constante, mas sem ganho de peso. Urina em excesso. Aparecimento de bolinhas no braço. Manchas escuras (especialmente no pescoço, virilha e axilas) e ou pequenas verrugas no corpo (comuns em estágios mais avançados da doença). Acúmulo de gordura abdominal. Alimentação inadequada e sedentarismo aceleram o problema Outro fator que influencia no desenvolvimento da diabetes é a rotina alimentar. Consumir frequentemente comidas prontas, industrializadas e com pouca fibra faz o nível de açúcar no sangue subir e cair rapidamente ao longo do dia. Somado a isso, passar muitas horas sentado reduz o gasto de energia e favorece o acúmulo de gordura na região abdominal. Esse tipo de gordura dificulta a ação da insulina e sobrecarrega o pâncreas, que precisa trabalhar mais para tentar manter a glicose em níveis adequados. O Brasil já tem cerca de 20 milhões de pessoas com diabetes, segundo dados do IBGE Prevenção da diabetes Para prevenir a diabetes, é importante observar o corpo como um todo, com exames de rotina, avaliação do peso e da distribuição de gordura, além de atenção aos hábitos. Dormir melhor, diminuir o tempo em frente às telas, manter uma alimentação equilibrada e praticar atividade física com regularidade fazem parte desse cuidado. “O desenvolvimento da diabetes está geralmente relacionado ao consumo excessivo de açúcar, mas a realidade é que a diabetes é uma condição complexa, influenciada também pela genética, pelo estilo de vida e pela história de saúde da pessoa”, afirma a endocrinologista Marcela Rassi, de Brasília. Notícias
Planta medicinal é aposta contra síndrome do ovário policístico (SOP) 7 de julho de 2024 Um estudo publicado na revista Science sugere que mulheres com síndrome do ovário policístico (SOP) podem se beneficiar das propriedades naturais da Artemísia, uma planta de origem chinesa fácil de encontrar em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. A síndrome do ovário policístico (SOP) afeta uma a cada dez… Read More
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