Oxford aponta 8 fatores de risco para demência modificáveis. Confira Ouvir 30 de outubro de 2023 Quatro em cada dez diagnósticos de demência estão relacionados a oito fatores de risco modificáveis, ou seja, que poderiam ser evitados. A informação vem de um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, publicado na revista BMJ Mental Health em agosto. Estima-se que 50 milhões de pessoas vivem com demência em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que o número irá crescer 150% até 2050, passando para 139 milhões de diagnósticos. Leia também Claudia Meireles Veja qual dieta apoiada pela ciência ajuda a reduzir risco de demência Claudia Meireles Ficar muito tempo sentado aumenta risco de demência, diz estudo Saúde Estudo revela profissões que potencializam o risco de sofrer demência Saúde Estudo: microplásticos causam alterações similares à demência em ratos Os pesquisadores do Departamento de Psiquiatria da universidade analisaram dados de saúde de 220.762 pessoas com idades entre 50 e 73 anos, inscritos em estudos de longa duração do UK Biobank e do Whitehall II Study. O objetivo era monitorar os 28 fatores de risco conhecidos para descobrir os de maior impacto. Fatores de risco para a demência Onze fatores foram associados a um risco mais significativo para o desenvolvimento de qualquer doença relacionada à demência ao longo de 14 anos. Apenas três deles não podem ser alterados pelo paciente: idade, ser homem e ter um diagnóstico de demência em casa (do pai ou mãe). No entanto, oito dos fatores podem ser controlados para reduzir o risco de um diagnóstico futuro. A lista inclui: Menos escolaridade; Histórico de diabetes; Histórico de depressão; Histórico de acidente vascular cerebral (AVC); Classe socioeconômica mais baixa; Pressão alta; Colesterol alto e Viver sozinho. “Há coisas que todos podemos fazer para ajudar a reduzir o nosso risco de demência”, afirmou a professora Sana Suri, uma das autoras do estudo. 3 Cards_Galeria_de_Fotos (2) Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas PM Images/ Getty Images ***Foto-medico-olhando-tomografia.jpg Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista Andrew Brookes/ Getty Images ***Foto-mulher-com-a-mao-na-cabeca.jpg Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce Westend61/ Getty Images ***Foto-idoso-com-as-maos-na-cabeca.jpg Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano urbazon/ Getty Images ***Foto-pessoa-andando-em-um-labirinto.jpg Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença OsakaWayne Studios/ Getty Images ***Foto-idoso-com-as-maos-na-cabeca-2.jpg Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns Kobus Louw/ Getty Images ***Foto-medicos-olhando-tomografia.jpg Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença Rossella De Berti/ Getty Images ***Foto-maos-em-cima-da-mesa-segurando-remedio.jpg O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida Towfiqu Barbhuiya / EyeEm/ Getty Images Voltar Progredir 0 De acordo com ela, o acúmulo de fatores de risco aumenta as chances de o indivíduo desenvolver demência. “Embora a idade avançada (60 anos ou mais) e o histórico familiar confiram o maior risco, fatores modificáveis, como diabetes, depressão e pressão arterial elevada, também desempenham um papel fundamental. Por exemplo, o risco estimado para uma pessoa com todos estes sintomas será aproximadamente três vezes maior do que o de uma pessoa da mesma idade que não os tenha”, afirmou em comunicado à imprensa. A cientista pondera, entretanto, que se enquadrar em alguma (ou algumas) condição da lista não significa que a pessoa desenvolverá demência: algumas pessoas podem simplesmente não sofrer declínio cognitivo. “É importante lembrar que esta pontuação de risco apenas nos informa sobre as nossas chances de desenvolver demência; não representa um resultado definitivo”, enfatiza Sana. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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