Pacientes têm lembranças da vida enquanto são reanimados, diz estudo Ouvir 14 de setembro de 2023 No que pensamos antes de morrer? O momento ainda é um mistério para a ciência, mas pesquisadores da NYU Grossman School of Medicine e da NYU Langone Health, ambas nos Estados Unidos, descobriram que pacientes com parada cardíaca têm lembranças de toda a vida enquanto estão sendo reanimados. A pesquisa foi publicada nesta quinta (14/9) na revista científica Resuscitation. “Este é o primeiro estudo grande a mostrar que essas lembranças e mudanças nas ondas cerebrais podem ser sinais de elementos universais partilhados nas chamadas experiências de quase morte”, afirma um dos autores, o professor Sam Parnia, da NYU Langone Health, em comunicado à imprensa. Leia também Saúde Experiência de quase morte: estudo desvenda pensamentos dos pacientes Saúde Estudo vê cérebro na hora da morte e sugere flashes de “filme da vida” Fábia Oliveira Thaynara OG revela experiência de quase morte após lipo: “Me arrependo” Celebridades Luciano Szafir fala pela primeira vez sobre experiência de quase morte O estudo analisou 567 pacientes que sofreram paradas cardíacas enquanto internados entre maio de 2017 e março de 2020 nos Estados Unidos e Reino Unido. Entre eles, 85 foram monitorados via eletroencefalografia para verificar as ondas cerebrais enquanto eram reanimados. Quatro em cada dez pacientes relataram ter passado por alguma experiência no período. Segundo os autores do estudo, os participantes disseram ter se sentido mais presentes no momento e ter experimentado experiências lúcidas. Alguns tiveram uma percepção de separação do corpo, onde observaram os esforços de ressuscitação sem dor ou estresse, e puderam fazer uma avaliação de suas ações e relacionamentos. Pacientes que passam por reanimação cardíaca podem ter acesso a lembranças de infância Um paciente disse ter sentido seu peito sendo esfregado durante a ressuscitação. Três tiveram experiências semelhantes a sonhos. Alguns contaram sentir a manobra de reanimação cardiorrespiratória. Uma pessoa disse ter escutado a avó falecida dizendo-lhe para voltar ao corpo, outras sentiram que estavam sendo levadas para um destino que consideravam seu lar. As principais reações em pacientes reanimados foram: Avaliação da vida, como ver memórias e avaliar como trataram outras pessoas; Sensação de “ir para outro destino”; Ter conhecimento de que está passando por uma manobra de reanimação cardiorrespiratória; Estar ciente das atividades em terapia intensiva após a RCP; Os pesquisadores acreditam que quando o cérebro está morrendo, remove o sistema de inibição natural e o paciente tem acesso a uma “nova dimensão da realidade”, quando lembra de memórias lúcidas desde a primeira infância. “Apesar de os médicos acharem há muito tempo que o cérebro sofre danos permanentes 10 minutos depois que o coração para de fornecer oxigênio, nosso trabalho descobriu que o órgão pode mostrar sinais elétricos durante o processo de reanimação cardíaca”, explica Parnia. Entre os pacientes que participaram do estudo, apenas 10% se recuperaram o suficiente para receber alta. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Conheça os sintomas da leucemia, doença da filha de Roberto Justus 26 de janeiro de 2024 A influenciadora Fabiana Justus, filha do empresário Roberto Justus, contou em suas redes sociais nessa quinta-feira (25/1) que foi diagnosticada com leucemia mieloide aguda (LMA). “O nome assusta, tudo assusta”, diz Fabiana, em vídeo. Na publicação, ela conta que os sintomas apareceram de forma súbita, o que é uma característica… Read More
Notícias Anticoncepcionais podem causar trombose? Ginecologista explica 22 de agosto de 202323 de agosto de 2023 As pílulas anticoncepcionais são um importante método contraceptivo, mas que vem sendo deixado de lado desde a disseminação de casos de trombose causados pelo remédio. No entanto, não são todas as opções que possuem essa doença como efeito adverso. Por isso, é importante entender os efeitos de cada um e… Read More
Melanoma: “Fui diagnosticada com a mesma doença que matou meu marido” 13 de setembro de 2025 A vida da professora Nélida Campos, 44 anos, ganhou novos rumos em 2018, quando seu marido, André Campos, recebeu o diagnóstico de melanoma acral em estágio 4 — um dos tipos mais agressivos do câncer de pele, que surge em áreas pouco expostas ao sol, como plantas dos pés e… Read More