Saiba o que acontece com o corpo quando você treina em jejum Ouvir 24 de novembro de 2024 Muitas pessoas optam por começar o dia realizando seus treinos sem se alimentar. Fazem isso pela conveniência de não ter que se preocupar com a comida antes do treino, pela preferência por treinar cedo ou pela aversão à sensação de ter comida no estômago durante os exercícios físicos. O personal trainer Stefan Gleissner, coordenador de musculação na Bodytech Eldorado, em São Paulo, explica que a ideia por trás do treino em jejum é aumentar a queima de gordura durante o exercício, já que os níveis de insulina estão mais baixos e a disponibilidade de glicose é reduzida. Leia também Saúde Treinar em jejum favorece a hipertrofia? Saiba impacto no corpo Saúde Especialistas esclarecem se pode beber água com limão em jejum Vida & Estilo Saiba qual bebida probiótica tem os mesmos efeitos que o jejum Vida & Estilo Descubra os melhores exercícios para fazer em jejum e queimar gordura Porém, em entrevista anterior ao Metrópoles, Gleissner alerta que essa estratégia não necessariamente leva a uma perda de peso significativa e pode produzir efeitos colaterais que até atrapalham a prática de atividades físicas, como tonturas e perda de massa muscular. O professor Ney Felipe Fernandes, da Faculdade Uniguaçu, considera que o treino em jejum é uma maneira prática de criar um déficit calórico, mas é importante que a pessoa reconheça os limites do corpo dela. “Até que o indíviduo se adapte a isso, pode haver uma perda de desempenho”, pondera. Quais são os efeitos de treinar em jejum 1) Melhora o perfil lipídico – Ocorre uma redução nos níveis do colesterol LDL (o colesterol ruim), VLDL e triglicerídeos, bem como uma manutenção nos níveis de HDL (o colesterol bom); 2) Favorece o emagrecimento – Quando bem planejado, o exercício em jejum favorece a quebra de gordura do tecido adiposo acumulado, levando a uma maior perda de peso e redução de medidas; 3) Queda no desempenho físico – O personal trainer Stefan Gleissner explica que, quando estamos sem comer, os níveis de glicogênio ficam reduzidos, o que compromete a performance; 4) Favorece o emagrecimento – Quando bem planejado, o exercício em jejum favorece a quebra de gordura do tecido adiposo acumulado, levando a uma maior perda de peso e redução de medidas; 5) Atrapalha a hipertrofia – Se o objetivo é a hipertrofia, a falta de comida pode atrasar os ganhos: se não há reservas de gordura, o corpo em jejum passa a queimar justamente outros nutrientes ou os próprios músculos que você penou para construir. Sinais de alerta e grupos que devem evitar a prática O professor de Educação Física Daniel Santos, da academia D’stak, em Brasília, ressalta que, quando o jejum não está sendo saudável, é possível perceber uma série de sintomas. De acordo com ele, tonturas, perda de pressão, sonolência, fadiga, ansiedade, irritabilidade e dificuldades na concentração são alertas de que que o corpo está sob grande estresse e que o jejum deve ser interrompido. Além disso, existem grupos específicos de pessoas que devem evitar fazer atividade física sem se alimentar. Entre eles, estão: Pessoas com distúrbios na pressão arterial; Portadores de diabetes e cardiopatias; Sedentários com sobrepeso; Idosos; Gestantes; Atletas de alto rendimento. Para esses grupos, Santos recomenda sempre consultar profissionais da área médica, de educação física e nutrição antes de iniciar qualquer prática de jejum. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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