Saiba qual é a melhor estratégia para eliminar a gordura no fígado Ouvir 20 de novembro de 2025 A gordura no fígado, conhecida como esteatose hepática ou fígado gorduroso, se tornou um dos problemas mais comuns da atualidade, impulsionado pelo avanço da obesidade, pré-diabetes, diabetes tipo 2 e hábitos alimentares ricos em ultraprocessados. Embora muitos pacientes descubram a condição por meio de exames de rotina, especialistas alertam que a doença pode evoluir silenciosamente e, sem tratamento, progredir para inflamação, fibrose e até cirrose. Por isso, entender qual é a melhor estratégia para eliminar a gordura e restaurar a função hepática é essencial. Leia também Vida & Estilo Caminhada ajuda a reduzir gordura no fígado? Médica explica Saúde Gordura no fígado: como é feito o diagnóstico de esteatose hepática Saúde Gordura no fígado: veja qual é o limite da regeneração do órgão doente Saúde Confira uma lista de hábitos simples para tratar a gordura no fígado O ponto central da doença está no metabolismo: quando o corpo passa a responder mal à insulina — condição chamada resistência à insulina —, o fígado é diretamente afetado. É ele quem tenta compensar o descontrole glicêmico produzindo mais glicose e, ao mesmo tempo, convertendo parte desse excesso em gordura. Com o tempo, o órgão entra em sobrecarga, acumulando triglicerídeos nas células hepáticas. A endocrinologista Daniela Gebrim explica que a falta do controle da glicose, associada à resistência à insulina, leva o fígado a produzir e acumular gordura, a chamada esteatose hepática. “O primeiro passo metabólico para reverter esse processo é melhorar a sensibilidade à insulina por meio da perda de peso e do controle glicêmico, interrompendo esse ciclo de acúmulo de gordura hepática”, explica a médica. O que é gordura no fígado? Popularmente chamada de gordura no fígado, a esteatose hepática acontece quando as células do órgão acumulam gordura em excesso. Nos estágios iniciais, a condição costuma ser silenciosa e não apresenta sintomas evidentes. À medida que progride, porém, podem surgir dores abdominais na parte superior direita do abdômen, cansaço, fraqueza, perda de apetite, aumento do fígado, inchaço na barriga, dor de cabeça frequente e dificuldade para perder peso. As principais causas estão relacionadas à obesidade, à diabetes, ao colesterol alto e ao consumo excessivo de álcool. A doença é mais comum em mulheres sedentárias, já que o hormônio estrogênio favorece o acúmulo de gordura no fígado. Ainda assim, pessoas magras, que não bebem, e até crianças também podem desenvolver a condição. Esse mecanismo explica por que a abordagem mais eficaz para eliminar a gordura no fígado começa, obrigatoriamente, pela correção do metabolismo. Não se trata apenas de reduzir calorias, mas de reorganizar a forma como o corpo lida com a glicose. Quando a sensibilidade à insulina melhora, o fígado deixa de produzir gordura em excesso e passa a direcionar energia corretamente, permitindo que o órgão reduza o acúmulo lipídico. É nesse contexto que entram os medicamentos modernos usados no manejo metabólico. Os agonistas de GLP-1 — como a semaglutida — e os agonistas duplos GIP/GLP-1 — como a tirzepatida — ganharam destaque por promoverem perda de peso consistente, melhora do controle glicêmico e redução direta da gordura hepática. A endocrinologista Marília Bortolotto, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), reforça que esses medicamentos são indicados principalmente para pessoas com obesidade, diabetes tipo 2 ou doença hepática associada à disfunção metabólica. Essas terapias ajudam a reduzir o acúmulo de gordura no fígado e podem até retardar a progressão da fibrose. Bortolotto alerta ainda para a influência dos hábitos alimentares: “O excesso de carboidratos, açúcar e ultraprocessados estão entre os maiores inimigos da saúde do fígado”. Outra recomendação importante da especialista é o consumo moderado de café. “A ingestão de até duas xícaras de café por dia pode oferecer proteção contra fibrose e câncer de fígado a longo prazo”, afirma. 4 imagensFechar modal.1 de 4 A esteatose hepática é popularmente conhecida como gordura no fígado Mohammed Haneefa Nizamudeen/Getty Images2 de 4 A condição de gordura no fígado acomete 30% da população mundial Magicmine/Getty Images3 de 4 Alterações na função hepática podem provocar distúrbios do sono, como insônia, sonolência diurna e ciclos de descanso irregulares Science Photo Library – SCIEPRO/Getty Images4 de 4 No início, as manifestações costumam ser inespecíficas, como cansaço, fraqueza, perda de apetite, náuseas, sensação de inchaço abdominal ou desconforto do lado direito do abdome Magicmine/Getty Images Segundo as especialistas, a perda de peso é um marcador decisivo na reversão da doença. Quando reduzimos ao menos 5% do peso corporal, a gordura hepática já diminui significativamente. A partir de 7%, observa-se redução de inflamação, e perdas acima de 10% estão associadas à regressão de fibrose em estágios iniciais — um ponto essencial para evitar evolução para cirrose. Ao mesmo tempo, identificar quem tem maior risco de progressão é fundamental. Pessoas com diabetes tipo 2, resistência à insulina grave, obesidade, dislipidemia ou transaminases persistentemente elevadas fazem parte do grupo que exige acompanhamento mais rigoroso. Exames além do ultrassom — como elastografia (FibroScan), cálculos como o FIB-4 e avaliações laboratoriais de função hepática e glicemia — ajudam a entender o estágio da doença e orientar o tratamento. Em situações específicas, a biópsia hepática ainda é considerada o padrão-ouro para avaliar inflamação e fibrose. No fim, a melhor estratégia para eliminar a gordura no fígado não depende apenas de uma ação isolada, mas de um conjunto de medidas que reorganizam o metabolismo, protegem o órgão e reduzem os fatores que alimentam a doença. Controlar a glicose, perder peso, ajustar a alimentação, tratar a resistência à insulina, usar medicamentos quando necessário e monitorar o fígado de forma adequada são os pilares que sustentam essa reversão. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Câncer de bexiga: saiba causas e sintomas mais comuns da condição 20 de dezembro de 2025 Conhecido por ser um tumores urológicos mais comuns, o câncer de bexiga ocorre quando há um crescimento desordenado de células na parede do órgão responsável por armazenar urina. A condição afeta majoritariamente homens, especialmente após os 65 anos de idade, mas também pode acontecer em mulheres. Leia também Saúde Coloproctologista… Read More
Conheça superalimento que funciona como aliado de pessoas 50+ 23 de novembro de 2024 O amendoim é considerado um superalimento devido à quantidade de nutrientes que acrescenta às dietas. Da mesma família do feijão e das lentilhas, ele aumenta o aporte de proteínas se incorporado ao cardápio diário. Em entrevista ao Sport Life, a nutricionista Jéssica de Freitas ressaltou a importância das proteínas na… Read More
Notícias Embolização: saiba novo procedimento ao qual Lula será submetido 11 de dezembro de 2024 A equipe médica que atende o presidente Luis Inácio Lula da Silva no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, divulgou novo boletim médico informando que o presidente passará por uma embolização de artéria meníngea média na manhã de quinta-feira (12/12) A embolização é um procedimento médico usado para bloquear ou reduzir… Read More