Seguir 8 hábitos saudáveis diminui em 30% o risco de morte, diz estudo Ouvir 29 de maio de 2024 Um estudo que acompanhou pacientes por 14 anos foi capaz de comprovar aquilo que no fundo já sabemos: ter uma vida saudável afasta o risco de morte prematura. A investigação publicada nesta quarta-feira (29/5) no Journal of the American Heart Association foi capaz de demonstrar em números os impactos da adoção de oito hábitos: eles ajudam a diminuir as chances de óbito, especialmente por causas cardíacas, em quase 40%. Leia também Saúde Como ter uma vida saudável? Veja 3 dicas para alcançar esse objetivo Vida & Estilo Expert em longevidade lista 3 dicas para ter uma vida longa e saudável Saúde Cardiologista revela 6 pilares para uma vida saudável e longa Saúde Vida saudável nem sempre garante colesterol controlado. Entenda Oito hábitos para manter uma vida saudável Após observar os históricos de saúde e exames de milhares de voluntários, os cientistas chegaram a uma lista de hábitos que foram considerados efetivos afastar o risco de morte prematura: Comer melhor: tente integrar o máximo de frutas e vegetais, proteínas magras, nozes e sementes à dieta; Ser fisicamente ativo: pratique ao menos 150 minutos de atividade física moderada por semana; Não fumar: não experimente cigarro e se já o tiver feito, procure ajuda para deixá-lo; Ter bons hábitos de sono: durma de 7 a 9 horas de sono todas as noites; Controlar o peso: mantenha um índice de massa corporal (IMC) entre 18,5 e 25. Para calcular o IMC, divida o peso pelo quadrado da altura; Controlar o colesterol: faça exames de sangue periódicos para monitorar o seu colesterol não HDL, que acaba se acumulando nas artérias; Manter a pressão arterial saudável: mantenha a pressão em, no máximo, 12 por 8. Se a pressão variar com frequência, é bom consultar um cardiologista; Manter índices controlados de açúcar no sangue: os exames de sangue devem monitorar também a hemoglobina A1c, que pode refletir o controle da glicose em pessoas com diabetes ou pré-diabetes. Os pesquisadores analisaram os dados de 3.693 pessoas que participaram do Framingham Heart Study, um estudo que acompanhou por décadas a saúde de um grande grupo de pessoas nos Estados Unidos para comprovar a ligação de doenças cardíacas com a genética. No novo levantamento, os participantes foram divididos em grupos com notas de 0 a 100 em relação aos seus níveis de adoção dos hábitos de saúde física. A medida que eles ganhavam mais pontos, os riscos de morte diminuiam, sem importar a herança familiar deles. Para cada aumento de 13 pontos na pontuação dos hábitos, houve um risco 35% menor de doença cardiovascular e 36% menor nas mortes por essa causa. Os riscos de óbito em geral foram cortados em 29%. Melhores dietas para comer saudável Food containing magnesium and potassium Dieta Dash – A sigla significa, em português, Métodos para Combater a Hipertensão e foca não só em diminuir a quantidade de sódio ingerida, mas em alimentos ricos em proteínas, fibras, potássio, magnésio e cálcio. A dieta tem 20 anos e é reconhecida por várias publicações científicas pela eficiência em reduzir a pressão arterial e controlar o peso iStock dieta_mediterranea Dieta Mediterrânea – Baseada em alimentos frescos, escolhidos conforme a estação do ano, e naturais, é interessante por permitir consumo moderado de vinho, leite e queijo. O cardápio é tradicional na Itália, Grécia e Espanha, usa bastante peixe e azeite, e, desde 2010, é considerado patrimônio imaterial da humanidade. Além de ajudar a perder peso, diminui o risco de doenças cardiovasculares dose-juice-ocnsb17U6FE-unsplash Dieta Flexitariana – Sugere uma redução de até 70% do consumo de carne, substituindo a proteína animal por vegetais, frutas, sementes, castanhas e cereais. Com o regime, o organismo ficaria mais bem nutrido e funcionaria melhor. É recomendado começar trocando a carne vermelha por frango ou peixe e procurar um nutricionista para acompanhar a necessidade de suplementação de vitamina B12, encontrada em alimentos de origem animal Dose Juice/Unsplash Buddha bowl dish with chicken fillet, brown rice, pepper, tomato, broccoli, onion, chickpea, fresh lettuce salad, cashew and walnuts. Healthy balanced eating. Top view. White background Dieta MIND – Inspirada nas dietas Mediterrânea e Dash, a MIND é feita especificamente para otimizar a saúde do cérebro, cortando qualquer alimento que possa afetar o órgão e focando em nozes, vegetais folhosos e algumas frutas. Um estudo feito pelo Instituto Nacional de Envelhecimento dos Estados Unidos descobriu que os pacientes que seguiram a dieta diminuíram o risco de Alzheimer de 35% a 53%, de acordo com a disciplina para seguir as recomendações iStock Ingredients for a healthy breakfast Dieta TLC – Criada pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, pretende cortar o colesterol para melhorar a alimentação dos pacientes. São permitidos vegetais, frutas, pães integrais, cereais, macarrão integral e carnes magras. Há variações de acordo com cada objetivo, como melhorar o colesterol e perder peso david-b-townsend-fV3zTanbO80-unsplash Dieta Nórdica – Como o nome sugere, a dieta é baseada na culinária de países nórdicos e dá bastante enfoque ao consumo de peixes (salmão, arenque e cavala), legumes, grãos integrais, laticínios, nozes e vegetais, além de óleo de canola no lugar do azeite. Segundo a OMS, o regime reduz o risco de câncer, diabetes e doenças cardiovasculares David B Townsend/Unsplash stir fried vegetables Dieta Volumétrica – Criada pela nutricionista Barbara Rolls, a ideia é diminuir a quantidade de caloria das refeições, mas mantendo o volume de alimentos ingeridos. São usados alimentos integrais, frutas e verduras que proporcionam saciedade e as comidas são divididas pela densidade energética ola-mishchenko-VRB1LJoTZ6w-unsplash Vigilantes do Peso – O programa existe há mais de 50 anos e estabelece uma quantidade de pontos para cada tipo de alimento e uma meta máxima diária para cada pessoa, que pode criar o próprio cardápio dentro das orientações. Além disso, há o incentivo a atividades físicas e encontros entre os participantes para trocar experiências Ola Mishchenko/Unsplash rui-silvestre-D3lKRy7A_FY-unsplash Dieta Mayo Clinic – Publicada em 2017 pelos médicos da Mayo Clinic, um dos hospitais mais reconhecidos dos Estados Unidos, o programa é dividido em duas partes: perca e viva. Na primeira etapa, 15 hábitos são revistos para garantir que o paciente não desista e frutas e vegetais são liberados. Em seguida, aprende-se quantas calorias devem ser ingeridas e onde encontrá-las. Nenhum grupo alimentar está eliminado e tudo funciona com equilíbrio Rui Silvestre/Unsplash sharon-chen-L1ZhjK-R6uc-unsplash Dieta Asiática – O continente é enorme, mas há traços comuns na gastronomia de toda a região. Uma ONG de Boston definiu uma pirâmide alimentar baseada nos costumes orientais: vegetais, frutas, castanhas, sementes, legumes e cereais integrais, assim como soja, peixe e frutos do mar são muito usados, enquanto laticínios, ovos e outros óleos podem ser consumidos em menor frequência. A dieta pede também pelo menos seis copos de água ou chá por dia, e saquê, vinho e cerveja podem ser degustados com moderação Sharon Chen/Unsplash Voltar Progredir 0 A pesquisa mostrou que em todos os grupos populacionais a adoção dos hábitos saudáveis levou a uma maior expectativa de vida. As pessoas que tinham genética prejudicial, entretanto, tiveram resultados mais expressivos: aqueles com histórico familiar que poderia levar a doenças cardíacas foram os mais beneficiados por uma vida saudável. “Nosso estudo mostrou que pessoas com alta chance genética de envelhecer mais rápido e ter mais doenças podem modificar o risco com o qual nasceram”, afirma o cardiologista Jiantao Ma, autor principal do estudo. Embora o código genético que nos forma seja fixo, ele não é inteiramente “ligado”. Fatores ambientais modificam a expressão desses genes os tornando mais ou menos presentes. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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