Tratamento brasileiro devolve movimento a pessoas com lesão na medula Ouvir 10 de setembro de 2025 Pesquisadores brasileiros apresentaram, nessa terça-feira (9/9), a polilaminina. O medicamento, feito a partir de uma proteína extraída da placenta, foi anunciado como uma promessa para a restauração de lesões na medula espinhal, auxiliando na recuperação total ou parcial do paciente. Em estudo experimental, o tratamento foi capaz de devolver parte dos movimentos de pacientes que tiveram lesão na medula. “É uma alternativa mais acessível e segura do que as células-tronco. Nossos estudos estão em estágio mais avançado, pois as células-tronco possuem imprevisibilidade após a aplicação”, destacou a bióloga Tatiana Coelho Sampaio, principal autora do estudo, em comunicado à imprensa. O projeto é fruto de uma parceria entre o laboratório farmacêutico brasileiro Cristália e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Tatiana, que atua no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, liderou o estudo. Leia também Saúde Tratamento melhora movimento em pessoas com lesão na medula espinhal Saúde Brasil testa cirurgia que recupera ereções em homens com lesão medular Brasil Após transplante de medula, menino faz festa com bombeiros. Vídeo Saúde Brasileiro que doou medula óssea 3 vezes: “Super-herói da vida real” A bióloga iniciou o estudo sobre lesões na medula espinhal em 2007 e descobriu que a laminina, uma proteína presente na placenta humana, é capaz de atuar no sistema nervoso, melhorando lesões na medula espinhal e recuperando a movimentação do corpo em casos de paraplegia (paralisia dos membros inferiores) e tetraplegia (paralisia de membros inferiores e superiores). Oito pacientes participaram da fase experimental dos testes com o tratamento, que é aplicado diretamente na coluna. Entre eles, um homem de 31 anos com lesão causada por acidente de trânsito e uma mulher de 27 anos, lesionada por queda. Em ambos os casos foi registrada a recuperação total ou parcial dos movimentos. Testes realizados em cães com lesões mostraram o estabelecimento total nos que tiveram a medula espinhal rompida. Já em ratos de laboratório, os efeitos da medicação foram rápidos, com resultados em apenas um dia. Segundo os pesquisadores, quando a polilaminina é reintroduzida no corpo, ela pode ajudar a parte mais longa do neurônio a abrir um novo caminho no local da lesão até o próximo neurônio. É como se o medicamento recriasse o caminho interrompido pela lesão medular. Com esse mecanismo, ele pode voltar a gerar o impulso elétrico necessário para a realização de movimentos que antes eram inviáveis. Acidentes de trânsito, quedas e ferimentos por arma de fogo podem causar lesões sérias na medula espinhal O laboratório aguarda autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para começar a primeira fase de estudos clínicos. Esta etapa deve contar com a participação de aproximadamente cinco pacientes. Enquanto aguarda uma resposta, a equipe se adiantou firmando uma parceria com hospitais para coletas voluntárias de placentas de mulheres saudáveis. A etapa é fundamental para viabilizar a continuidade do projeto científico. Nova esperança para o tratamento de lesões na medula Segundo Ogari Pacheco, fundador do laboratório Cristália, a produção da polilaminina colocará o Brasil na vanguarda da medicina. “Isso não é apenas uma conquista científica nacional, mas também a realização de um sonho para médicos como eu, que já testemunharam o sofrimento de pacientes com lesão medular”, afirma. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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