Confraternizações de fim de ano: vale a pena ir à academia de ressaca? Ouvir 7 de dezembro de 2024 A ressaca pode ser a principal inimiga de quem tenta seguir uma rotina saudável em dezembro. Depois de uma noite de bebedeira com os amigos, relembrando os principais acontecimentos do ano nas tradicionais festas de confraternização, é raro acordar com disposição para malhar. Mas afinal de contas, vale a pena praticar exercícios físicos de ressaca? Especialistas ouvidos pelo Metrópoles avaliam que depende da atividade física escolhida. Os exercícios aeróbicos, por exemplo, até ajudam a amenizar o mal-estar, mas os de alta intensidade não são indicados. Leia também Saúde Sem bateria social? Veja como manter o ânimo nas confraternizações Saúde Festas de fim de ano: o que acontece se você beber todos os dias Vida & Estilo Descubra quais alimentos acabam com a ressaca e ajudam a emagrecer Vida & Estilo Xô, ressaca! Suco natural desintoxica o corpo de quem exagerou na dose De acordo com o médico do esporte Fernando Hess Câmara Melo, professor da Universidade Santo Amaro (Unisa), a decisão sobre se exercitar ou descansar depende da quantidade de álcool ingerida e da condição em que a pessoa se encontra. Além de atrapalhar os resultados, a ingestão de álcool horas antes de atividades físicas de alta intensidade — como a musculação — pode ser negativa para a saúde. O consumo abusivo leva à alteração no pH, aumento do metabolismo do fígado, acúmulo de substâncias no sangue, desidratação com sobrecarga dos rins e lentificação dos reflexos, por exemplo. “Temos muitas repercussões causadas pelo álcool. Dentre elas, danos em neurônios e até em algumas funções motoras, com alterações na comunicação com os nossos músculos. O fato de estar desidratado, com a lentificação dos reflexos, com desconfortos gástricos e eventualmente uma alteração absortiva por conta desse abuso, faz com que a ida para a academia não seja tão benéfica”, afirma Melo. O nutricionista Bernardo Romão de Lima, que dá aulas na Universidade de Brasília (UnB), acrescenta que o álcool é tóxico para os órgãos do sistema digestivo, afetando os tecidos do estômago e do intestino. Além disso, ele deprime o sistema nervoso, causando sono sem a liberação dos hormônios reparadores. Ou seja, dormir após beber não resolve o cansaço. Qual é o melhor tipo de exercício Se a vontade de se exercitar estiver grande, a melhor opção é focar nos exercícios aeróbicos. Segundo Melo, a corrida leve ajuda a acelerar a metabolização do álcool, amenizando o mal-estar. Mas limite-se a uma atividade de baixa intensidade. Exercícios intensos estimulam o fígado a criar novas formas de produzir energia, o que pode contribuir para a formação de lesões hepáticas. “Qualquer excesso de volume de treino — seja de carga ou de intensidade, no aeróbico ou no resistido — tende a fazer com que a gente use mais o fígado. Se ele já estiver sobrecarregado por conta do consumo alcoólico prévio, estará mais cansado e teremos mais tendência a sofrer lesões hepáticas”, explica Melo. Além disso, o médico explica que quando estamos de ressaca, o sangue fica com um pH menor e a atividade física em intensidade alta piora esse quadro. Na tentativa de balancear o organismo e expulsar o ácido, o corpo entra em estado de acidose — o principal sintoma é a náusea. Como se recuperar da ressaca? Os sintomas característicos da ressaca, como dor de cabeça e náusea, estão relacionados à desidratação e alimentação incorreta, com carência de carboidratos. Para evitá-los, o ideal é beber dois copos de água para cada copo de álcool, aconselha Romão de Lima. Mas se você esqueceu da dica durante a farra, o ideal é se hidratar no dia seguinte com água, isotônicos, água de coco, fazer refeições leves e sem muitos condimentos. “Cremes, sopas vegetais e carnes brancas são indicados para que você não irrite ainda mais as mucosas estomacais e intestinais. Isso ajuda a curar a ressaca”, afirma o nutricionista. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Estudo mostra por que mulheres aparentemente saudáveis sofrem infartos 3 de setembro de 2025 O infarto e o derrame não atingem apenas pessoas com pressão alta, colesterol elevado, diabetes ou histórico de tabagismo. Estudos mostram que até metade dos casos ocorre em indivíduos considerados saudáveis, sem os chamados fatores de risco tradicionais. Entre as mulheres, esse cenário é ainda mais preocupante, já que muitas… Read More
Notícias Entenda os riscos de beijar bebês recém-nascidos e como reduzi-los 1 de janeiro de 2025 *Artigo escrito pela professora Primrose Freestone, microbiologista clínica sênior na Universidade de Leicester, na Inglaterra, para a plataforma de divulgação científica The Conversation. Existe um viés cognitivo chamado “a maldição do conhecimento” (ou “a maldição da especialização”). Ocorre quando presumimos incorretamente que todos sabem tanto quanto nós sobre um determinado… Read More
Notícias Barulho do trânsito aumenta risco de ansiedade e depressão, diz estudo 18 de agosto de 2025 O barulho constante do trânsito pode trazer mais do que incômodo. Um estudo conduzido pela Universidade de Oulu, na Finlândia, mostrou que jovens que vivem em locais com ruído acima de 53 decibéis (dB) — valor considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde (OMS) — têm risco aumentado de desenvolver… Read More