Variação do colesterol pode aumentar risco de demência, diz estudo Ouvir 21 de fevereiro de 2025 Um estudo realizado por pesquisadores australianos descobriu que grandes variações nos níveis de colesterol podem levar a um risco significativamente maior de idosos desenvolverem declínio cognitivo e demência. A pesquisa, publicada em janeiro na revista científica Neurology, foi feita a partir da análise dos dados de 9.846 pessoas com idade média de 74 anos. Os idosos acompanhados fizeram medições dos níveis de colesterol total, LDL e HDL e triglicerídeos anualmente, durante quatro anos. Eles também passaram por testes cognitivos. Leia também Vida & Estilo Nutri lista 5 melhores frutas para controlar colesterol e pressão alta Vida & Estilo 2 frutas baratas que atuam no controle do colesterol e da pressão alta Saúde Entenda como o colesterol alto pode prejudicar a saúde do cabelo Vida & Estilo 3 sucos naturais que diminuem o colesterol e “sugam” gordura do sangue Os cientistas observaram que, do número total de participantes, 509 desenvolveram alguma forma de demência. Entre as pessoas do grupo com maior variação no colesterol total, 147 de 2.408 foram afetadas (11,3 casos por 1.000 pessoas/ ano de estudo). Já entre os voluntários com menor variação, 98 de 2.437 desenvolveram demência (7,1 casos por 1.000 pessoas/ ano de estudo). 10 imagens Fechar modal. 1 de 10 O colesterol é um composto gorduroso essencial para produção da estrutura das membranas celulares e de alguns hormônios Sebastian Kaulitzki/Science Photo Library/Getty Images 2 de 10 No entanto, o que entendemos normalmente como colesterol é, na verdade, um somatório de diferentes tipos: os famosos HDL e LDL Getty Images 3 de 10 O LDL, conhecido como colesterol “ruim”, quando está em níveis altos, pode formar uma placa nas paredes das artérias, dificultando ou impedindo a passagem do sangue istock 4 de 10 Quanto mais elevadas as taxas de LDL, maior o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC) VSRao/https://pixabay.com 5 de 10 Apesar de silencioso, alguns sinais podem dar indícios do problema Unsplash 6 de 10 São eles: xantelasmas e xantomas (pequenas bolinhas de gordura que aparecem na pele), dores na barriga, nos dedos dos pés e das mãos Getty Images 7 de 10 Para controlar o colesterol ruim é importante realizar, por exemplo, exercícios durante 30 minutos por dia, três vezes por semana iStock 8 de 10 Aumentar a ingestão de fibras solúveis, como farinha e farelos de aveia, que absorvem o excesso de colesterol no intestino e o eliminam do corpo Tatyana Berkovich/istock 9 de 10 Aumentar a ingestão de gorduras saudáveis, que estão presentes no azeite extravirgem e nos alimentos ricos em ômega 3 iStock 10 de 10 E aumentar a ingestão de bebidas como chá-preto e suco de berinjela, que também ajudam no controle do colesterol Tatyana Berkovich/istock Ao levar em consideração outras variáveis que poderiam influenciar os resultados — como idade, tabagismo e pressão alta —, os pesquisadores observaram que pessoas com oscilações mais intensas no colesterol total apresentaram um risco 60% maior de desenvolver demência e 23% a mais de declínio cognitivo em comparação aos do grupo com menor variação. Ter oscilações no colesterol ruim (LDL) aumentou o risco de demência em 48% e de déficit cognitivo em 27%. Por outro lado, variações no colesterol bom (HDL) e triglicerídeos não tiveram associações significativas com demência. Limitações do estudo Os pesquisadores destacam que ainda não é possível estabelecer que as variações no colesterol podem causar demência. Porém, acreditam que essas oscilações podem afetar a saúde vascular cerebral, levando a prejuízos nos vasos sanguíneos e contribuindo para o aparecimento de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. Eles reconhecem que o estudo teve algumas limitações. Não foram considerados fatores como alimentação, exercício físico e variações na dosagem de medicamentos para colesterol. No entanto, os cientistas defendem que monitorar as flutuações do colesterol pode ser uma estratégia para identificar idosos com maior risco de demência. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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