Estudo diz que diabetes possibilita desenvolvimento de superbactérias Ouvir 26 de fevereiro de 2025 Um estudo realizado por pesquisadores norte-americanos descobriu que a diabetes pode estar associada a um desenvolvimento rápido de bactérias muito resistentes a antibióticos. A Staphylococcus aureus, utilizada como foco da pesquisa pelos observadores, é um patógeno que causa infecções recorrentes principalmente em pessoas com diabetes e pode ser fatal ao entrar na corrente sanguínea. Leia também Vida & Estilo Descubra chás que ajudam a controlar o diabetes e o açúcar no sangue Saúde Entenda por que projeto quer tratar diabetes tipo 1 como deficiência Saúde Caroço do açaí, um remédio natural contra obesidade e diabetes Saúde Estudo: bebidas açucaradas estão associadas a novos casos de diabetes A pesquisa publicada em fevereiro na revista científica Science Advances utilizou camundongos para chegar aos resultados. Primeiramente, os estudiosos provocaram a diabetes em um grupo e o outro se manteve sem a condição crônica. A partir daí, eles testaram a resistência bacteriana nos animais com e sem diabetes e perceberam que a evolução da resistência ocorreu muito mais rapidamente nos diabéticos. 14 imagens Fechar modal. 1 de 14 A diabetes é uma doença que tem como principal característica o aumento dos níveis de açúcar no sangue. Grave e, durante boa parte do tempo, silenciosa, ela pode afetar vários órgãos do corpo, tais como: olhos, rins, nervos e coração, quando não tratada Oscar Wong/ Getty Images 2 de 14 A diabetes surge devido ao aumento da glicose no sangue, que é chamado de hiperglicemia. Isso ocorre como consequência de defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas moodboard/ Getty Images 3 de 14 A função principal da insulina é promover a entrada de glicose nas células, de forma que elas aproveitem o açúcar para as atividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua ação ocasiona o acúmulo de glicose no sangue, que em circulação no organismo vai danificando os outros órgãos do corpo Peter Dazeley/ Getty Images 4 de 14 Uma das principais causas da doença é a má alimentação. Dietas ruins baseadas em alimentos industrializados e açucarados, por exemplo, podem desencadear diabetes. Além disso, a falta de exercícios físicos também contribui para o mal Peter Cade/ Getty Images 5 de 14 A diabetes pode ser dividida em três principais tipos. A tipo 1, em que o pâncreas para de produzir insulina, é a tipagem menos comum e surge desde o nascimento. Os portadores do tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores normais Maskot/ Getty Images 6 de 14 Já a diabetes tipo 2 é considerada a mais comum da doença. Ocorre quando o paciente desenvolve resistência à insulina ou produz quantidade insuficiente do hormônio. O tratamento inclui atividades físicas regulares e controle da dieta Artur Debat/ Getty Images 7 de 14 A diabetes gestacional acomete grávidas que, em geral, apresentam histórico familiar da doença. A resistência à insulina ocorre especialmente a partir do segundo trimestre e pode causar complicações para o bebê, como má formação, prematuridade, problemas respiratórios, entre outros Chris Beavon/ Getty Images 8 de 14 Além dessas, existem ainda outras formas de desenvolver a doença, apesar de raras. Algumas delas são: devido a doenças no pâncreas, defeito genético, por doenças endócrinas ou por uso de medicamento Guido Mieth/ Getty Images 9 de 14 É comum também a utilização do termo pré-diabetes, que indica o aumento considerável de açúcar no sangue, mas não o suficiente para diagnosticar a doença GSO Images/ Getty Images 10 de 14 Os sintomas da diabetes podem variar dependendo do tipo. No entanto, de forma geral, são: sede intensa, urina em excesso e coceira no corpo. Histórico familiar e obesidade são fatores de risco Thanasis Zovoilis/ Getty Images 11 de 14 Alguns outros sinais também podem indicar a presença da doença, como saliências ósseas nos pés e insensibilidade na região, visão embaçada, presença frequente de micoses e infecções Peter Dazeley/ Getty Images 12 de 14 O diagnóstico é feito após exames de rotina, como o teste de glicemia em jejum, que mede a quantidade de glicose no sangue. Os valores de referência são: inferior a 99 mg/dL (normal), entre 100 a 125 mg/dL (pré-diabetes), acima de 126 mg/dL (Diabetes) Panyawat Boontanom / EyeEm/ Getty Images 13 de 14 Qualquer que seja o tipo da doença, o principal tratamento é controlar os níveis de glicose. Manter uma alimentação saudável e a prática regular de exercícios ajudam a manter o peso saudável e os índices glicêmicos e de colesterol sob controle Oscar Wong/ Getty Images 14 de 14 Quando a diabetes não é tratada devidamente, os níveis de açúcar no sangue podem ficar elevados por muito tempo e causar sérios problemas ao paciente. Algumas das complicações geradas são surdez, neuropatia, doenças cardiovasculares, retinoplastia e até mesmo depressão Image Source/ Getty Images O pontapé inicial para a pesquisa partiu do interesse em entender por que os antibióticos não funcionam da maneira correta em algumas situações. Por exemplo, a bactéria que serviu de objeto de estudo é conhecida por ser perigosa e tem taxa de mortalidade associada a 20% mesmo com a existência de medicamentos para combatê-la. Em diabéticos, a Staphylococcus aureus pode causar infecções graves. Os pesquisadores esperavam que a diabetes influenciasse a eficácia dos antibióticos, mas a grande surpresa foi que a doença contribuiu diretamente para que a bactéria se tornasse super resistente. Isso aconteceu porque o sistema imunológico debilitado dos diabéticos permite que a bactéria se prolifere sem muito controle, além da glicose extra presente no corpo favorecer o crescimento do microrganismo, tornando-o mais forte e resistente. Desenvolvimento de superbactérias pode estar ligado a outras doenças Além da diabetes, os pesquisadores levantaram a hipótese da evolução das bactérias super resistentes também acontecer em pessoas acometidas por outras doenças, como o HIV. O próximo passo será testar esse fenômeno em seres humanos para entender melhor como ele ocorre e buscar novas estratégias para evitar o agravamento da resistência bacteriana. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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