Jogador do Bragantino: como é protocolo que confirma morte encefálica? Ouvir 6 de março de 2025 O Hospital Municipal Walder Tebaldi, onde o jogador do Bragantino Pedro Severino, de 19 anos, foi internado após sofrer um grave acidente de carro na madrugada de terça-feira (4/3), interrompeu os procedimentos para a confirmação de morte encefálica do jogador. O atleta, que atua nas categorias de base do Bragantino, sofreu traumatismo craniano em uma batida contra um caminhão quando se dirigia ao centro de treinamento do clube, em Atibaia (SP). Leia também Esportes Acidente em São Paulo deixa jogador do Bragantino gravemente ferido Esportes Hospital atualiza estado de saúde de jogador do Bragantino. Confira Esportes Processo que pode confirmar morte de jogador do Bragantino é iniciado Esportes Jogador do Bragantino é transferido para hospital em Ribeirão Preto A interrupção ocorreu na tarde de quarta-feira (5/3), após a constatação de um reflexo de tosse. “Por isso, o jovem seguirá com sedação e ventilação mecânica, uso de noradrenalina e antibióticos otimizados para evitar infecções. Caso não apresente mais nenhum reflexo, o protocolo será reaberto. A equipe do Hospital Municipal está comprometida em oferecer respaldo e acolhimento aos familiares, para que todos acompanhem de perto todo atendimento prestado ao jovem”, informou a instituição. Entenda o caso de jogador do Bragantino O jogador da base do Massa Bruta, Pedro Severino, sofreu traumatismo craniano em um acidente entre carro e caminhão, a caminho do CT, na terça-feira (4/3). Pedro Castro, de 18 anos, também jogador do clube, estava no veículo, mas teve ferimentos leves. Na tarde de terça, o hospital iniciou os procedimentos para confirmar a morte encefálica do atleta. Na quarta-feira (5/3), foi registrado um quadro de tosse, e o procedimento foi interrompido. Na manhã desta quinta-feira (6/3), Severino foi transferido para um hospital em Ribeirão Preto. O que é uma morte encefálica? De acordo com o Ministério da Saúde, a morte encefálica ocorre quando há perda total e irreversível das funções do cérebro, incluindo o tronco encefálico. Isso significa que, embora o coração ainda possa bater, a pessoa não respira sem aparelhos e o órgão deve parar em pouco tempo. O neurocirurgião Bruno Burjaili, do Hospital Sírio Libanês, esclarece que a morte encefálica não deve ser confundida com o coma, quando ainda há possibilidade de recuperação. “No coma, o sistema nervoso está afetado mas ainda funciona, o que pode dar uma chance de recuperação. Na morte encefálica, no entanto, o cérebro não trabalha mais e não há nenhuma possibilidade de recuperação”, explica. 2 imagens Fechar modal. 1 de 2 O atacante Pedro Severino sofreu um acidente de trânsito na terça-feira (3/3). Reprodução 2 de 2 Reprodução Procedimento para confirmar uma morte encefálica A confirmação de morte encefálica exige a realização de testes rigorosos e a participação de mais de um médico. Mesmo quando o quadro clínico é praticamente irreversível, os testes devem ser realizados para eliminar qualquer dúvida. Caso algum teste falhe, ele é repetido. Mas Burjaili esclarece que isso não significa que a morte encefálica não acontecerá, apenas que o protocolo precisa ser seguido novamente. Um dos pontos avaliados durante o protocolo é o reflexo da tosse, como foi feito em Pedro. “Esse reflexo é um sinal primitivo do sistema nervoso. Se ele aparecer, não significa que a pessoa esteja viva ou consciente, mas apenas que existe uma mínima resposta do organismo”, diz Burjaili. A situação é esperada em casos de morte encefálica, mas, no final, é o protocolo completo que define a conclusão do caso. “Uma vez confirmada a morte encefálica, o quadro é irreversível. Mesmo antes de todos os testes serem concluídos, a equipe médica já tem uma alta convicção de que não há possibilidade de recuperação. Mas a confirmação final depende de todos os passos do protocolo”, completa o neurocirurgião. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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