Comer frango toda semana pode aumentar risco de morte? Entenda Ouvir 25 de abril de 2025 Uma nova pesquisa realizada na Itália identificou uma possível relação entre o consumo regular de carne de frango e o aumento do risco de morte precoce por câncer gastrointestinal. O estudo foi conduzido por pesquisadores do Instituto Nacional de Gastroenterologia e publicado na revista científica Nutrients, em 14 de abril. Durante 20 anos, os cientistas acompanharam a saúde de 4.869 adultos italianos, coletando dados por meio de exames clínicos, entrevistas e registros médicos. Um dos principais focos da análise foi a quantidade de carne ingerida semanalmente — em especial, o consumo de aves como o frango — e sua possível associação com o desenvolvimento de câncer no sistema digestivo e a mortalidade relacionada à doença. Leia também Saúde Gracyanne Barbosa come frango cru no BBB25. Entenda os riscos Vida & Estilo Descubra qual o melhor corte de frango para dietas de emagrecimento Saúde Câncer de intestino: conheça sintomas e por que fazer exame preventivo Saúde Casos de câncer de intestino devem crescer 21% no Brasil até 2040 Mais de 300g por semana aumenta o risco Os resultados mostraram que pessoas que consumiam mais de 300 gramas de carne de ave por semana apresentaram um risco 2,27% maior de morrer precocemente por câncer gastrointestinal em comparação com quem ingeria até 100 gramas semanais. Além disso, os pesquisadores observaram um risco 27% maior de morte por todas as causas para essas pessoas ao longo do estudo. A carne de frango costuma ser considerada uma alternativa mais saudável à carne vermelha, principalmente por ter menor teor de gordura saturada e ser associada a um risco reduzido de doenças cardiovasculares. No entanto, os pesquisadores apontam que mais estudos precisam ser feitos para avaliar o risco de tumores digestivos a partir do consumo do frango. Eles ressaltam que ainda não é possível afirmar com certeza se o risco maior está ligado diretamente à carne de ave ou ao modo como ela é preparada. Frituras, empanamentos e certos temperos industrializados podem interferir nos efeitos do alimento no organismo. Além disso, os riscos podem estar relacionados à presença de pesticidas usados na ração e medicamentos ou hormônios dados aos animais. Estudo não comprova relação de causa e efeito É importante destacar que este é um estudo observacional, onde os pesquisadores monitoram o comportamento de indivíduos em seu ambiente natural, sem interferência, e analisam um grande volume de informações ao final. Nesse tipo de estudo é mais difícil fechar uma relação de causa e efeito porque existem muitas variantes. Outra limitação da pesquisa foi a ausência de dados sobre o nível de atividade física dos participantes, o que pode influenciar nos resultados. Ainda assim, os autores consideram que os achados justificam investigações adicionais. “Nosso estudo mostrou que o consumo de carne branca acima de 300 g por semana foi associado a um aumento estatisticamente significativo no risco de mortalidade por todas as causas e por câncer gastrointestinal. No entanto, mais estudos são necessários para confirmar nossas descobertas”, escreveram os pesquisadores. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e no Canal do Whatsapp e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Estudo: atividade física melhora a função cognitiva em todas as idades 9 de agosto de 2025 Praticar qualquer tipo de atividade física — independentemente da intensidade, idade ou condição de saúde — contribui para melhorar as funções cognitivas, como memória, atenção e raciocínio. A conclusão é de uma ampla revisão de estudos conduzida por pesquisadores da Universidade do Sul da Austrália e publicada recentemente no British… Read More
Notícias Remédios sem hormônio prometem aliviar fogachos na menopausa 21 de novembro de 2025 Durante décadas, o tratamento dos sintomas da menopausa, especialmente as ondas de calor (os famosos fogachos), girou em torno exclusivamente da terapia de reposição hormonal. Mas isso começa a mudar com a chegada de uma geração de medicamentos não hormonais, desenvolvidos para atuar diretamente nos mecanismos cerebrais que controlam a… Read More
Há algo de bom na menopausa? Especialista enumera 4 vantagens 22 de outubro de 2024 O artigo foi escrito pela professora Yvonne Middlewick, da Universidade Edith Cowan, da Austrália, para o portal de divulgação científica The Conversation. A menopausa está passando por um momento de destaque, com menos estigma e mais conscientização sobre as mudanças que ela pode trazer. Um inquérito recente do senado australiano… Read More